Em um amanhecer diferenciado, de frescor gélido e rajadas intensas de chuva que atingem à janela, abro com muito custo meus olhos, que cintilam devido à pouca iluminação da tempestade. À parte, apenas me relembro de ter ingerido quase todos os frascos de calmante que despunha. A cada comprimido ingerido, me sentia mais sonolenta e fraca, foi assim até eu desapoderar-se da consciência.
Percebo que este lugar está profundamente silencioso, exceto o ruído do temporal. Libertando-se das mortalhas, esforço-me para se movimentar, mas cada parte de mim implora por repouso, queixando-se com vertigens e espasmos agudos. Devido à imenso estímulo consigo me arrastar até a beirada da cama. Descalça, somente de trajes íntimos, aprecio o assoalho, que neste instante se encontra gelado e com alguns comprimidos esparramados. Ao tocá-lo aturo um leve choque nos meus pés aquecidos.
Alternando passos desgraciosos, alcanço o equilíbrio ainda que vertinizando. Reflexiva, me recordo da noite decorrida, ao mesmo tempo que alcanço à janela, que por conta do quarto abafado se encontra embaçada. Intrigada, passo levemente a palma da mão, no mesmo momento em que do lado de fora se transparece um horizonte incomum, composto por troncos esmaecidos, céu inexpressivo e um imensurável curso de água à se encobrir de alcance.
As lembranças se embaralham, um sentimento de aflição e oscilação se evidenciam. Por qual razão me situo naquele ambiente peculiar, quem teria me metido nessa condição? Diversas perguntas sem nenhum esclarecimento, até agora. E minha cabeça lateja impetuosamente. Depois de um momento visando aquela inédita paisagem, decido averiguar o dormitório na procura de qualquer vestígio ou bilhete que me desvende alguma coisa. Fuço o travesseiro junto da fronha, abaixo da cama, no toalete, próximo a janela... Em cada centímetro do quarto, porém nada, definitivamente nenhum sinal de esclarecimentos.
Junto de um suspiro breve, me lanço de costas rumo à macia e aquecida cama. A vertigem e moleza havia transcorrido em meio às eventualidades, no entanto agora meu estômago se contrai, fazendo-me se encolher para amenizar o sofrimento. Imperceptivelmente algumas lágrimas rolam umedecendo minha descorada face, protusões de amargura se manifestam, estremeço, mas sei que devo agir para livrar-se desta condição.
Em um salto me levanto. Mediante à passos leves e vagarosos, encaminho-me a porta semiaberta. À alcançando sinto um sopro gélido e novamente se estremeço. Hesitando por alguns segundos com a mão respaldada na maçaneta, à desloco para trás propagando um extenso corredor regido por escassa luminosidade. Nas paredes há quadros de indivíduos que jamais ouvi falar ou avistei em minha existência.
Posteriormente adentrar no corredor, a porta se fecha bruscamente devido à ventania, me fazendo saltar de espanto, seguido de um disparo no coração e uma parada momentânea, custou-me retomar o fôlego, na qual voltou ofegante. Minha garganta está seca, e faz alguns barulhos incomuns.
Se apoiando na parede, prossigo em passos amplos. Tudo começa a se contorcer, me fazendo duvidar da sanidade e me deixando mais atormentada a cada passo. Me suspendo um bocado para readquirir o fôlego, se encolhendo no chão com a cabeça sobre os joelhos. depois de mais algumas lástima, me forço a se colocar de pé, e prosseguir naquele extenso e sombrio corredor.
Continua...
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O Experimento A
Science FictionNo coma, Aurora vivência um sonho distorcido, no qual se encontra presa em uma casa, tendo apenas uma pequena visão de fora, um cenário distorcido à rodeia, e ela sempre acha uma saída, porém em pouco tempo, tudo mudará.
