— Oi, meu nome é Dylan sou de Beaufort - South Carolina, e cada frase da minha vida, destruirá um pouco de você. Não sei o que te trouxe aqui, mas espero que você sinta metade do que eu senti, quando a perdi, ela era a mulher da minha vida, mas hoje é a lembrança mais bonita, espero que a minha história mude alguma coisa na sua vida, já que você teve a curiosidade de me conhecer. Deixo claro que minha história pode ser baseada em fatos reais, ou não, quem vai dizer será você ao fim deste livro, e aí, é sobre você ?...
Segunda feira, acordei com minha mãe gritando desesperada pelas panquecas queimadas que minha irmã Lexia tentou fazer, ela é 5 anos mais velha que eu, tem 24 anos, mas nunca foi uma boa cozinheira, nem mesmo quando éramos pequenos e ficávamos sozinhos em casa, eu sempre corria pra casa da nossa vizinha para não ter que comer as invenções de Lexia. Minha mãe nunca foi uma mãe presente, sempre foi muito focada no escritório já que ela era dona da revista mais famosa de NY, mas depois da morte do meu pai, ela tinha que contratar alguém para cuidar do escritório na ausência dela, mas é claro que ela não fez isso, preferiu contratar alguém para cuidar de mim, enquanto minha irmã estava na faculdade, e por esse motivo sempre dei meu jeito, mesmo tendo tudo nas mãos, eu sempre fiz tudo por mim e por Lexia, mas o meu erro foi ter deixado ela cozinhar pra mim até meus 9 anos de idade.
Levantei rápido, tinha 40 minutos para organizar algumas coisas da faculdade, tomei um banho, e sai de toalha pela casa, desci as escadas e encontrei Lexia e minha mãe (Marie) discutindo na cozinha.
— Marie: Caramba Lexia, você não consegue ficar 5 minutos sozinha sem colocar fogo na casa ? Esqueci que a mulher de 24 anos tem 5, na realidade.
— Lexia: Marie, eu não tenho culpa de Deus ter me dado muitos dons menos o de cozinhar, mas a esperança é a última que morre, não é mesmo ? — disse Lexia em um tom sarcástico.
— Marie: Ah claro, cite um de seus dons querida, não consigo pensar em nenhum no momento.
— Dylan: 7:00 horas da manhã e as bonitas já estão nessa harmonia ? Que lindo, o amor de mãe e filha é o mais bonito. — dei um sorriso largo e abracei as duas ao mesmo tempo.
— Lexia: Cale a boca Dylan, e me largue, não era pra você estar se arrumando ? — Lexia franziu a testa e me olhou de cima a baixo.
Subi rápido as escadas e fui em direção ao meu closet, peguei minha jaqueta do time de futebol da faculdade, coloquei uma calça rasgada e o primeiro tênis que encontrei, balancei meu cabelo para um lado e para o outro e pronto, já estava ótimo, reparei por 5 minutos nos meus olhos que normalmente são castanhos extremamente claro, e hoje por algum milagre estavam esverdeados. Peguei minha mochila e a chave do meu carro, um Porsche preto com rodas vermelhas e pneus prateados, olhei pela janela e notei que estava chovendo, que é claro, não era nenhum milagre. Fui para a garagem e segui meu caminho de rotina.
Chegando lá notei alguns calouros, a maioria para o curso veterinário, outros para administração, mas como sempre, nada de diferente. Subi as primeiras escadas e encontrei Noah, e Myke, meus dois melhores amigos, Noah era o que as mulheres chamavam de homem perfeito, mas nenhuma delas o conhecia de verdade, ele era o maior cafajeste da história de Beaufort, com seus longos cabelos louros e lisos batendo nos ombros, seus olhos azuis, e 1,79 de altura, ele conseguia tudo que queria. Myke já um tanto menos exótico de beleza, mas não deixava de ser o queridinho delas, um negro e tanto, sorriso largo e branco, olho verde é um pouco puxado pelo fato de sua mãe ser coreana, mas adorar um baita negão que era o pai de Myke, tinha os ombros largos e a mesma altura minha e de Noah, eu sempre me achei escasso de beleza perto deles, com meu cabelo castanho claro liso, sempre para trás estilo galã de novela, minhas covinhas sempre chamaram atenção, mas não que eu goste delas, enfim.
— Noah: Dylan, já viu as calouras desse ano ? Cada beldade, mas olhe bem para aquela ali — ele me puxou pelo braço e segurou meu rosto na direção de uma garota — Olhe só aquela bunda, acho que eu tô apaixonado — disse ele sorrindo e olhando para a garota que realmente era muito bonita.
— Myke: fala sério Noah, tá apaixonado pela garota ou pela bunda dela ? — Myke riu e revirou os olhos.
— Dylan: Se a garota vem inclusa no pacote, acho que é pelos dois — Myke e eu rimos e Noah nos olhou com os olhos semicerrados e disse.
— Noah: aah, calem a boca, não estão vendo que estou apreciando a paisagem ? — e então ele voltou os olhos para ela, Myke e eu percebemos que a garota não tinha dado a mínima para ele e nem para os olhares devoradores dele. Puxei ele pelo braço e subimos para assistir as aulas.
Chegamos na sala e eles pararam parar beber água, eu entrei de cabeça baixa pois estava atrasado 10 minutos e o primeiro professor não era dos melhores. Fui entrando devagar e discretamente, mas algo acertou minha nuca e, aí, doeu, olhei para trás lentamente e vi que o Sr. Johnson estava me olhando de braços cruzados e sob os óculos com uma das sobrancelhas levantadas.
— Dylan: Sr. Johnson, quanto tempo, como foi o verão ? — sorri na tentativa de parecer despreocupado.
— Sr. Johnson: Sente-se logo senhor Müller, e avisarei aos seus amigos que nesta aula eles não entraram hoje.
Sentei-me no fundo e fiquei brincando com um lápis, olhei para trás e então eu a vi, ali, sentada com o cabelo louro preso em um coque segurado por um lápis, alguns de seus cachos caíam sobre seu rosto tão branco quanto a neve, um óculos que a deixava mais linda ainda e sua boca, meu Deus, era tão rosa, pateticamente rosa natural. Quanta beleza em uma só mulher, mas mal sabia eu que ela seria o motivo de tanta desordem física e mental....
YOU ARE READING
Sem ela
RomanceOi, meu nome é Dylan sou de Beaufort - South Carolina, e cada frase da minha vida, destruirá um pouco de você, não sei o que te trouxe aqui, mas espero que você sinta metade do que eu senti, quando a perdi. - Livro "Sem ela" - Autoria: R...
