Não sei se o co(r)po tá cheio ou vazio,
vou deixar a asia responder por mim,
Ela se expressa talhando o gosto amargo que fica no fim.
Essa dor no estômago reflete meu âmago,
Sinal de que estou me ferindo enquanto ando me procurando.
Meu próprio ombro, fogo amigo.
Maldita mania essa minha,
de arrancar páginas em branco pela rasura no fim da linha.
Antes da noite se tornar dia,
Num momento de epifânia.
Por não querer mais ser meu algoz ou deixar furos,
Me deparo com a perna quebrada após o salto do alto do muro,
Como sempre atrasado e sem a moeda da tarifa,
quanto mais pro boleto da fatura,
daquele mercado de gente, no início da rua.
Apesar do laudo que diz traumas e fraturas expostas,
Ainda assim conservo a calma e a porta aberta
me permitindo morder certos e belos anzóis no escuro,
Sendo o futuro um brinquedo que tenho fome de brincar e medo de quebrar.
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As fases da lua
PoetryO estado de espirito e as mudanças guiadas pelas fases da lua
