Capítulo 2

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A aula transcorreu normalmente sem mais incidentes. Agradeci aos céus pela sala estar silenciosa, também não é muito difícil, tem apenas 20 alunos.

– Ei viada, tá pensando em que? 

– Nada Annie, pensando só na vida. – Dou de ombros.

– Por acaso esse seu "pensando na vida" tem nome e sobrenome?

– Que se chama Christopher Uckemann? – Sussurrou Maite entrando na conversa e rindo junto com Annie.

– Suas idiotas, nada disso.  -Faço beiço. – Tá, tá, vocês venceram, eu estava sim pensando nele. –Reviro os olhos. – Mas vejam, ele é quieto e é lindo, vocês sabem que tenho uma queda por garotos assim.

As duas olharam para ele, depois se entreolharam e por fim olharam para mim como se eu tivesse algum problema mental.

– Dulce, você nunca curtiu algum garoto assim. Os que você pegava eram tudo uns interesseiros que só queriam saber em tirar notas boas. Esse é o primeiro.

– As meninas aí querem comentar para a sala o que tanto conversam? – Falou a professora irritada parando de escrever na lousa e nos fuzilando com o olhar. – Podem começar, estamos muito interessados, comece por você Dul.

– E-Eu?  - Observo à sala em volta, e meu olhar para em Ucker, e ele estava me olhando, que vergonha,  alguém me tire daqui.  – Eu não tenho nada para falar, estávamos falando sobre a matéria, né meninas?

– S-Sim, claro. -Elas responderam juntas.

Professora fingiu acreditar na nossa mentira e voltou a aula normalmente. Theo começou a rir e concluiu que era fofocas de meninas, ele sentava ao meu lado da sala. A tortura das aulas terminou e as pessoas saíram como um furacão. Só sobrou eu, Maite, Annie e Ucker na sala arrumando o material para ir embora.

– Tchau meninas, vejo vocês amanhã. –Falou Maite dando dois beijinhos em mim e depois em Annie.

– Eu vou com você Maite, precisamos rever o plano pra contar pra Dul amanhã, hehe.

– Verdade, vamos então.

Annie se despediu de mim e depois saiu junto com Maite. Sobrou apenas eu e Ucker na sala, isso não vai prestar. Fiquei tão nervosa que deixei minha borracha cair no chão e não percebi que Ucker estava próximo a mim e pegou a borracha no chão para me devolver.

– Obrigada, não precisava se incomodar. - peguei  a borracha em sua mão e coloquei no meu estojo sem encara-lo.

– Eu precisava falar com você mesmo.

– C-Comigo? – levantei o olhar para ele.

– Sim, com você. – Deu-se de ombros.

– E sobre o que quer falar comigo? Olha, se é sobre eu ter te distraído aquela hora que você me olhou quando a professora chamou minha atenção, me desculpe.

– Não é nada disso, olhe, eu fiquei sabendo que Belinda te deu um banho de água, e vim em nome dela te desculpar.

– Quê? Não foi um banho de água, ela só me jogou um pão no rosto.

– Sério? As pessoas estavam comentando que era um copo de água, eles inventam cada coisa que acabo me irritando.

– Te entendo, também odeio isso, já inventaram cada coisa ao meu respeito que nem te conto. –Reviro os olhos. 

– Eu fiquei sabendo, que você dormiu com o professor de biologia, né? Isso é ridículo, eu sei que nunca faria uma coisas dessas, porque esse não é o seu jeito.

– Isso mesmo. - Respondo corando absurdamente.

– Nunca vi uma pessoa ficar um pimentão desse jeito, você tem muita vergonha, é isso?

– Sim... As únicas pessoas que converso é com minhas amigas.

–  E com aquele garoto que estava hoje, né?

– Quem? O Theo? Ah, sim. Nos tornamos amigos hoje, ele é um cara legal.

– Hum... - Ele desviou o olhar de mim por alguns segundos antes de voltar a me olhar.  – De qualquer forma, me desculpe pelo ocorrido com Belinda. Vou conversar com ela sobre isso, e ela vai parar de te torturar.

– Ah, tudo bem...

Coloquei todos meus materiais na mochila e coloquei nas minhas costas numa alça só, pra ser mais prático, depois coloco as duas alças. Ucker ficou me observando enquanto isso.

– Te vejo amanhã.

– Espere. –segurou meus pulsos. – Eu não sei o seu nome, queria saber, talvez possamos ser amigos, certo?

Tentei ao máximo disfarçar o quanto estava desapontada quando ele falou que podíamos ser amigos. Eu não queria isso, queria ser mais que apenas sua amiga. Dei meu sorriso falso e concordei com a cabeça.

– Amigos, claro. Meu nome é Dulce.

– Certo Dulce, o meu é Christopher, mas pode me chamar de Ucker.

– Tá bom.

– Tchau Dulce, até amanhã.

– Até.

Ele soltou meus pulsos e saiu da sala, queria tanto pedir para ele segurar meu braço por mais tempo. Então, ele me observa mais do que eu imaginava, na verdade, nunca pensei que ele me observava. E sério, me belisca se eu tiver sonhando, ele falou comigo! Estava mais feliz do que nunca.



Amor à Primeira Vista Vondy (Terminada)Where stories live. Discover now