Amaciante
A ignorância é o mal que acerca
A dor que racha dermes
Filamentosa e orgânica
Ela rasteja em vermes
Se pássaros caem aos montes
As cobras rastejam sibilantes
Teu mundo se quebra aquém
Meu mundo brilha em corantes
Sussurros preenchidos de pânico
Te fazem orar erroneamente
Você clama por algo invisível
Mas a fé que te acolhe simplesmente
Teus olhos te cegam a noite
Minhas palavras me calam no dia
A vizinha se mata ao entardecer
E o escravo só sorria
Minha lábia me machuca as vezes
Teus cabelos que me parecem chicotes
O rosto do filho encarnado em prantos
As mães que parecem cerrotes
Ao amanhecer tudo se esquece
Os amores e as mortes
Te digo adeus agora
Acabam-se os cortes
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Não-Poemas Depressivos
PoetryPalavras soltas e talvez não soltas, escritas por mim em momentos de tédio ou quando minha mente me parte aos poucos. A foto da capa não tem ligação com as poesias, apenas joguei qualquer uma. O que importa é o conteúdo.
