O semestre fora cansativo. Maite Perroni finalmente conseguira seu diploma em História, mas sentia-se traída. Ele não aparecera na cerimônia de formatura. -Marge fora com Dawn e Brandi, suas filhas. Embora não fossem parentes, eram muito próximas de Mai - órfã há anos. Importavam-se com ela e não de prestigiá-la num dia tão especial. Ao contrário de Will, que causava-lhe mais uma decepção na vida.
Mai afastou os cabelos escuros ondulados e suspirou. Sonhara que um dia Will se apaixonaria por ela e a pediria em casamento. No entanto, a cada dia isso ficava mais distante.
Will era irmão de Marge. Tirou Mai do lar de adoção temporária no qual estava desde a morte da mãe. Seu pai, o principal vaqueiro de Will, abandonou a esposa e desapareceu. Mai foi viver com uma outra família, apesar das objeções de Marge. Na época, Will dissera que uma viúva com duas crianças para criar não precisava de mais complicações.
Entretanto quando Mai sofreu uma tentativa de estupro e Will soube o que ocorrera por um policial seu amigo, fez uma denúncia levando-a para depor. O garoto, que estava aos cuidados da mesma família e tinha apenas treze anos, fora preso e enviado para a corte juvenil. Quando ele tentara tirar sua blusa, Mai dera-lhe um soco, sentou-se sobre o menino até que a família ouvisse seus gritos. O fato de ele ser menor do que ela e estar bêbado facilitou sua reação.
Will tirou Mai da casa na mesma noite em que o garoto foi preso e deixou-a sob os cuidados da irmã. Marge gostou dela logo que a viu, como acontecia com a maioria das pessoas, pois Maite era honesta, meiga e generosa e trabalhava com afinco. Apesar de ter apenas catorze anos, cuidava da casa e das irmãs Dawn e Brandi, de nove e dez anos, respectivamente, que adoraram ter uma irmã mais velha. Marge era corretora de imóveis, e por isso trabalhava em horários não muito comuns. Mas podia contar com a ajuda de Mai, que se revelara uma babá eficiente.
Mai, por sua vez, idolatrava Will. Muito rico e temperamental, possuía centenas de hectares de terra perto de Jacobsville, onde criava gado puro-sangue e divertia os ricos e famosos no seu rancho centenário. Contava com os serviços de um fabuloso cozinheiro francês e de uma governanta, Nell, que dirigia a casa e cuidava dele. Ele conhecia políticos famosos, artistas de cinema e nobres estrangeiros da época em que fora campeão de rodeio. Homem de boas maneiras que herdou de sua mãe espanhola, assim como a riqueza do pai inglês. Ambos eram freqüentadores do reino.
Will não era muito sociável, apesar de oferecer grandes festas em seu rancho. Sempre reservado, exceto no que dizia respeito às lindas mulheres que o acompanhavam em seu jatinho particular. Sua arrogância era condizente com sua posição e riqueza. Mai torna-se uma das poucas pessoas próximas a ele, depois que, aos catorze anos, cuidara de sua bebedeira após a morte do pai. Nell tinha ligado em pânico, contando que ele estava destruindo o escritório. Mai, então, fez com que Marge a levasse a casa de Will, onde depois de acalmá-la preparou café para ajudá-lo a ficar sóbrio.
A partir de então,Will vinha tolerando suas interferências. Embora ninguém ousasse dizer, nem mesmo Mai, era como se ele fosse propriedade dela. Era possessiva, e com o passar do tempo começou a sentir ciúmes das inúmeras mulheres que passavam pela vida dele. Apesar de tentar não demonstrar seus sentimentos, nem sempre conseguia.
Quando tinha dezoito anos, uma das namoradas de will fez um comentário desagradável para mai, que ficou furiosa e disse que não ficaria com ele por muito tempo se continuasse sendo rude com sua família! Depois que a garota saiu, will foi chamar a atenção de mai, os olhos castanhos flamejando como esmeraldas, o espesso cabelo negro despenteado por causa de seu descontrole. Lembrou-a de que não era propriedade dela, e que a expulsaria de casa se não deixasse de controlá-lo. Nem mesmo fazia parte da família, ele acrescentou com crueldade. E não tinha o direito de se intrometer em sua vida.
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Avassalador -Adaptação
RomanceWilliam Levy (Will) jogava de acordo com as próprias regras, sendo a primeira delas nunca se envolver com uma mulher. Mas a doce Maite Perroni (Mai) pairava ao seu redor como uma delicada borboleta. Isso foi o suficiente para que esse solteirão conv...
