A cor do amor

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     Estava caminhando em direção ao escritorio de Nikolai quando a vi vindo em minha direção. Ela olhou para mim com aqueles magníficos olhos violetas, me causando um arrepio dos pés a cabeça, o vento que vinha das janelas sopravam em seu cabelo castanho e ondulado, deixando-a mais linda, parecia que tudo que existia no mundo favorecia sua beleza feminina.

     Ela chegava mais perto, caminhando em passos largos. Seus quadris moviam-se desenhando suas curvas debaixo daquele vestido azul marinho.

      Ela abriu um sorriso provocante.

     - Bom dia Sr. Aleksey!

     Eu acompanhei cada movimento de seus lábios, desejando tê-los para mim novamente. Mas abaixei a cabeça cumprimentando a.

     Ela passou por mim deixando seu aroma para trás, o perfume que eu conhecia bem.

     Entrei no escritório de Nikolai e me sentei na poltrona em sua frente.

     - Aconteceu alguma coisa meu amigo? - perguntou Nikolai cruzando as pernas - Parece que está com os pensamentos distantes!

    - Lushka meu caro! - respondi.

     Nikolai soltou uma gargalhada.

     - Só podia ser, esquece ela amigo!

     - Por que? Nós nos amamos!

     - Pensei que o lance de vocês fosse apenas sexo, prazer, loucuras. Mas parece que...

     - Nós apaixonamos...

     - E você já disse que ama ela?

     - Não...

     Ele sorriu novamente.

     - Aposto que ela se declarou para você e você não fez nada não é?

     - hum... Não deu, eu estava muito concentrado, se é que você me entende...

     - Se você não falar logo vai acabar perdendo ela!

     Franzi a testa.

     - Como assim?

     - Ouvi dizer que ela está saindo com um cara!

     - Com quem?

     - Não acredite nisso, deve ser apenas boatos...

      Levantei enciumado e sai da sala a proucura de Lushka. De longe a vi deixar alguns documentos em cima do balcão da secretária e ir em direção ao banheiro.

      Sem pensar direito, entrei naquele banheiro feminino em silêncio e a fitei enquanto retocava seu batom vermelho.
 
      Por sorte o banheiro estava vazio.

      Enquanto a observava comecei a imaginar outro homem beijando aqueles lábios cheios e exóticos, apertando sua cintura, sentindo seu calor, e um sentimento de ódio dominou meu corpo.

      A peguei pelos braços e a coloquei contra parede. Olhei em seus olhos observando sua expressão assustada.

     Ela engoliu em seco.

     - O que você está fazendo? - ela disse enfurecida.- Enlouqueceu de vez?

     Retomei minha consciência, com certeza essa mulher era uma cilada. Mas eu a amava.

     - Eu não queria te machucar, me desculpe! - disse apoiando minha cabeça em seu ombro.

     - Você não me machucou... Só acho que você não se deu conta de que esse é um banheiro feminino... É melhor você sair!

A Cor do amor Where stories live. Discover now