Eu te olhava, te observava passar do meu lado e não me ver, nunca me ver, era como se fosse invisível, para você e para muitos.
Te via fazendo sucesso com os outros, e eu sempre lá, quieta com algumas amigas, que me lembre, umas três.
O tempo passou e você sumiu. Sem nenhuma palavra trocada e nenhum olhar, pelo menos o seu não.
As vezes você passava pela minha cabeça, e eu sentia uma raiva, não sei, acho que foi ai que comecei a lhe amar.
O tempo passou, eu cresci, fui a festas, bebi coisas que nem imaginaria um dia beber, beijei bocas de desconhecidos, até amigos, e conheci sensações maravilhosas, e esqueci você.
Aquela correria pra lá e pra cá, o dia em que eu precisava arranjar um jeito de comprar bebidas com meu irmão de consideração, aquele nervosismo de que roupa usar, de que roupa talvez emprestar. Mas no final, tudo deu certo.
Compramos as bebidas e voltamos pra frente da festa, foi ai que te vi. Depois de anos eu te vi e confesso que meu coração acelerou. Fiquei tão nervosa quando se aproximou, e quando cai na real, só veio falar com minha amiga.
Mais uma vez você não me olhou, mais uma vez não sentiu minha presença, você não se importava com ela.
Aquela raiva dentro do meu peito aumentou, e foi aquela hora em que comecei a beber. Senti a adrenalina no meu sangue e você acabou caindo no esquecimento, mais uma vez.
Aquela festa estava bombando, cheia de luzes coloridas, aquele puta som alto e eu já ia me sentindo mais solta. Tantos olhares sobre mim, coisa que você nunca tinha feito, nem se quer uma única vez.
Dancei, dancei muito e adorava quando me olhavam. Mas logo cansei e decidi ir pro bar, onde você estava e eu nem imaginava.
Peguei uma água e vi um grupo de amigas de um curso antigo meu, dançando e dando risada. Andei até elas e entrei no meio, ai sim eu me soltei, e dancei muito, sempre rindo.
Mal imaginava eu, que pela primeira vez, você me olhava.
Um garoto chega em mim o que acaba me fazendo parar de dançar, confesso que fiquei irritada naquele momento. Logo ele diz que seu amigo que dos ficar comigo, e como os outros pedidos, estava prestes a dizer não. Olho pro lado e me perco com o tanto de pessoas, mas ele me indica que garoto é. Sinto meu coração acelerar por alguns segundos, mas não o reconheço, muita gente e talvez meu óculos não estivesse muito bom naquele tempo. Então sim, eu neguei.
Cheguei em casa fazendo de tudo pra esconder de minha mãe o tanto de bebida que bebi naquela noite, e consegui, ela nem desconfiou.
Peguei meu celular e me perdi no meio das mensagens, até que entrei na de meu cunhado, e a mensagem dizia assim:
"Ei, o que meu amigo te disse na festa, é mentira ta?"
Como eu já estava bem boa por conta da bebida, achei meio estranho, aliás, era meu cunhado e ele não tinha ido à festa.
E ai pergunto quem era. E para minha surpresa, era você, o garoto da 5° serie, aquele que nunca me olhou, nunca nem soube que eu existia. E foi ai que descobri, você era o tio do meu cunhado.
Meu coração se acelerou, da mesma forma que tinha ficado quando aquele menino me fez parar de dançar, talvez fosse ali que eu tivesse me encantado mais por você.
Conversa vai, conversa vem, e percebo que você era totalmente diferente do que eu sempre imaginei, mas eu não cairia nessa, os garotos de ultimamente so querem uns beijos e se a gente deixar, até mais alguma coisa, e depois vão embora.
Mas durante anos eu ouvi como você era pegador, o famosinho entre meninas e meninos, e minha curiosidade foi a mil, como seria seu beijo? O seu toque?
Eu não me importaria de me aproximar, não era o tipo de garota que se apegava.
Ficamos. Quatro dias após a festa, você veio até minha escola logo de manhã, dois loucos.
E foi diferente, me tratou bem, com delicadeza, e o seu beijo? Senhor, um dos melhores que tive na vida. Aquele seu cheiro que ficou em mim o dia todo. Não sabia, mas me apaixonei mais ainda por você, esse dia.
VOUS LISEZ
Destiny (Hiatus)
FanfictionDestino, o que ele tem a nos oferecer? Quantas pessoas ele nos apresentará e quantas pessoas irão nos tirar? Quantas decepções ainda virão? Quantos sorrisos ainda teremos nesse mar de tanta tristeza e solidão? Varias historias, muitas vidas, talvez...
