1. Encontro

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Estava exausto, totalmente esgotado, nem conseguia ficar em pé, me joguei na primeira poltrona que avistei livre, por um segundo fechei meus olhos, respirei fundo e senti o cheiro reconfortante de café.

Após alguns minutos repousando decidi me levantar e ir comprar algo na cafeteria, a fila estava curta e logo fui atendido.

– O mesmo de sempre Seven?

Eu ia tanto lá que as atendentes já me conheciam, então apenas assenti com a cabeça, ela rapidamente me trouxe um copo plástico; pude ver a fumaça saindo de dentro dele, e o aroma forte do café, aquele era o momento mais feliz do meu dia, me sentia tão confortável e feliz. Deixei o dinheiro no balcão e me virei para voltar à minha poltrona.

– Seven? – A balconista me chamou.

– Está tudo certo, faltou algo? – Me aproximei do balcão.

– Não, está tudo certo!

– É que o livro que você encomendou chegou, vai querer retirá-lo agora? Estava esperando esse livro a muito tempo.

– Sim, com certeza, – respondi animado. – Estava esperando por esse livro ansiosamente.

– Ok, então venha comigo – ela falava enquanto saia da cafeteria e ia em direção ao balcão de atendimento.

Eu peguei meu café e a segui, estava tão animado que não continha meu sorriso, ia à seguindo e tomando meu café porém ao longo do caminho senti um grande desconforto, parecia que alguém me encarava fixamente, não me contive e olhei em volta encarando cada pessoa que passava pela minha linha de visão, ninguém estava correspondendo então continuei andando.

Assim que chegamos ela se pois em frente ao computador e começou a digitar, eu parei na frente do balcão ainda tomando meu café e me sentindo totalmente desconfortável.

– Você está com a comanda que lhe foi dada quando comprou o livro? – Ela me perguntou olhando para o computador.

– Bom acho que sim, vou ir ver na minha bolsa só um minuto.

– Ok.

    Coloquei meu café no balcão e comecei a andar rapidamente até a poltrona aonde ela estava, a abri e tentei me lembrar onde podia ter guardado, comecei a tirar os cadernos e livros e a chacoalhar cada um deles, olhei dentro da bolsa, a virei de ponta cabeça para ver se algo caia, abri todos os outros bolsos e não encontrei nada. Abaixei minha cabeça estava tão decepcionado, todos os meus livros e cadernos espalhados no chão de madeira, me abaixei para começar a recolhe-los quando alguém se aproximou de mim.

– Isso é seu? – Perguntou uma voz rouca e doce, tão profunda quanto um abismo.

Rapidamente levantei minha cabeça, e me deparei com uma menina de cabelo preto longo e liso, pele clara como a neve que contrastava com o preto de sua roupa, olhos de um tom verde tão encantadores que parecia refletir uma linda floresta ensolarada. Olhei para sua mão que segurava minha comanda.

– Sim, estava procurando por isso muito obrigado. – Respondi meio envergonhado.

Ela me deu o papel e se sentou na poltrona de frente pra minha colocou as pernas para dentro da poltrona, parecia totalmente confortável, pegou o livro que tinha deixado na mesa ao lado o abriu e começou a ler.


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