Na vida, existem certas coisas que não devem de jeito nenhum serem misturadas. Você pode adicionar a essa lista whisky, vodka, absinto, tequila (muita tequila!), benzodiazepinicos, Prozac, maconha... Antes que você pense que eu estou à beira da morte após uma overdose, eu te tranquilizo: estou a beira de um orgasmo após a língua do Tyler encontrar um certo ponto sensível entre as minhas pernas. Perdi o foco. Na verdade, o que eu queria dizer é que não se deve misturar bebidas e homens gostosos e morenos e inteligentes e totalmente dispostos a te levar para o céu.
-Então, Claire, achei que você ia estar dando plantão hoje. - Tyler fala me entregando um dos copos.
-Nah, tive que vir em Tulan resolver alguns problemas com a empresa da família. E você?
Eu realmente estava surpresa em ver Tyler ali. Como estudantes de medicina em pleno internato rural estamos morando em Waterfalls temporariamente, uma pequena cidade próxima de Tulan, a capital onde vivíamos. Raramente temos tempo para sair de lá e vir visitar a família. A menos que seja extremamente necessário, como no meu caso. Menti para ele sobre o que realmente me trouxe aqui, até por que resolver problemas empresariais nem de longe me levaria a um bar de esquina para encher a cara. Na verdade, problemas familiares bem maiores envolvendo divórcios e pais ausentes é o que está na minha cabeça nesse momento.
-Então, você não quer ir la pro flat não? Tem umas bebidinhas la ainda. Que dia você volta pra Waterfalls mesmo? A gente poderia ir junto se você não estiver de carro.
-Com certeza vamos porque eu estou louca pra deitar em um sofázinho confortável depois de hoje. Eu vou voltar amanhã cedinho, vim de carro sim.
Tyler fraziu a testa levemente já levantando da banqueta do bar.
-A empresa está dando tanta dor de cabeça assim? Achei que só te dava alegrias e sapatos da Santa Lola.
Sorri forçadamente percebendo que claramente eu não ficaria me embebedando por ai por causa de uma empresa que estava no auge dos lucros. Eu sabia e Tyler, meu colega de faculdade há 5 anos, também sabia.
-Até as melhores empresas têm momentos. - falei enquanto caminhava para o lado do carona de um jeep renegade preto como os cabelos de Tyler. O interior do carro cheirava a tabaco. Franzi levemente a testa.
-Você andou fumando de novo?
-Eu tinha parado?
-A Maryl tem certeza que sim. - respondi dando um sorriso irônico.
Entramos na garagem de um prédio no centro de Tulan. Tyler estacionou e foi rapidamente mexer em algo no porta-malas, antes que eu chegasse ao seu lado ele fechou rapidamente me dando um sorriso.
-Vamos aproveitar nosso diazinho de folga enquanto está todo mundo trabalhando.
Sorri alegremente. No apartamento tinha um estande inteira só de bebidas e meus olhos brilharam ao ver todas aquelas garrafinhas da felicidade.
-Abençoado seja você, Tyler, e todas as suas bebidas maravilhosas. Me segura que eu não posso estar de ressaca amanhã cedo.
T. riu colocando uma garrafa de tequila na minha mão.
-Até parece que você tem ressaca algum dia da sua vida.
-Verdade, mas a culpa não é minha se a bebida se ajusta perfeitamente ao meu corpo.
Tyler se esparramou no sofá e pegou o controle remoto da TV gigante que chamava atenção na sala.
-Está faltando música para eu ver essa bundinha mexendo.
Joguei uma almofada nele rindo e tornando mais um gole direto do gargalo. Qual a porcetagem alcoólica da tequila? Downtown começou a sair das caixas de som espalhadas pela sala. Realmente, esse aposento é perfeito para uma festa. Fechei os olhos e começei a me mover, entrar no ritmo e deixar os quadris pequenos balançarem ao som da música. Nem percebi que Tyler estava me observando.
-Que foi? Nunca viu ninguém dançar?
