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Amanhece nas linhas
Fracas e frias de um verso qualquer
De feito nobre para
Alguém amar.
Pois é a frase que o povo precisa
Linda e perfeita
Rimando em tudo que é lugar
Menos na vida de quem lê
Há sim a importância de escrever para alguém
Se identificar.
Do que vale falar de amor
Se no mundo o que menos tem é isso?
Vale o mesmo que ver navios ao mar
E sonhar com aventuras que ninguém viu.
Um mar pintado nas paredes de uma realidade vil
dedos tortos
perdidos em meio a tanta letra
os gritos surdos
de quem prefere o conforto da grade.
O real, para mim, sempre é sincericídio.
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Nau de ferro e solda
Balança a minha nau
Sobre o chão de piche
Colide contra o tempo
Mas não me deixa triste.
Não há mais cor que não existe
Nem mais sol no pique
Pois tudo isso é produto
Do sozinho assoviar
Do ônibus lotado
Solitária nau a balançar
Solitário peito a rimar
Onde não exite mais o que sonhar.
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Eu Li/Vi
Eu li sobre
esse movimento integral.
Contorce, distorce e pega todos num ato só.
''ELES OU NÓS! ELES SÃO MAUS! SEU FILHO PODE SER UM DELES!''
Eu vi nascer sobre
Uma bandeira que ninguém entende
Um movimento podre
Que rouba a percepção de tempo da gente
"Nós somos juntos fortes
Mas só eu -Que sou o melhor de nós-
Pode decidir o que devemos cagar"
Eu vi correr
Numa brasa distópica
Um movimento que come minha carne
E todo mundo da minha família sorriu.
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Carne e Sal(Poecronica sobre a vida de vai-e-vem)
PoetryPoemas escritos por Pinheiro sobre os diversos temas da vida cotidiana; Amor, dor e solidão. Paranoia, fuga e beleza...
