Memphis, 24 de janeiro de 1950. 12 horas.
- Deveriamos ter almoçado antes. - disse com um sorriso largo, mostrando os dentes sob os lábios finos e avermelhados pelo batom. O motorista do mercury vermelho sorriu e, balançou a cabeça em negativa.
- Helena, você deixa qualquer um louco. - agora ele a fitava, em busca de seu olhar.
- Olha a estrada! - ordenou, percebendo que ele a olhava.
- Tinha lhe perguntado, se almoçávamos antes, e qual foi sua resposta? - quiz saber ele, com um sorriso de dentes alinhados e brancos, como nunca havia visto antes.
- Carlos não seja tão estupido! - ordenou mas uma vez, gostava de tira-lo do sério.
- É que o nervosismo me dar fome. - concluiu.
- Que bom que estar nervosa. - animou se ele.
- Talvez assim, dessa vez, você me deixe fazer ao menos uma pergunta. - falou Carlos levantando as sobrancelhas e, a olhando de canto de olho.
- nossa como voçê é abusado. - disse abrindo uma pequena bolsa prateada, que estava em suas pernas, e retirando uma pequeno revolvér calibre 38.
- O que esta fazendo? - perguntou o motorista, enquanto passava a mão direita entre os lisos cabelos castanhos.
- Tirando a conclusão, que esqueci meu batom no toalete da delegacia. - afirmou.
- Nossa! Quando esta nervosa come batom? - riu ele.
- Não seu estupido! Não misture as coisas, batom se passar não se come. - indignou se. Enquanto ele não tirava o sorriso do rosto, quadrado.
- Chegamos! - alertou ele, ao entrar numa rua arborizada, de casas com perfeitos jardins, praticamente todas cercadas, por pequenas cercas de madeiras, que em sua maioria, estavam pintadas de brancas. Era um bairro de classe média.
- Perfeito. - disse guardando o revolvér na bolsa, contraindo os lábios inferiores contra os dentes e ajeitando o pequeno chapeu na cabeça, deixando o mais caído a esquerda dos cabelos negros e compridos.
- Estão sujos de batom? - perguntou arreganhando os dentes, num sorriso falso para o parceiro.
- Esta linda. Como sempre uma miss. - disse ele em tom de deboche, enquanto estacionava frente a uma casa de fachada azul, que tremulava uma bandeira dos EUA, num mastro ao jardim, onde regadores banhavam a verde grama.
- É aqui - disse ele, abrindo a porta do carro e descendo em seguida.
- Numero 124. - confirmou em voz alta, enquanto se afastava do carro. Parou frente ao portãozinho de madeira, e virou se em direção ao veículo enquanto fazia uma careta por conta do sol que lhe encandeava os olhos.
- Então! - o apressou. Ele estava colocando o chapeu, que pegou ao porta malas, e agora abotoava o paléto marrom. E ajeitava um lenço azul, da cor da fita do chapeu, no bolso do paléto.
- Vamos homem! Estou com pressa de ir ao banheiro. - o apressou novamente.
- Nossa! seu nervosismo, lhe dar fome, vontades loucas de comer batom e, descontrole no seu sistema digestivo? - perguntou lhe com aquele sorriso cínico, nos lábios.
- Ahaa! Engraçadinho. Quero urinar. E não é de sua conta, minhas intimidades. - abriu o portão e entrou as pressas, enquanto, ele ficou para trás fechando calmamente o mesmo.
Tocou a campainha, a porta da casa, tocou mais umas duas vezes interrupidamente. Então a porta se abriu.
- Pois não! - atendeu uma ruiva, gorda, vestida em vestido florido, em cores claras.
- A senhora me dar liçença, em usar seu banheiro. - pediu, enquanto praticamente, empurrava a mulher para dentro de casa.
- Claro. Fique a vontade! - disse a mulher sem entender muita coisa.
- Onde fica? - perguntou, virando se em direção a mulher, já no centro da sala de estar dela.
- No fim do corredor a esquerda. - apontou a mulher, enquanto fechava a porta.
- Senhora! - interrompeu o fechamento da porta, com a mão direita o detetive, já adentrando a casa também.
- Não ligue. Ela esta com incontinência nervosa. - concluiu Carlos, apontando para Helena, que apressava se pelo corredor, num andado, onde uma perna prendia a outra, entre a saia, a altura dos joelhos, que usava.
- Quem são vocês? Por cristo! - perguntou a velha gorda, dessa vez fechando a porta atrás de si, numa pancada.
- Desculpe a indelicadeza. - falou o homem tirando o chapeu e, colocando o numa mesinha com um abajur.