Ele murmurou alguma coisa que eu não entendi e sorriu tomando mais um gole do seu copo de whisky.
-Vem dançar comigo, vamos, levanta essa rabeta cansanda desse sofá. - falei puxando ele pelo braço.
Tyler se ergueu, em seus 1.80 de altura, sobre meu corpo pequeno e começou a rebolar. Que cena! Eu já estava com a barriga doendo de tanto rir.
-Ei ei, você ja tomou absinto? Meu pai trouxe umas garrafas da Europa esse mês. Puríssimo. - ele falou enquanto caminhava de volta para a estande e abria uma das portinhas dela embaixo. Deve ser onde ficam as bebidas mais caras porque pude ver de relance algumas garrafas de whisky importado e alguns vinhos. Tyler colocou uma garrafa com um líquido verde na minha frente e sorriu.
-Vai lá. Experimenta.
Abri a garrafa e cheirei. Na mesma hora o odor profundo de álcool irritou minhas narinas e fez meu olhos arderem.
-Essa porra é forte pra caralho! Você está tentando me deixar em coma alcoólico ou algo assim por que eu pego as melhores cirurgias?
T. riu e tomou um gole ele mesmo. Tomei coragem e cheguei a garrafa perto dos meus lábios. Tyler franziu a testa e eu me perguntei o porquê. Me decidindo de uma vez entornei um gole longo e quase cuspi de volta. Minha cara deve ter demonstrado minha não apreciação pela bebida já que Tyler riu.
Nunca tinha reparado na risada dele. Era uma risada grave, que saía de uma boca carnuda e avermelhada. Ah sim, a boca de Tyler é linda e pelo que dizem sabe fazer coisas maravilhosas. Tenho fontes que confirmam isso com certeza para mim. Fui sentar no sofá e me atrapalhei levemente quase caindo em cima da mesinha de centro.
-Opa, acho que alguém está um pouco tonta. - disse Tyler segurando meu braço e dando um sorriso preguiçoso. Seus olhos cor de chocolate também estavam nublados.
Que horas são? Eu deveria ir para casa. Tomei mais um gole da garrafa de tequila que estava na minha mão novamente. Tyler ainda estava com seu braço enganchado no meu e sua mão pousada na minha cintura. Uma mão definitivamente quente. Como seria ter essa mão pelo meu corpo?
-Claire? - Tyler falou com uma voz rouca.
-Hmm?
-Você está cheirosa. - disse ele baixando o rosto para meu pescoço e falando perto do meu ouvido. Não sei se o meu coração deveria ter acelerado assim, ou se os bicos dos meus seios podiam ficar tão duros. O fato é que ficaram, e meu coração disparou largamente. Uma outra mão envolveu minha cintura. Ambos desequilibramos e caímos no sofá. O sofá dele é muito macio, mas não deve ser tão macio quanto o corpo dele apertado contra o meu. Definitivamente, não. Não, não, não. Ah merda, eu estou completamente bêbada. Bebaça. Bebinha. Passei minhas mãos pelos cabelos negros de Tyler enquanto nós dois ríamos estridentemente do tombinho que levamos. Tudo nesse homem é gostoso assim? Uma vozinha na minha cabeça surgiu: tudo? Tudo mesmo? Ah, mas eu bem que gostaria de testar um dia. Ou não. Tyler é meu amigo. Percebi ele estava me observando enquanto eu travava esse diálogo interno.
-O que?
-Nada, é que você está sorrindo sozinha igual bobinha.
-Booooa Tyler! Uma bobinha sozinha. So-zin-ha!
-Você está negando minha presença inegável aqui?
-Com certeza!
Tyler se lançou para cima de mim me pressionando toda contra o sofá e contra seu corpo definido e durinho. Bom, muitas coisas estavam duras no seu corpo como pude perceber.
-Você ainda está negando minha presença?
-Não, não, não! - falei rindo igual uma criança enquanto tentava, inutilmente claro, tirá-lo de cima de mim.
-Boa garota, Claire, boa garota.
