As nuvens escureciam com cada grito teu, com cada olhar furioso seu, com cada pequeno gesto à declarar sua grandiosa raiva.
Sua língua afiada não perdoava, encurralando-a-mim cada vez mais contra a parede, blasfemando verdade dolorosas de formas incrédulas, quase como um conto de fadas de tão surreal.
O peito contraia e contorcia, alargando com cada palavra sua, era isso que queria? Destruir cada órgão meu com suas palavras venenosas, corrompendo até a mera alma?
Agora o que resta? Um corpo vazio já estripado do que um dia já teve? Roubou o coração para eu não poder mais viver sem ti, logo roubou os pulmões com um simples toque, afogando cada centímetro de meu corpo no seu, me deixando curto em ar, que loucura!
Não foi o suficiente, teve que ir até a alma? Agora este corpo foi preenchido com a amarga solidão.
Thump-thump, é o som que o corpo uma vez fazia ao se aproximar à sua luz. E agora ele não faz nada além de um eco melancólico, quase inerte. Oh what a bump!