- Sou o detetive Carlos Anderson, da divisão de homicídios de Downtown. - se apresentou ele, enquanto tirava um maço de cigarros do bolso interno do paléto.
- E a miss simpatia é... - dizia ele, quando ela o interrompeu.
- Helena Taylor, investigadora. - disse, saindo pelo corredor ajeitando a saia ainda, sobre as meias calças marrom.
- Detetive? - franziu a testa, a senhora.
- Sim senhora! Qual o espanto? - indagou. Agora enchugando as mãos na saia azul marinho.
- Descupe me! É que nunca tinha visto um detetive mulher antes. - explicou a senhora entregando um cinzeiro ao homem de cigarro na boca, esse que proucurava algo nos bolsos do terno e calças.
Recebeu o cinzeiro e perguntou.
- A senhora teria fosforos?
- Por isso, nos mulheres somos o futuro desse país. - antecipou se tirando uma caixa de fosforo da bolsinha prateada e, entregando com as costas da mão ao peitoral masculo do parceiro.
- Obrigado! - agradeceu ele, pegando a caixa, e deslizandos suavemente os grossos dedos, em sua palma da mão macia e, rosada.
- Acho que esqueci meus fosforos no toalete - sorriu ele meio sem jeito, com o cigarro no canto da boca.
- Então a senhora é desse tal de movimento feminista? - quiz saber a ruiva.
- Não senhora, Miller, não é isso? - idagou, enquanto caminhava ao sofá, observando detalhes das salas, como quadros e portas retratos.
- Também sou uma vitíma da guerra, senhora Miller. - disse parando de costas ao sofá.
- Posso? - perguntou.
- Claro filha. Sente se. - disse a matrona, também sentando se a poltrona de couro tingido na cor marrom, que a deixava frente a detetive.
- Seu marido? - perguntou. Apontando uma foto numa moldura pendurada a parede.
- sim. Ele era piloto da aeronaltica. Perdemos ele no fim da primeira guerra. - falou com olhar triste a mulher, enquanto mirava a foto, do homem fardado, frente a um caça das forças americanas.
Encostado a uma mesa, com pernas cruzadas, Carlos terminava de tragar o cigarro, e amassava o filtro contra o cinzeiro de aço as mãos.
- Eu perdi meu noivo, há seis anos atráz nessa maldita segunda guerra. - disse contraindo os lábios, um contra o outro, enquanto tocava a aliança de ouro, no fino dedo, de sua mão esquerda.
- ele era detetive da homícidios, tinha dado baixa, para servir ao país na guerra. - continuava.
- Logo após sua morte, a academia de policia, me chamou, me ofereceram a vaga dele, disseram que eu seria a primeira, de uma nova política interna das forças de policia. Logo depois, me informaram que esse tinha sido o ultimo desejo dele antes da morte, ele tinha medo pelo futuro incerto do país, e queria uma segurança financeira para mim. Uma vez tinha comentado brincando, que queria servir a policia. - em sorrisos continuou sua historia.
- Na epóca, isso soava como um absurdo. Agora aqui estou, claro que meus estudos na europa me ajudaram a chegar, nessa posição, nem imagino o que seria de mim, se tivesse que voltar a morar com meu pai. A depender dele novamente.
No canto da sala, Carlos colocava outro cigarro a boca. Quando a porta se abriu repentinamente.
- Viva ao Elvis! - gritou o jovem que entrava, enquanto o detetive em rápido reflexo, sacou o revolvér do coudre e apontou em direção a ele.
- Calma bacana! - disse o garoto, de roupas descoladas; uma blusa listrada em preto e branco, jaqueta de couro preta, calças de brim e, botas em couro.
- É o meu filho! - saltou a matrona, da poltrona, aos gritos.
- otimo! - falou Carlos, guardando a arma ao coudre. - Mateus Miller! Suponho. - concluiu o detetive.
- isso bacana! - afirmou o jovem, apanhando o cigarro do detetive, que havia caído, e levando a boca, pintada em batom preto.
- Com voçê mesmo, que vinhemos falar. - disse o detetive entregando uma caixa de fosforo a ele, enquanto o abraçava pelo pescoço.
- Vamos! - guiou o garoto ao centro da sala.
- Sente se! - ordenou frente a ele, o posicionando as costas da poltrona, onde antes sua mãe estava sentada.
- Estou b... - dizia o garoto, quando Carlos o empurrou para trás o forçando a sentar.
- Ehh... calma aí oh sobrancelha. - disse o garoto sorrindo.
- Que é isso moço? - perguntou a mulher, que era abraçada por Helena.
