Único

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Aquela era mais uma tarde preguiçosa sem Penélope, em que Simon e Baz estudavam sozinhos sobre a Tragédia de Watford em seu dormitório.

Ultimamente, Penny não estava muito com eles. Tinham feito seus avanços no caso, discutindo e fazendo anotações multicoloridas na lousa que Baz roubara de uma das salas, mas, de uns dias para cá, Penélope não parecia estar muito disponível.

Não é que não se importasse – fazia progresso sozinha. Mas parecia mais perturbada com sua família e o Mago metendo o nariz com suas batidas de rotina do que qualquer outra coisa.

Então, Simon e Baz passavam seu tempo livre trancados no quarto, com a janela aberta até que o Pitch reclamasse, tentando avançar um mínimo que fosse na busca por Nicodemus e uma resposta.

Aquela tarde não era muito diferente. Estava abafado com a janela fechada, e talvez isso explicasse o corado nas bochechas de Baz (não que Simon estivesse olhando. Não estava olhando. Muito menos o encarando quando ele ficava distraído), e em hora nenhuma passou pela mente de Simon que ele poderia estar pensando em outra coisa que não fosse o caso.

Ou era o que lhe parecia, até que o vampiro levantou de súbito e fechou um livro grosso com um estrondo, o bastante para chamar atenção de Simon, que virou a cabeça em sua direção no meio do susto.

-Baz, o que...

-Deixa eu chupar o seu pau.

A pergunta – não, a ordem – o acertara como chá quente direto no rosto, nada agradável e pelando. Simon sentiu-se atrapalhar, tropeçar nas palavras, e já não era bom com eloquência de qualquer forma.

-O quê?

-Deixa eu chupar seu pau.

Basil era insistente, e teimoso. Mas pelo menos agora o rubor em seu rosto tinha sido explicado.

Escuta, não era como se Simon não quisesse que Baz Pitch chupasse seu pau – quem em Watford não adoraria ver o sinistro herdeiro de joelhos, os olhos turvos de vontade e a boca ocupada?

Era só que...

Além de um cretino e um vilão, Baz Pitch era seu colega de quarto. E seu...aliado, pensava Simon? Na teoria, seu aliado. E, geralmente, as coisas não permanecem bem as mesmas depois que seu colega de quarto (uma pessoa que você é obrigado a olhar na cara todo dia) chupa o seu pau.

E o pior de tudo, é que Simon não tinha exatamente tempo para pensar. Assim que se levantou, Baz deu um passo longo em sua direção, e continuava avançando a cada vez que insistia naquela proposta indecorosa.

Snow pensou em lançar-lhe um feitiço. Talvez um Do jeitinho que estava! fizesse Baz voltar a se sentar na cama, como se nada houvesse acontecido, mas O Escolhido não tinha muita certeza se poderia se descontrolar e varrê-lo para fora da janela. Mesmo que estivesse fechada.

Ainda sem ação, levantou os olhos para realmente olhar para Baz. Seu lábio inferior (rosa, meio acizentado) tremia, como se ele já estivesse se arrependendo de pedir aquilo, mas não queria recuar agora. Como se fosse muito orgulhoso para voltar atrás. E seus olhos brilhavam com a mesma intenção.

Ou talvez ele só estivesse com muita vontade.

Simon sentiu um arrepio, e, gostasse ou não, sentiu leves choques elétricos descerem por suas coxas e entre suas pernas, mas não sabia se era sua magia subindo à pele ou só a excitação, mesmo.

Gostasse ou não, a imagem mental de Baz Pitch aos seus pés era bem tentadora.

-Baz, que porra é essa? -conseguiu finalmente perguntar, um pouco desequilibrado, fechando o livro que tinha no colo e o deixando de lado, enquanto jogava as pernas para fora da cama e instintivamente punha a mão sobre o cabo da espada.

Como dar uma mamada no seu arqui-inimigo sem viadagemStories to obsess over. Discover now