Quando seres do submundo tenta raptar Simon, uma shadowhunter misteriosa e de cabelos negros o salva e promete cuidar dele até descobrir o motivo dos ataques.
Simon se arrependeu amargamente de sair de casa no momento em que pisou um pé pra fora. Ele estava cada vez mais propenso a ficar em casa por motivos, de que, sempre que ele saia, alguma coisa dava errado. E dessa vez não foi diferente. Voltando da casa de Éric, após o ensaio, ele foi assaltado e como se para piorar seu dia começou uma tempestade forte e ele estava sem agasalho. Deus como ele queria estar em sua casa assistindo série agora em vez de estar naquela chuva. Quando um carro passou em alta velocidade e uma enchorrada de água voou até ele, decidiu sair da avenida e usar outro caminho para casa. A noite estava sinistra com toda aquela chuva e as pessoas passavam por ele correndo e entravam em algum estabelecimento para se proteger da chuva. Mas foi quando ele virou a esquina que dava para o caminho de sua casa que percebeu que algo estava errado. Quando se virou foi atacado.
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Estava com os olhos vendados, mas tinha impressão que estava em algum galpão velho. O cheiro de ferro enferrujado e molhado adentrou em suas narinas. Tentou gritar algumas vezes mas apenas ouviu o eco se espalhando pelo lugar aparentemente vazio. Porque diabos estou aqui? Quem foi que me prendeu aqui? Perguntas encheram sua cabeça e não percebeu quando alguém entrou no galpão e arrancou-lhe a venda dos olhos. Demorou uns segundos para seus olhos se adaptarem à luz fraca do local. Um menino de aparentemente 15 anos estava em sua frente. Ok fui sequestrado por uma pessoa mais nova que eu, quão bizarra era minha vida? — Quem é você? —Foi a primeira coisa que Simon conseguiu falar, sua voz saiu rouca e falha—. — Quem eu sou não lhe diz respeito. Não se preocupe não vou fazer mal a você, só precisa responder umas perguntas e tudo vai ficar bem. — Ele sorriu de lado malicioso. Simon percebeu que não sairia dali com vida—. Suas costa doia. Ele tentou se sentar mas o garoto na sua frente o empurrou com o pé novamente para o chão. — Eu quero saber onde estão os documentos e papéis do Nightlight. — O garoto se agachou e Simon agora podia vê-lo melhor. Tinha cabelos e olhos escuros. E sua pele parecia sinistramente pálida. —O que? Você certamente este me confundindo com alguém. Eu não faço a mínima ideia do que você está falando cara. —Tentou se levantar de novo mas ele foi mais rápido e lhe agarrou com força pelo pescoço. Simon arregalou os olhos assustado—. —Eu sei que estão com você. Ele me avisou que tudo iria ser passado para você. —Ele? Quem? —Não me faça de idiota que... —Um barulho de algo caindo fez com que ele soltasse Simon e olhasse para trás. Simon também não deixou de olhar. Ela olhou assustada na direção dos dois garotos e xingou baixo. Era alta e usava roupas pretas de couro. Tinha cabelos longos e pretos que estavam presos a duas tranças embutidas. Simon ficou impressionado com a beleza da mesma. —Brincando com mundanos de novo percebo —Sorriu ela para o garoto. Simon percebeu que ela ficou rígida quando o garoto começou a falar—. —Isso é assunto das crianças noturnas e do submundo. Shadowhunters não tem nada que se intrometer. Crianças noturnas? submundo? Shadowhunters? Simon achou que sua cabeça fosse explodir. —Meu querido Raphael —Então esse era o nome dele. Ela se aproximou um pouco mais de Raphael caminhando com passos lentos. —As vezes você se esquece que meu nosso trabalho é proteger pobres mundanos como ele de coisas como você. Ela tinha um veneno na voz e um sorriso assassino nos lábios. Um movimento em seus pulsos chamou atenção de Simon. Sua pulseira criou vida em sua mão. Num movimento rápido atacou Raphael com o chicote. Mas o garoto foi mais rápido. Muito mais rápido. Simon só podia esta sonhando. Raphael estava perto da garota quando ela pegou uma faca de sua bota e enfiou no ombro esquerdo do garoto. Ele gemeu de dor e arrancou a faca. Encarou a menina e disse com raiva. —O que você quer aqui, Isabelle? Isabelle. O nome ecoou em sua mente. Com a distração da fúria dos dois, Simon conseguiu soltar os braços das amarras e depois desamarrou os pés. E agora? Ele agora começou a prestar atenção no local. Ele não estava errado quanto a estar em um galpão. O local era vazio, além de caixas velhas jogadas pelos cantos e fios elétricos no chão. A porta estava a uma distância considerável e não conseguiria passar sem chamar atenção. —Estava investigando vampiros transgressores quando vi você vindo para cá. Aí te segui. —Ela sorriu para ele—. Aquela palavra chamou atenção de Simon, e naquele momento esqueceu que fora sequestrado e que provavelmente poderia morrer naquela noite. —Espera —Aquela palavra fez com que os dois lembrasse que ele estava ali. — Você disse Vampiros? Do tipo tomam sangue e dorme em um caixão? Isabelle riu e empurrou Raphael de lado e caminhou na direção de Simon. Ele perdeu o ar. —A parte de dormi no caixão é um exagero, embora cada um tenha um gosto diferente. Quem somos nós para julgar, ha. Raphael revirou os olhos e falou —Não adianta levá-lo. O submundo inteiro está atrás dele. Ela desviou a atenção de Simon para Raphael e falou: —Sabe que está quebrando os acordos, Raphael. Melhor nos deixar ir embora. Ou eu mesma enfio uma estava no seu coração. Simon achou que estivesse vendo tudo aquilo através de um vidro. Nada parecia fazer sentido. Raphael suspirou. Simon piscou. Raphael tinha sumido. Ele olhou para a garota. Isabelle. E engoliu a seco. Ela sorriu para ele. —Acho melhor a gente ir.