Ouvi meninas rindo enquanto vinham para minha direção.
– Hahaha! È uma tonta mesmo! Não sabe fazer nada direito.
Olhei para trás com a esperança que não estivessem rindo de mim. Santana estava no meio, Rana e Casy ao lado dela. De repente sou empurrada contra o armário que está no meu lado.
– Olha por onde anda! – Fala Santana.
Todos os meus livros e cadernos estão no chão.
– Idiotas! – sussurro.
Elas me zoam, pois mal sei segurar em minha varinha, ainda mais fazer a bola de basquete flutuar!
Minha escola fica em uma cidade que está no meio de uma floresta. Para quem não percebeu sou um ser idêntico a um ser humano, mas com habilidades parecidas a de uma Fada, e aqui é onde eu e outros seres iguais a mim vivem. Nós temos três divisões de classes sociais, pobres, medianos e ricos. A desigualdade social aqui é muito grande e isso é umas das muitas coisas que eu detesto nesse lugar.Não existe muito bem um masculino para Fadas então os homens e meninos são apelidados de Elfos.
Volto caminhando parar casa, minha mãe provavelmente não chegou ainda, ela trabalha de manhã e de tarde para pagar os impostos abusivos, minha escola, alimento e outras coisas.
Um dos meus sonhos é ter bastante dinheiro para comprar roupas, bastante comida e os mais importantes, comprar uma varinha melhor e estudar em um colégio bom de verdade. As varinhas tem níveis diferentes, que variam da classe que você é. A nível um é a básica e vai até a nível cinco que e a melhor de todas. Lógico apenas os ricos tem acesso as varinhas de nível superior.
Eu tenho a nível um, ainda sou jovem, tenho cinqüenta e seis anos, mas minha idade mental e de corpo físico é de dezesseis se forem comparadas a um humano de verdade.
– Mãe? Já está em casa?
Ninguém responde. Pego uma maçã e vou caminhar um pouco na floresta para desabafar comigo mesma, as vezes fico triste pelos apelidos que Santana e seu grupinho me dão, mas não costumo ligar muito. Agora na verdade eu estou é com raiva.
Ando floresta adentro por uns quinze minutos e sento em um tronco caído no chão para descansar, quando ouço um barulho de alguém caminhando. Corro para de trás de uma árvore.
Sou muito medrosa então saio correndo tentando fazer o mínimo de barulho possível, mas acabo pisando em um galho seco, ele se quebra fazendo um barulhinho que era inofensivo ecoar pela floresta inteira.
– Ei! Quem é você? – o jovem pergunta.
– Ninguém importante.
–Ta bom, mas o que uma garota como você faz aqui nessa floresta sozinha?
– Nada não. Eu já vou indo, não costumo conversar com estranhos. – dou meia volta e começo a andar.
– Espera! Nem vai me dizer seu nome?
– Sindy.
– Prazer o meu é Greg.
Paro olho para trás dou um breve sorriso e continuo a andar, ele me segue até metade do caminho.
– Você está me seguindo?
– Não.
– Então porque já se passaram sete minutos que estamos andando juntos? – falo olhando para meu relógio.
– Deve ser por que minha casa e na mesma direção que a sua.
– E onde você mora? – pergunto.
YOU ARE READING
Encantados
AdventureUma história de uma garota que vive em uma vila onde todos possuem dons. Tudo se inicia quando ela rouba um castelo e manipula o filho do rei.
