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EPÍLOGO - Capítulo único

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Partimos naquela mesma noite. Irys liderava o grupo pouco organizado. Oito garotas e dois garotos do orfanato de Brazell seguiram Irys através da floresta, na direção da fronteira sul. Eu caminhava na retaguarda, para me certificar de que todo mundo permaneceria junto e para garantir que ninguém estava seguindo nosso grupo.

Caminhamos por algumas horas, até que encontramos uma clareira adequada para acamparmos durante a noite. Ari nos fornecera provisões mais do que adequadas para nossa jornada. Sorri, lembrando-me de seu sermão sobre eu me manter longe de problemas. Como um irmão superprotetor, ele só ficou satisfeito quando eu prometi lhe enviar uma mensagem caso precisasse de ajuda. Eu sentiria muitas saudades dele e de Janco.

Armamos as seis pequenas barracas em círculo. Irys encantou as crianças ao atear fogo à lenha com um floreio mágico. Depois que todo mundo foi dormir, sentei-me ao redor da fogueira, mexendo nas brasas que estavam quase apagadas. Sem vontade de me juntar a May na nossa tenda, fitei a única chama que emergiu quando cutuquei a fogueira. Ela dançou sozinha para sua plateia de apenas um. Mexendo pela centésima vez na minha borboleta, eu me perguntei porque Valek não viera se despedir.

Pressenti movimento. Sobressaltando-me, peguei o cajado. Uma sombra desprendeu-se de uma árvore. Irys criara uma barreira mística ao redor de nossas tendas. De acordo com ela, a barreira afetaria a visão de qualquer pessoa, fazendo com que visse apenas uma clareira vazia. A sombra deteve-se na borda da clareira sem ser afetada pela magia e sorriu para mim. Valek.

Ele estendeu a mão. Segurei seus dedos frios com ambas as mãos e ele me conduziu para longe das tendas, mergulhando na floresta.

— Por que não veio antes de partirmos? — perguntei, quando paramos à base de uma árvore.

As raízes do enorme carvalho haviam rompido através do chão, criando pequenas cavidades bem protegidas.

— Estava ocupado, me certificando de que o Comandante não encontraria com facilidade alguém para levar a cabo a sua ordem. — Valek sorriu com maliciosa satisfação. — É impressionante a quantidade de trabalho necessária para limpar as sujeiras de Brazell.

Pensei no que acarretaria tal limpeza.

— Quem está provando a comida do Comandante? — perguntei.

— Por ora, eu estou. Contudo, acredito que a capitã Star daria uma excelente candidata. Considerando que ela conhece todos os assassinos, acho que sua ajuda será inestimável.

Foi a minha vez de sorrir. Star seria boa naquilo, se passasse no treinamento. Se.

— Chega de conversa — Valek disse, conduzindo-me para uma abertura entre as raízes. — Preciso de uma despedida adequada. Ele sorriu com malicia nos olhos mais uma vez e me beijou. Seu beijo tinha uma urgência desesperada e repleta de paixão como na última vez em que estivemos juntos antes de minha partida. Eu queria sentir cada centímetro seu, mas nossas roupas estavam atrapalhando nossos corpos de se encontrarem.

 Eu queria sentir cada centímetro seu, mas nossas roupas estavam atrapalhando nossos corpos de se encontrarem

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