- a senhora pode nos fazer um café, para ver se passa a ressaca aqui do seu filho. - pediu o detetive, educadamente.
- Claro... mas... - exitou a senhora, mas foi guiada por Helena.
- Por aqui senhora Miller. - as duas caminharam em direção ao corredor, enquanto a mãe olhava aflita para o filho e, homem em pé a sua frente.
Mateus acendeu o cigarro, sempre com um sorriso torto no rosto.
- Obrigado. Por acender meu cigarro. - disse o detetive, tomando o mesmo da boca do jovem e, apoiando sua perna direita no banco da poltrona, colocando assim seu sapato social entre as pernas do garoto. E abrindo o botão que prendia seu paléto.
- Quantos anos você tem filho? - perguntou, enquanto soltava a fumaça no rosto dele, diluindo aquele sorriso cínico. Nesse instante, o detetive percebe Helena, que chega pelo corredor da casa e, cruza os braços, com um senblamte sério.
- fiz dezoito semana passada tio. - disse Mateus, agora um pouco mais sério, sem o sorriso.
- Você conhecia Emile Walker? - perguntou num tom ríspido de voz.
- A negrinha, que encontraram morta essa semana? - agora quiz sorrir ele.
- Exato! - disse o detetive, afastando se do garoto, apagando o cigarro, num outro cinzeiro de vidro, que ficava
num centro de mesa.
- sabe quantos anos ela tinha? - continuou o detetive, agora tirando o paléto e dobrando sobre o sofá.
- 11? - disse o garoto
- 12. - respondeu Carlos tirando o coldre do peitoral junto com a arma. E fazendo sinal para Helena. Que se aproximou e recebeu o das mãos dele.
- morta, estrupada e decapitada. Que tipo de monstro faz isso? - indagou, agora voltando a se aproximar do garoto, segurando um par de algemas a mão.
- Não sei. - sorriu mateus voltando com o sorriso cínico.
- Já temos testemunhas que o incrimina, agora queremos só ouvir dessa sua boca suja. - se exaltou o detetive.
- vá a merda! - gritou o jovem.
Carlos soltou as algemas e partiu com um soco no maxilar do garoto, esse que empurrou o detetive para longe e sacou um canivete retratiu da jaqueta e, começou a socar a arma contra Carlos, que dançava na sala tentando se desviar dos golpes.
- Parado! Se não eu atiro - ordenou Helena, apontando seu pequeno revolver para ele.
- moça você nem sabe usar isso. - sorriu o deliquente.
- Largue a arma Mateus! - ordenou a mãe surgindo no corredor com uma bandeja de prata com bule e xícaras.
- Esta bem. - se entregou ele, soltando lentamente o canivete, no tapete branco do centro de sala.
Helena fez sinal com a cabeça e, o detetive Carlos apanhou o canivete e algemas do chão.
- As mãos! - ordenou o.
Mateus, estendeu as duas mãos para frente e, Carlos o algemou.
- Você esta bem? - perguntou com preoculpação a carlos, que tinha a blusa toda rasgada e retalhada. Ao qual ele rasgou o resto, mostrando o abdome bem esculpido, torax largo e braços incrivilmentes fortes e musculosos.
- Acho, que preciso de uma enfermeira. - disse analizando um pequeno aranhão ao lado da costela direita, ao qual nem sangue escorria.
- Francamente! - disse em ar de desaprovo, entregando o coudre com arma a ele, que a olhava com olhar piedoso, de quem queria colo. Com sobrancelhas grossas e bem desenhadas, franzindo a testa.
Colocou o coldre no corpo, o paléto nos ombros, e conduziu o jovem para porta principal. Enquanto isso Helena abraçava a mãe, que estava em prantos.
- Vai ficar tudo bem, senhora Miller, providêncie um bom advogado, e compareça a distrital de Downtown. Qualquer coisa só proucurar por mim, detetive Helena Taylor, tome meu cartão. - entregou o cartão em suas mãos e, saiu logo atras de Carlos, que conduzia o acusado.
Vizinhos olhavam sobre as cercas e, calçadas.
- Arhh - grunia o jovem em direção aos curiosos.
- Eu sou inocênte! - gritava ele.
- Eu não matei aquela negrinha. - continuava aos berros.
- Mãe! Eu sou inocênte! - gritou ao ser colocado por Carlos no banco traseiro do esportivo.
Pelo retrovisor via, Carlos guardar o terno no porta malas.
Os vizinhos cochichavam e apontavam.
- Vão proucurar o que fazer! - gritou Carlos enquanto se dirigia ao lado do motorista do carro.
Na estrada para o centro da cidade. Carlos olhou o relogio dourado no pulso e constatou.
