A vida é totalmente diferente pra quem nasce na classe extremamente baixa, o fato de meus pais terem me "vendido" é um dos motivos pelo qual eu os odeio do fundo do meu coração.
Meus pais sempre foram extremamente pobres, então quando ofereceram uma alta quantia por uma de suas filhas, eles não hesitaram. Eu tinha apenas 14 anos na época, agora estou com 18, faz 5 anos que me "venderam" para trabalhar num bordel, o tratamento aqui não é nada agradável, maus tratos, fora que não tudo que ganhamos com cada cliente, vai para os "chefes"
#5 anos atrás
Eu havia acabado de chegar nesse lugar, com o papo que eu ia ajudar meus pais, mas eu estava enganada, não era nada do que eu imaginava, muito pelo contrário, era bem pior. Eu sou apenas uma criança que foi "vendida" pelos pais, para trabalhar num bordel aos 14 anos de idade, é completamente horrível aqui, o cheiro, as pessoas, os caras nojentos que estão sempre aqui, eu pedir a minha virgindade antes dos 15 com um cliente, e foi horrível, me senti destruída e suja, mas aquela era a minha vida a partir de agora, os toques deles me davam nojo, as palavras deles, tudo me dava nojo, eu não me sentia um ser humano, me sentia um completo lixo. Vários dias se passaram e eu só conseguia me odiar ainda mais.
Já fazia um mês que eu estava lá, cada noite era uma tortura diferente, e meu corpo dói por completo.
Já era de noite e hoje meu corpo estava cheio de hematomas, não tem limites para nada aqui, mesmo para alguém da minha idade, talvez se eu dormir tudo isso acabe. Era só isso que eu queria, que acabasse, mas infelizmente não foi assim que aconteceu.
#Dias atuais
Hoje faz 5 anos desde que vim parar aqui, fiz algumas amigas, na verdade, não chamaria de amigas, estão mais pra colegas, São as únicas que conversam comigo e também chegaram a pouco tempo, as coisas ficaram muito piores quando eu me tornei maior de idade, começaram a ter dois clientes de uma vez, a brutalidade, o desrespeito, cada tapa, cada dor, cada lágrima em vão, por 5 anos.
Era de manhã, no total estamos em 30 garotas aqui, a outros lugares como esse, espalhados pela cidade, aproposito, moro em Seul. A maioria de nós se acostumou, algumas são as "preferidas", não do tipo que não trabalha, mas do tipo que dá mais lucro em uma só noite, são pelo menos 15 clientes em uma noite no mínimo. A boate ainda não tinha aberto, faltava uma hora ainda, mas todas já estavam lá, umas nos pole dances, outras estavam perto do bar, e eu como fico a maioria do tempo sozinha, estava sentada em uma das mesas, meu corpo doía por conta da noite passada, havia algumas marcas por volta do pescoço, nos pulsos e tornozelos.
A boate agora já está aberta e lotada, o cheiro de drogas e péssimo, a maioria dos caras que vem aqui é velho e tem dinheiro, mas hoje veio um rapaz jovem, em torno de 25 anos, magro, elegante e tinha aparência de ser famoso, por quê ele viria a um lugar como esse? Tem outros muito melhores
- Olá - ele senta em minha frente, um olhar sedutor como se penetrasse a minha alma e soubesse de cada pensamento-
- O que vai querer ? É 2000 wons a hora - digo já me levantando, já sabia o que acontecia depois dessa parte, o tento puxar pelo braço para irmos ao quarto mas ele interrompe-
- Espere!! Vamos conversar antes, tomar um drink, depois podemos fazer o que você quer -ele diz já pedindo algo no balcão que não escuto direito por causa do barulho-
- Está bem, como quiser -me sento novamente- o que o trás aqui ? -me viro para encara-lo -
- Queria me distrair - sua voz soa calma e distraída-
- Com sexo ?
- Não - seu olhar parece penetrar minha alma novamente-
- Então... ?
- Conversar, Mas é meio difícil conversar com alguém sendo famoso - por quê ele tem esse olhar ? O que ele sabe sobre mim ?- mas e você ? Por quê está aqui ? - me oferece um drink -
- Cheguei aos 14 anos, contra a minha vontade, mas vida que segue - dou um sorriso falso e tomo um gole da bebida que parece queimar-
-E onde estão os seus pais ?
- Eu não sei e nem quero saber
- qual a sua idade ? - por quê toda essa curiosidade repentina? -
- 18, estou aqui a 5 anos, mas eu não deveria te contar essas coisas, não sei o que deu em mim, peço desculpas, você não é obrigado a me ouvir - encaro o copo a minha frente agora já vazio-
