Dezembro 8, 1995
Era um dia chuvoso, os pássaros estavam escondidos e lá fora só se ouvia os pingos fortes caindo nas calhas das casas.
Se eu soubesse; se eu imaginasse que naquele dia pálido e sem movimento minha vida chegaria ao fim...
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~ 14:00 T ~
Tudo estava costumamente entediante,
nos finais de semana toda a minha família se reunia para fazer um pequeno almoço aqui em casa.
Todos estavam bem alegres e conversando enquanto escutava-se trovoadas da tempestade que ocorria ao lado de fora, e como sempre eu ficava no canto do sofá apenas ouvindo as conversas:
"Jack se anime filho, você sempre fica com essa cara de nada".
Dizia minha mãe enquanto meus tios gargalhavam da situação, como eu disse, apenas um domingo entediante.
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Minha mãe Amélia sempre andava animada, desde que me pai morreu parece que ela tentou preencher o lugar dele para que eu não me sentisse sozinho.
Meu pai morreu quando eu tinha apenas 4 anos, um câncer no pulmão consumia ele por anos.
Ninguém esperava, descobriram em um exame de rotina qualquer e então começaram um longo tratamento achando que iria adiantar em algo, o máximo que poderiam fazer eram dar á ele apenas alguns anos a mais de vida, totalmente inútil.
Olho para fora da janela ao meu lado com uma lembrança vaga de meu pai e então percebo que a forte tempestade tinha acabado de parar, ótimo, eu odeio chuva.
-Aaaa!!! - Saio de meus pensamentos com a longa exclamação de minha mãe
-A chuva parou, vamos ao jardim adoro o cheiro da grama verde molhada! - Logo todos foram indo até que eu ficasse sozinho em casa.
O dia foi bem normal como todos os outros almoços, comemos, conversamos e logo todos foram embora com uma despedida bem animada e agradecimentos pelo convite do almoço que lhes foi oferecido naquela tarde.
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~ 19:00 N ~
Já era começo da noite e como sempre, nos domingos nós faziamos lanches no lugar de jantas.
- Jack vou no mercado comprar algumas coisas e já volto, se estiver com fome tem batatas fritas no congelador, você sabe se cuidar.
Disse minha mãe
Foi tudo muito rápido, eu me lembro que após ela ter ido eu me tranquei em meu quarto, liguei o som bem alto e acendi um cigarro. Não me julgue, pelo menos eu dei uma tragada antes de falecer.
Eu estava em meus plenos 17 anos, jovem, bonito e bem atraente, antes que saiba que sou totalmente culpado por minha morte quero garantir que meus 17 anos vividos foram totalmente sem juízo nenhum, também; O que se esperar de um garoto que cresceu sem o pai? Eu aprendi a pescar sem meu pai, dei meu primeiro beijo e não pude nem contar para meu pai, meu primeiro skate tive que aprender a andar sozinho, e tudo isso por que cresci sem meu pai e seus conselhos.
Por um momento tive a impressão de que alguém havia batido em minha porta e então deixei o cigarro em minha escrivaninha abaixo da grande cortina preta que havia em minha janela, abaixei a música, destranquei minha porta e fui ver a porta de entrada. Era uma breve impressão, aproveitei e passei na cozinha para preparar aquelas batatas no congelador e em menos de 15 minutos meu quarto e o começo do corredor já estava em chamas, onde estaria a chave? Óh céus, onde a maldita chave fora parar naquele momento?
A fumaça preta já estava dominando tudo e eu estava quase perdendo minha consciência, pelo menos eu tive tempo de pensar em tudo, minha mãe, meu pai, meus falsos colegas e a vida boa que eu tinha. E então, meu último suspiro chegou mais rápido do que eu poderia imaginar, foi assim, desse devasto modo cruel e ridículo que perdi uma vida inteira.
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Atemporal.
RomanceSeria o destino capaz de unir essas duas almas perdidas? Até qual coração esses dois poderiam tocar? ***PLÁGIO É CRIME***
