Capítulo 1

21 2 0
                                        

Félix, um jovem de cabelos pretos, alto, de olhos verdes. Teve uma infância conturbada, de certo modo. Começou a morar com seus avós a partir dos 14 anos de idade, hoje tem 19. Havia terminado a escola há 2 anos e estava sem nada para fazer, ou seja, sem faculdade e sem emprego. Vivendo aos custos de seus avós, às vezes se chateia por não ter seu próprio dinheiro e por não ter toda a liberdade que queria. Félix é alguém muito egocêntrico, às vezes, orgulhoso e muitas vezes está com raiva da vida ou de algum fato mesquinho que lhe ocorreu.

PAPAPA! - era o barulho de alguém batendo forte na porta de seu quarto.
- Meu Deus, quem diabos está batendo em minha porta à essa hora da manhã, me deixe em paz, miserável!
- Félix, acorde, querido. O café já está na mesa, não demore tanto para acordar e não seja tão rude.
- Ah! Me desculpe vovó, eu estou indo, só um minuto até que minha visão volte, sabe que ela fica escura toda vez que acordo de repente.
Se levanta, se espriguissa e põe uma roupa de ficar em casa. Desce as escadas e vai até a mesa.
- Bom dia, vovó. Bom dia, vovô.
- Se sirva, querido. O pão está quentinho
Pegou a faca e cortou o pão, e acidentalmente, cortou o dedo também.
- Aaaaaa que merda! Está sangrando, puta que pariu, eu odeio sangue.
- Calma, querido. Vá lavar e aperte em cima pra parar de sangrar!
- Me ajude vovó, eu sou um molenga quando tem sangue jorrando.
Roberto, o avô, depois de muito tempo em silêncio naquele momento, diz:
- Crie coragem, rapaz, é só um sanguezinho besta. Você é molenga assim porque sempre foi mimado demais por sua avó.
Félix faz uma cara de desentendido e vai para o banheiro cuidar do machucado.

Mais tarde, Félix marca de ir à uma festa com seus amigos do tempo da escola, eles vão a uma boate.

- Vó, vou sair com uns amigos mais tarde.
- Vai chegar tarde?
- Acho que sim, por isso vou levar uma chave. Não se preocupe.
- Tenha cuidado e não beba muito, Félix.
- Pode deixar, senhora Clark.
- Faz muito tempo que me chamou pelo nome, querido. (Dá um sorriso bobo)
- Beijo, vó.

Félix foi se arrumar, vestiu uma camisa social preta e uma calça jeans preta. Ele gostava muito de preto. E calçou seu coturno marrom escuro.

Fez suas higienes necessárias e esperou seus amigos chegarem.
PAPAPA! - Eram eles batendo na porta.
- Vovó, eu estou indo, não se preocupe comigo!
Abre a porta e cumprimenta seus amigos com um forte abraço em nome a saudade.
- Você não mudou quase nada, Félix. Hahaha! (Diz William)
- E você acha que você mudou?! Seu cara de bunda, hahahaha!
- Ei galera, vamos logo se não a gente perde tempo. (Diz Felipe)

Entram no carro e vão para a boate.
Chegando lá, se sentam numa mesa e pedem algumas bebidas.
Começam a conversar e de repente umas meninas chegam perto da mesa que eles estavam e começam a puxar papo.

- Olá, meninos. Podemos nos sentar com vocês? (Era uma menina alta, morena, de cabelos cacheados)
Felipe - Pode sim.
William - Qual o nome das senhoritas?
A morena - Me chamo Andressa, essa é Victória e essa é Elizabeth.

(Victória era ruiva de olhos cor de mel, um pouco baixinha. E Elizabeth era morena, com cabelos lisos, da altura de Victória. )

Félix - Então, o que estão achando da festa? Querem algo para beber? Aqui pode deixar que é por nossa conta!
Victória - A única coisa que gostei até agora foi seu sorriso, rapaz que não sei o nome. (Se referiu a Félix)
Félix - Ah, hahaha. Permita-me apresentar, me chamo Félix. Aproveitando essa oportunidade, vou dizer logo, esses dois rapazes que estão comigo se chamam William e Felipe.
Victória - Ah, é um prazer, Félix!

Felipe ri da situação e fala gritando, animado.
- VAMOS ANIMAR ISSO DAQUI, GALERA! VAMOS DANÇAR!

William ficou com Andressa,
Félix com Victória,
E Felipe com Elizabeth.

Dançaram a noite quase toda e quando perceberam, só estavam Félix e Victória. Porque os outros já tinham ido embora.
Deram gargalhadas dessa situação, por não terem nem percebido a ausência dos outros.

- Onde você mora, mocinha?
- Acha que é tão fácil assim?! Quer me sequestrar? Senhor Félix.
- Hahahaha, não seja tão chata! Apenas quero deixá-la em casa.
- Moro aqui perto, só são dois quarteirões até lá.
Félix faz apenas um gesto na cabeça, afirmando. E começa a andar em silêncio, até que Victória mata o silêncio.

- Por que está com essa cara de quem fez merda?
- Ah! Eu?
- Não, o carinha do posto ali. Seu bobo.
- Você é muito rude, viu. Hahaha
- Responda logo, homem.
- Não estou com cara de que fiz merda. Só estou exausto e sempre fico assim no fim da festa.
- Pois vá para casa. Eu continuo sozinha daqui. Está tarde, eu posso correr. Você não porque está exausto. É bom que você pegue um táxi ou vá rápido.
- Não se preocupe, parece até minha avó. Vá logo, eu espero você entrar na sua casa, te olho daqui.

Victória vai correndo porque a rua está um breu. E Félix vai pra casa.
Só no outro dia que ela percebe que ele colocou o número dele dentro de sua bolsa.

You've reached the end of published parts.

⏰ Last updated: Sep 13, 2017 ⏰

Add this story to your Library to get notified about new parts!

O destruir de um olharStories to obsess over. Discover now