- Vamos onde? – volto a insistir enquanto me acabo de calçar.
- Já disse que é surpresa – é a sua vez de repetir com um sorriso. Desço do quarto e Zayn já me espera ao fundo das escadas. Um beijo é depositado na minha testa seguido de um na minha boca. – és linda
- Amo-te – digo-lhe deixando mais um beijo nos seus lábios.
Saímos de casa e entramos no seu carro rumo ao que, para mim é o desconhecido.
A viagem já dura à algum tempo quando eu decido fazer a típica pergunta de viagens longas
- Falta muito?
- Não babe, mais meia hora – ele responde rindo – impaciente.
Vou cantarolando as músicas que passam no rádio enquanto me distrai-o com a paisagem quando o cheiro a natureza me começa a invadir o nariz. O caminho começa a ser de terra batida e creio que a subir quando me apercebo que estamos a entrar numa serra. Verde é a cor predominante embora vários tons de azul preencham também esta paisagem que parece saída de um quadro.
- Como é que conheces este sitio? – pergunto
- Digamos que é o meu esconderijo com o Harry – ele diz numa gargalhada – é para aqui que ele vem sempre quando está chateado
- E parece que tu também – concluo-o vendo assentar com a cabeça.
Sem estar a contar uma poeira levanta á nossa frente, deixando o caminho quase impercetível e numa questão de segundos um jipe vem de frente connosco
- Cuidado! – grito e sinto Zayn travar bruscamente mas já não vai a tempo de impedir que o jipe bata de frente connosco a toda a velocidade, provocando um estrondo enorme. O nosso carro começa a rolar monte abaixo e só parece parar quando estamos captados, ao fim do que parece vários minutos de voltas e reviravoltas.
A minha cabeça está a latejar, a minha visão está turva quase que impercetível e posso sentir o sangue escorrer-me pela testa abaixo. Quando olho para Zayn, este tem a cara encostada no volante do carro cheia de sangue. Os seus olhos estão quase fechados e o seu estado parece bem mais grave que o meu
- Zayn? – chamo mas ele não me responde – não feches os olhos, por favor – peço num sussurro. Tento tirar o meu cinto mas este está preso e eu não consigo sair do banco. Quero gritar por ajuda mas não consigo faze-lo, é como se a minha voz tivesse presa na minha garganta e não quisesse sair. – Não me deixes, mantem os olhos abertos amor – peço e dou-lhe a mão ao qual ele aperta mostrando que ainda está minimamente consciente embora não responda. Deixo-me ficar assim por já não ter forças para fazer mais nada e sinto-me a apagar quando o som das sirenes começa a aproximar. Quero manter-me acordada mas o meu corpo luta contra a minha vontade e cada vez me sinto a afastar mais, como se os sons, os cheiros e as forças estivessem cada vez mais retardados e distantes.
Ainda consigo ouvir os bombeiros falaram entre si e chamarem por mim e por Zayn mas por mais que eu mentalmente responda os meus lábios teimam em não se mexer. A última coisa que me lembro antes de desligar por completo é:
- Rápido, estamos a perdê-lo! Tragam a maca!
Depois uma escuridão invade os meus sentidos e eu deixo de ver, sentir, ouvir como se tivesse adormecido profundamente, tão profundamente que os meus próprios órgãos parecem fazer o mesmo e ter deixado de trabalhar.
Alo alo!
Após tanto tempo sem publicar nada decidi começar uma fanfic nova, cheia de ação e surpresas!
Fico à espera da vossa opinião!
Love you all xx
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Side Effects | ZM |
FanfictionUma casa, quatro pessoas, uma história de amor e um dano colateral! Zayn e Emma eram um casal que tinham tudo para dar certo... tudo menos sorte! Depois de um acidente de viação a vida destes muda completamente quando, seis meses depois, Emma aco...
