E aqui estou eu,encolhida na cama,abraçando à mim mesma,querendo me sentir humana,querendo me sentir eu.
O físico está cansado,e em silêncio ele grita.
Sim. Eu sou incapaz. Incapaz de ser feliz. Incapaz de manter a droga de um relacionamento.
Eu só quero ficar com alguém, construí minha vida,ter a mesma sensação de leveza e paixão por 10,20,50 anos,o resto da vida,ter um casamento,um cachorro,ter cópias minha e do amor da minha vida brincando no quintal. Só quero algo de verdade,que dure,e que não seja arrancado de mim de qualquer jeito.
E aqui na minha posição fetal,estou a observar um porta-retrato estampando uma foto,na qual está presente eu e Victor,nós dois sorrindo e felizes. Mas quem diria que essa felicidade iria acabar assim?
Dois anos de nossas vidas jogados fora,oportunidades desperdiçadas.
Ele poderia ter tomando uma decisão no começo.
Poderia logo ter decidido morar com Alícia,que a dois e meio atrás engravidou dele,assim teria me poupado desse sofrimento e de abrir mão do meu sonho de cursar psicologia na faculdade Massachusetts,em Boston.
Mas não,a boba tinha que apostar tudo que tinha nesse relacionamento,e agora ele tá lá,provavelmente nessa hora embarcando pro Canadá sem se importar com nada que vivemos.
Sou interrompida das minhas lamúrias por o som da campanhia numa forma insistente.
Me olho no espelho e a imagem a minha frente é de pura frustração.
O cabelo loiro está bagunçado,os olhos castanhos estão inchados de chorar.
Apenas de pijama flanela,e com o rímel borrado da noite passada,e o estado devastador,me arrasto até à porta,com a maior lentidão,giro a maçaneta.
Encarar seus olhos escuros foi como um soco no estômago.
— O que você ainda quer aqui?
Pergunto com amargura na voz.
Victor está aqui,na porta da minha casa,mesmo depois de tudo,ele ainda teve a cara de pau de aparecer.
— Posso entrar? — Essa pergunta na maldita boca dele,fez parecer mais uma súplica.
— Pela segunda vez,o que você ainda quer aqui? —meu tom está alterado.
— Vim me despedir.
Como é? Se despedir? Que porra de se despedi ?
O que ele quer? Que eu o abrace,o beije,e diga que o amo?
— Olha Victor,eu quero que você vá pro raio que o parta. Vá ser feliz e me deixa em paz. —Grito.
— Sophia,ele é meu filho,eu tenho que ver ele crescer,eu já perdi muito da infância dele.
Agora perdeu muito da infância dele? Quase dois anos depois. Poupe-me.
— Você sempre soube disso,ele já tem quase dois anos,e não entendo por que mesmo assim se envolveu comigo. — mais uma vez reluto pra que as lágrimas não voltem.
— Eu não sabia que iria querer tanto viver a vida dele.
— Perfeito. Se era só isso pode ir,que seja feliz com ela.
Ele me encara,o que me faz desviar o olhar pros meus pés.
Victor não é o imaculado deus grego da beleza,mais com certeza sua atração vence de 100 a 0.
— Me desculpa Sophia. —Minha garganta aperta,e no fundo eu não posso acreditar que estou ouvindo isso.
— Eu abri mão do meu sonho pra ficar com você. E agora você vem aqui,e simplesmente me pede desculpas. Assim,como se nada demais tivesse acontecido.
— Sophia você nunca vai entender. —Ele balança a cabeça,em uma forma de negação.
— Não Victor. Eu nunca vou entender mesmo.
E em sopro fecho a porta na cara dele. E mesmo que eu não queira as lágrimas voltam,arrebentando todas as minhas forças.
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Imprevisível paixão
Romance" O amor pode machucar,e o destino surpreender". Sophia Reack estudante de arquitetura tem seu coração partido em milhões de pedaços por o namorado,quando ele decide deixá-lá para morar com o filho e a mãe do menino. Mesmo tentado se esquivar do a...