- Duas e meia. -
- Fome. - disse olhando para ele com um sorriso.
- Ainda temos tempo. - disse ele ganhando o acostamento da estrada, e parando em um gramado verde, fora da estrada.
- O que você vai fazer? - lhe faltou fôlego, por um momento, e a sensação de adrenalina, num misto estranho de desejo e excitação, lhe percorreu o corpo. Sabia que ele aprontaria algo. Arrodeou o carro ligeiro quase correndo, abriu a sua porta de uma vez.
- Desce! - ordenou. Se preparava para descer. Quando ele lhe puxou de uma vez pelo pulso.
- Grosso! - reclamou, desequilibrando do salto e caindo no mato. Rapidamente ele alevantou o banco, e puxou Mateus pelas algemas, para fora do veículo.
- Se você não confessar agora, vai acontecer com você, o mesmo que aconteceu a Emile Walker. - Ameaçou por cima do garoto, deitados a grama.
- Você é louco! - disse o garoto.
- Eu sou louco! - gritou Carlos, dando um murro nele.
- Eu sou louco! - continuou a socalo no rosto.
- Eu sou louco! - levantou o braço preparando mas um gancho, quando Helena tentou lhe agarrar o braço, levando um murro nos seios e caindo de bunda, na grama.
- Ahhrr! - gritou ela, arrancando o sapato de salto alto, que lhe restou no pé esquerdo e jogando nos peitos de Carlos, que havia se levantado e vinha em sua direção.
- Você esta bem minha princesa? - perguntou lhe sereno com voz acalantadora.
Sentia vontade de chorar, seus olhos enchiam se de lágrimas, não era só a dor nos seios, essa até passou rapido, mas era o odio daquele ser, animal, bruto, ignorante. - AHHRR. QUE ODIO! - lagrimas começaram a lhe descer no rosto, seus olhos ardiam como o seu coração, ele se agachar e tentar limpar suas lagrimas, com aquelas mãos rudes de dedos asperos, agora cheia se sangue, empurrou aquela mão grosseira para longe e baixou a cabeça, sentia sua presença a sua frente, mas não o via, nem queria o ver naquele momento, via suas meias calças rasgadas, mostrando partes de sua coxas palidas.
- Desculpa meu amor! - pediu com voz suave, levantando seu rosto pelo queixo, os dedos asperos lhe arranhava a pele macia de seu delicado queixo.
- Foi sem querer! - continuava em voz tranquila, e como hipinotisada a raiva começava a dar lugar ao desejo, sentia um tesão que lhe fazia extremecer as carnes, seus pensamentos ficavam confusos, na verdade não queria pensar em nada, queria somente sentir aquele animal lhe possuir, lhe fazer fêmea, num sexo selvagem, ali no mato. Entre as arvores, e animais que ali habitavam. Ele beijou seus labios, molhados por lagrimas, podia sentir os labios secos dele, irem ficando molhados, com o sal do sabor de seu choro. A lingua, lhe estocava de leve em seus labios serrados, que aos poucos sediam aquele gosto especial, deixou sua lingua tocar a dele, brigando numa dispulta, como numa briga de espadas. Então ele lhe pega nos braços, intercalando entre beijos e passos, chegando a beira do lago. Lhe deita no chão de areia umida, um frio lhe percorre as costas, com suas unhas, arranha o peitoral masculo dele, enquanto ele passar as mãos em suas coxas, e vai rasgando o resto da meia calça, com força ele rasga la, tirando aquela maciez de seu corpo, e fazendo sua pele sentir a areia, sua saia esta levantada, sua calcinha de renda branca, esta molhada, encharcada de prazer. Ele então enfia seu rosto grande entre suas pernas, beijando, lambendo, sentido o aroma de seus desejos. Morde a calcinha entre os dentes, e tentar arrancar com a boca como um animal, com ajuda de suas mãos a calcinha ganha liberdade, ele a cheira, e logo esquece, esta mas concentrado em enfiar o rosto, novamente entre suas pernas.
A lingua dele toca de leve seu mel, sente ela tocar seus grandes labios, e como extase, encontra o clitores, seu corpo extremece mas uma vez, sua alma ganha os céus, vibrando na melodia de toda aquela natureza.
Se despem de suas roupas e, entram no lago, seus corpos nus dançam a música, que o embalam, nas forças divinas daquelas aguas, o beijo feroz, agressivo, os toques firmes e ao mesmo tempo delicados, seus seios firmes de bicos inrrigecidos a roçar no peito dele, as mãos fortes que lhe segura pelas nadegas, o cantar dos passáros, nesse santuário de prazer, por quê o tempo não para ali, lhe prendendo naquele sentido em que a vida lhe deu. Pra quê voltar a cidade, as contas o estresse? Pra quê? Se aquele momento perfeito, lhe lembrar como é bom viver.