De repente percebemos a posição em que estávamos e paramos de sorrir. O coração de Tyler também estava disparado e seu hálito era puro álcool. Ou era o meu? O nosso. Ainda mais quando ele foi baixando o rosto e nossa respiração se misturando cada vez mais. Fechei os olhos quando aquela boca encontrou ferozmente a minha. E de repente eu já estava montada em seu colo agarrando-o com todas as minhas forças bêbadas. Ah meu deus, eu queria abusar daquele corpo até não conseguir mais. As mãos de Tyler passeavam pelas minhas costas, pela minha cintura, pela minha barriga. Encontraram uma fresta na minha blusa e subiram para o meu sutiã. Soltei um gemido baixo quando ele apertou delicamente meu peito. Mordi seu lábio levemente, várias e várias vezes. Minhas mãos passeavem pelas suas costas quando ele nos levantou. Tyler foi meio cambaleando meio se encostando nas paredes até o quarto. Chegando lá ele me colocou no chão enquanto agarrava a barra da minha blusa para tirá-la. Arranquei sua camiseta e percorri seu peitoral com minha boca, descendo pelo seu abdômen definido, chegando até proximo ao cós da sua cueca quando ele arfou.
Tyler procurou o feixe do meu sutiã e se livrou dele. Abriu os botões e o zíper da minha calça enquanto eu fazia o mesmo com a calça dele. Nos livramos das calças ficando apenas de calcinha e cueca. Ele foi me empurrando levemente para a cama e deitou em cima de mim pressionando aquele pacote duro e gigante contra minha calcinha molhada. Puta que pariu, em 5 minutos o Tyler me deixou como uma puta no cio? Mas isso não era certo, eu tentei me lembrar disso. Eu não podia. Não com o Tyler. Não podia. Mas foi fácil esquecer isso quando seus dedos encontraram meu clitóris e esfregavam de leve fazendo círculos. Eu não posso. É isso. Não posso.
-Tyler...
-O que meu amor? Relaxa. Você precisa relaxar. - ele disse enquanto descia minha calcinha.
Eu só conseguia ver o topo da cabeça dele e seus cabelos negros quando ele enfiou a cara na minha buceta me fazendo arquear. Puta que pariu Tyler Ivashkov. Puta que pariu. A língua dele, quente e úmida, não me deixava pensar. Por que eu não posso ficar com Tyler? Eu não posso! Isso não é certo. Gemi mais uma vez. E mais uma vez. E mais uma vez.
-Claire, você vai acordar todos os vizinhos. - ele disse levantando um pouco a cabeça e me dando um sorriso.
Acordar os vizinhos? Que horas são? Eu estava no bar umas 18 h certo? Certo? Que horas viemos para o apartamento? Gemi mais alto. Peguei o travesseiro e coloquei no rosto enquanto gemia loucamente. Tyler aumentava o ritmo. Bebida e homens gostosos não devem ser misturados. Mas eu não posso!
-Não para Tyler, não para!
Eu não posso, para! Puta que pariu eu vou gozar.
-Isso Tyler, cacete, eu vou gozar!
Senti meu corpo todo eletrizado e de repente ficando mole. Tyler não perdeu tempo e tirou uma camisinha sei lá de onde e me penetrou. Fundo. Senti seu pau me preenchendo todinha. Mas isso não era certo. E eu já estava pronta para gozar de novo. Tyler metia cada vez mais rápido.
-Puta que pariu, Claire, você é muito gostosa. Goza pra mim de novo gata. Goza.
E com certeza eu faria. Mas aquela vozinha no fundo continuava dizendo que eu não deveria ter feito isso. Não deveria. Tyler continuava gemendo meu nome. Numa explosão gozamos juntos e deitamos lado a lado nossos corpos bêbados, suados e cansados. Eu definitivamente não deveria ter feito isso.
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WATERFALLS
RomanceBem vindo a Waterfalls. Mas cuidado, você não deveria entrar aqui. Existem lugares que devem permanecer escondidos, existem segredos que não devem ser revelados. Existem corpos que não devem se encontrar, nem serem encontrados.
