Notas: Hey, primeira mente obrigado por ler, está é minha primeira história que posto e queria te avisar que estes prologos que vou postar contam um pouco antes da história do livro realmente começar, então espero que não se entedie e se divirta
E não esquece de comentar o que achou e o que acha que posso melhorar aqui, obrigado novamente e boa leitura.
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"...Talvez seu tamanho nem se compare as águas que por ti já passaram,
Talvez sua estrutura, obsoleta mas vivaz, ainda tenha meu apreço,
Seu ínfimo tamanho ao mundo é uma comprovação de humildade,
Mas a mim tens uma importância majestosa ao relento..."
– carta ao antigo...-
Talvez você não saiba quem eu sou, e nem porquê está lendo este texto, mas vim aqui por meio de linhas contar uma história, a minha história, e quero que você, árduo leitor entenda, ao amo pelo menos tente entender, uma pouco da minha vida enquanto ela ainda existe, mas algo irônico para um contador de histórias admitir é o fato de não saber por onde começar a contar a sua história...
Talvez eu comece por um ponto importante, quem eu sou, mesmo que um mero nome não diga nada sobre alguém é algo importante para se saber, não é?
Me chamo Emilio Edelvais de Leão, minha mão se chama Teresa Edelvais de Leão, meu pai, bom, este nunca tive o prazer de conhecer, pelo que me dizem ele era um homem de bom coração que viveu pouco comparado ao bem que fez para nós. Ele vinha de lugar nenhum, sabe-se muito pouco sobre este, foi encontrado no celeiro da família todo machucado de mordidas após um ataque de lobos, os Edelvais de Leão são leais e justos, ao reconhecerem alguém ferido com boas intenções não se tardaram ao cuidar deste, assim este jovem de lugar nenhum conheceu minha mãe e se apaixonaram, mas outro dia conto está parte, pois hoje demoraria muito tempo e ainda tenho outras coisas que quero tratar, o importante é que ele tem o mesmo nome que o meu, Emilio.
Nasci na fazenda da família, durante uma pálida noite de inverno, os meus tios, Eduardo, Felino e Daniel eram grandes o suficiente para ajudar minha avó, Maria, no meu parto, infelizmente meu avô João, que tinha o sonho de ver sua filha ter seu neto, estava na cidade a negócios, uma distância de quase um dia de viajem a cavalo, para eu conseguir sair da barriga de minha mãe foi um desespero, ela teve mais de 5 horas de contrações, e uma dificuldade incrível de manter a respiração constante, diziam que ela estava pálida mas ao mesmo tempo muito vermelha, não me pergunte, não sei explicar.
Mas ao fim dessa tempestade que aconteceu antes de nascer, finalmente pude dar meu primeiro suspiro, uma noite fria de inverno, quase meia noite, meu tio Felino jurava que podia ver pequenos flocos de neve caindo do céu quando saiu de casa para respirar, dizia que a pálida lua iluminava os campos, o rio, as arvores e os pequenos pontos esbranquiçados que iam decaindo levemente sob o chão, era uma visão magnifica pelo que descreveu, eu podia até imaginar, o nosso pequeno sitio sendo agraciado com ínfimas nuvens geladas caindo do céu.
Não posso contar a visão de Daniel pois nunca tive a chance de o perguntar como foi a noite do meu nascimento na visão dele.
Avó falou que cuidou de mim e de minha mãe na noite e de madrugada, olhando e admirando como a vida segue e segue sem parar, ficou ali sentada no quarto olhando nos minha mãe e eu (na verdade só minha mãe, você já vai entender isso) tricotando algo para mim, mais uma pequena flor que florescia no gramado da família Edelvais de Leão.
Eduardo disse que logo depois de felino sair desesperado do quarto porquê tinha estomago fraco, Daniel ir ver se estava tudo bem com o irmão, ficaram ele e minha avó no quarto cuidando de minha mãe e de mim , o mais novo membro da família, mas isso durou pouco tempo pois mamãe tomou um banho e logo adormeceu pelo cansaço, Maria me deu banho e ficou cuidou da filha verificando de tempos em tempos se estava tudo bem com ela, no final só teria sobrado ele e eu em um quarto em frente um janela de vidro que mostrava o rio e o pequeno lago em meio as arvores ali perto, o tio disse que eu dormia feito um anjo, tão pequeno que cabia em seu antebraço, embrulhado em cobertas por conta do frio que predominava aquela madrugada.
E ali adormeceu, perante o luar cheio e calmo da lua e do brilho radiante das estrelas que não eram ofuscadas por nenhuma nuvem e só acordou quando o sol, tão claro quanto uma fogueira a alguns centímetros de distância, cortou o horizonte com seu nascer entre o rio e as montanhas, e assim foi minha primeira noite de vida.
Nasci e vivi minha infância e parte da adolescência neste sitio, um lugar tão grande pelo que minhas memórias me dizem, a casa tinha 4 quartos, uma para meus avós, um para os 2 irmãos mais velhos (Eduardo e minha mãe), um para os 2 mais novos (Felino e Daniel) e um para as tralhas, quadros e livros em branco, cavalete, mesa de trabalho de carpinteiro, troféus de caçadas, e outras tranqueiras, o qual depois virou meu quarto. Tinha uma cozinha também, lotada de armário, potes de vidro e é claro o forno a lenha, tinha também uma sala com alguns sofás, mesa de centro e uma lareira para o inverno, também tinha, é claro, um corredor para ligar isso tudo e uma área.
Fora da casa era enorme, um jardim gigante, tendo direito a todos os tipos de frutos e flores que se possa imaginar, hortaliças e vegetais aos montes, arvores das mais belas e chamativas, um rio e um lago se via ao longe, a casa ficava em cima de uma "montanha" envolta por outras montanhas. Tinha também vários animais, porcos, galinhas, cachorros, ovelhas, tinha um pouco de tudo, não posso esquece que tinha uma vila rural ali perto, não era a cidade, mas ali tinha um mercadinho, escola e algumas casas de pessoas que trabalhavam nos sítios mas não eram seus donos, e próximo a minha casa tinha uma casa enorme, mas abandonada, no meio de uma mata densa.
Vivi muita coisa neste lugar, espero que me acompanhe enquanto conto tudo que me aconteceu.
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História de Edelvais de Leão
FantasyUma história original que vai contar sobre a vida de um jovem que entra em um grande mistério sobrenatural nos arredores de seu lar, está pronto para acompanhar esta minha pequena história ?
