Prezado babaca,
Hey, lembra-se de quantas madrugadas passamos acordados mandando mensagens bobas e fúteis? Lembra quando me contavas piadas sem graça e nós ficávamos rindo por horas? Lembra quando eu te acordavas bem cedo e você ficava todo rabugento? Ah, e se lembra, daquelas provocações? Pois é eu lembro.
É uma pena que tudo isso acabou quando seu preconceito nos separou... Você simplesmente parou de me aceitar quando soube de coisas sobre mim...
Eu te aceitava, talvez mais que qualquer outra pessoa, mas você nem se importou, me usou e me descartou como se eu fosse um simples pedaço de papel.
Eu passei a ser fria, eu passei a te odiar toda vez que me ignorava. Mas todo o gelo do meu coração se foi quando você disse que não queria me perder. Você dizia que me amava, e eu tola, acreditei.
Deixei tal mentira me dominar, me deixei levar por você. E novamente me decepcionei. Você nem sabe o que é ser eu, como pode me julgar tanto?
Somos diferentes eu sei, mas isso que nos torna compatíveis. Mas você é cego demais para perceber...
Agora a "criança" parou de chorar por alguém que não a merece. Eu passei a me olhar menos nos espelhos, eu passei menos, eu passei a parecer alguém morta, de coração frio e um sorriso sarcástico no rosto, em tom rude eu passei a responder as pessoas.
Isso é tudo sua culpa. Claro, eu me envolvi também, mas quem me matou por dentro foi você, a pessoa que eu mais amei. De primeira eu nem consegui acreditar.
Agora eu não sei se você é real, ou fruto da minha imaginação, você me abandonou, eu me sinto um lixo completo. Agora, eu odeio a mim mesma, eu odeio me olhar no espelho e ver as olheiras profundas que marcam meu rosto. Eu odeio não me sentir bem comigo mesma sem você por perto.
Acho que eu nunca chorei tanto por alguém como eu chorei por você.
Mas, caramba como que queria não ter te conhecido. Talvez eu não estaria chorando por você enquanto escrevo essas palavras...
Espero que sua vida esteja ótima.
-«N»
