Jimin e (s/n), mantinham uma "relação" um pouco diferente há dois anos, ambos haviam feito a promessa de nunca se apaixonarem um pelo outro, não teriam mais nada além de uma relação de transa. Parceiros de cama, pode se dizer, nada além de sexo, nada de amor, nada de carícias, nada daquelas tão exigidas perguntas, como: "como foi seu dia, amor?", "você me ama?", "como foi seu dia no trabalho?", "você precisa conversar?", "vamos dormir, meu bem?". Nada de atividades relacionadas a casais, nada de dormir abraçados depois de "fazer amor", na verdade odiavam o termo "fazer amor", muito menos usar em uma frase aquela palavra tão absurda, que conhecemos como: amor.
Se conheceram por meio de amigos, uma noite qualquer em um bar, com todos ja em um estado de extrema insanidadade causada pela alta quantidade de bebida alcoólica ingerida, falando em como era bom ter alguém para acordar ao seu lado, como era revigorante ter alguém para chamar de seu.
"como se fôssemos uma propriedade que pode ser de um outro ser" - (s/n) dizia, recebendo os olhares indignados e raivosos, como se sua frase fosse desnecessária, e repetitiva, e, ela era.
Todos pensavam, "será que essa menina não se cansa de ser tão amarga?", "Por que ela finge não gostar do amor?", "Isso tudo é cena", " ela fala isso pois nunca conheceu ninguém para amar", "tão pessimista assim, nunca vai arrumar alguém". E todos estavam errados, é claro que ela tinha controle sobre suas palavras, no entanto, era quase inevitável de sua parte conseguir conter o seu sarcasmo em relação ao assunto.
Ela já estava tão acostumada a ter pequenas "discussões" com seus amigos mais íntimos, a respeito do seu jeito, que ela já estava anestesiada com os comentários, nenhum pouco discretos, sobre ela.
O Park, por outro lado, permanecia quieto, em silêncio, não gostava de falar sobre isso, ficava apenas balançando a cabeça de um lado para o outro em desaprovação, vez ou outra deixando um sorriso debochado sair de seus lábios, passando a idéia de "Como as pessoas podem estar sempre tão felizes? Elas não cansam de falar sobre o amor o tempo todo?", "onde está o sentido em falar sobre isso o tempo todo?".
E foi em um desse encontros tediosos, onde se viam "obrigados" a ir, que perceberam que suas opiniões sobre a conversa, eram simétricas. Se aproximaram aos poucos, riam juntos sobre as loucuras dos colegas de bar, e obviamente, não queriam um relacionamento, mas queriam fazer sexo.
Atração; é essa a palavra que define a razão pelo qual os dois decidiram se envolver nessa relação proveitosa, eram perfeitos um para o outro, ambos não queriam uma relação permanente, muito menos todas as noites de suas vidas com a mesma pessoa, e assim tudo aquilo começou.
"Temos um trato, (s/n)?" Park estendia a mão para selarem o "acordo".
"Sim, nós temos, lembrando que quando isso terminar, ou seja, a vontade passar, vamos apenas apertar as mãos como fazemos agora, e seguir nossas vidas". (S/n) gostava de deixar as coisas bem claras.
"Ok" respondeu simplista, recebendo a mão da mulher, e a apertando firmemente para "confirmar" a proposta. Assim, se deu início ao relacionamento dos, agora, parceiros de transa.
Dois anos depois...
-Jimin, acorda, você precisa abrir a porra da porta! Eu tenho que ir embora, eu tenho uma viajem pra fazer. - (s/n) falou em um misto de impaciência e raiva, cutucando freneticamente o braço de Jimin, que permanecia dormindo. - Park Jimin!
-O-o que?? O que foi? Aconteceu alguma coisa? - falou nervoso, encarando a mulher a sua frente, e pulando da cama onde seu corpo repousava. -O que ouve para você gritar desse jeito?
-Eu tenho que ir embora, cadê a chave da porta?
- Nossa, bom dia pra você também, precisava desse escândalo?- O moreno falou incrédulo, não gostava de ser acordado dessa maneira.
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Two-nights
Romance"Lembre-se Jimin, depois desta noite, eu e você não teremos absolutamente mais nada, não quero que se apaixone por mim, entendeu?" "Por que é tão fria? Não sente mais o que sentia por mim antes?" "Eu irei para outro país, e não importa o que eu sint...