Saíram das aguas e desfaleceram nus, como adão e eva, na perdição do paraíso, sentindo ainda o gosto da maça na boca, o gosto proibido do pecado.
Minutos depois. Desperta se, como de um sonho maravilhoso.
- Carlos acordar! - chama o, cutucando o braço musculoso dele.
- Porquê, você me deixou durmir Helena? - Reclamou ele, olhando o relógio no pulso.
- Também durmi, meu amor. - Disse vestindo a saia, molhada.
- Quatro horas. - Reclamou, levantando se ligeiramente.
Vestidos, em direção ao carro.
- Ele fugiu - Constatou. Enquanto olhava ao redor.
- Ele, não vai muito longe, com aquelas algemas. - Disse Carlos abrindo o porta malas, e pegando o terno. - Alem do mais, nessa aréa, se caçam veados, então algum caçador, vai acabar abatendo ele. - concluiu com o sorriso cínico.
- Credo! As vezes você me dar medo, meu amor. - Disse com semblante sério.
- Não seja tola Helena! Entre! - Ordenou o detetive, enquanto entrava no carro. - Realmente sentia se uma tola, principalmente depois do acontecido.
Alguns quilômetros a frente, o jovem cambaleava na estrada. Em baixa velocidade, pareando o carro a ele.
- Quer uma carona para cidade? Amigo! - perguntou Carlos sorrindo. O jovem caiu de joelhos ao asfalto, como um soldado rendido na guerra.
Já em Downtown. Parou o carro, em frente, a uma grande loja de departamentos.
- Vamos Helena! Vou lhe comprar um presente. Preciso, que escolha dois. - Falou Carlos.
- Está bem. - Sorriu. - Que supresa é essa? - perguntou.
Em frente a grande loja, uma senhora vendia, lindos buques, de rosas vermelhas.
- Pode? - perguntou sorrindo, igual uma inocente menina, pedindo algo ao pai.
- Claro! - falou ele abrindo a carteira, enquanto a senhora me entregava o buque sorrindo.
Entrando na loja. Já chegando ao quiosque de perfumaria, dois policiais fardados, com cacetetes as mãos, tocaram o ombro de Carlos.
- Senhor! - disse o mais gordo.
- Pois não? - Perguntou Carlos, já puxando a carteira do bolso do terno.
- Cadê suas blusas senhor? O que está acontecendo aqui? - perguntou o magro.
- Detetive Carlos Anderson, homicidios. - Disse ele. Apresentando a carteira. - Eu e detetive Helena aqui, estamos a solucionar um caso. - concluiu.
- Desculpe senhor. Não sabiamos. - Pediu o homem magro.
- Sugiro, mesmo assim, que o senhor vista uma blusa. Vocês estão assusstando as pessoas. - falou o homem gordo, sério.
- Certo. obrigado! Vou a parte de vestuario, agora mesmo, comprar uma blusa. - Agradeceu Carlos sorrindo. Enquanto madames, crianças e homens, olhavam com descrença o casal.
Voltando ao veículo, Helena cheira as rosas, com um sorriso inspirador.
- Então? Qual deles, você mas gostou? - perguntou ele sorrindo. Com as mãos ao volante.
- apesar de amar rosas, gostei mais do perfume frânces, é divino. - disse enquanto, levantava a sacola da loja, com o vidro de perfume embrulhado.
- Perfeito! Então, Lúcia vai adorar. Hoje é o seu aniversário. - Sorriu o ogro. Tomando a sacola, de sua mão.
- Quem é Lúcia? - perguntou o jovem, de rosto deformado, no banco traseiro da viatura.
- A santa esposa dele. - Disse com os lábios tortos, enquanto soltava as flores no colo.
- As flores, são suas, meu bem. - disse o canalha, pegando as do
Colo e lhe dando em suas mãos. Sorriu, meio sem graça, enquanto encostava a cabeça na janela, do carro, o estômago lhe embrulhava, com a fome. E os cheiros das rosas, lhe invadia as narinas. Pelo menos, " Rosas cheiram, mais que perfumes. "
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Crimes Ardentes
RomanceTennessee, cidade de Memphis,1950. o blues e rock afloravam naquele lugar, corações ardentes, jovens deliquentes, em busca de aventuras, e dois investigadores da divisão de homicidíos, com muito trabalho a fazer, em meio a tudo isso, o destino prepa...
