Sam Evans.
Pra variar consegui ultrapassar meu horário de almoço, meu chefe ficará grato por isso. Como ele costuma dizer eu não deveria usar meu horário de almoço para ficar de papo com a maluca desocupada da Taylor. Corro o máximo permitido para meu salto, chego na entrada do prédio e quase vou para o chão ao trombar com uma pessoa pequena.
- me desculpe. - peço olhando o pequeno garoto com cara de assustado. - você esta bem? - o garoto apenas balançou a cabeça em negativa me estendendo um envelope endereçado ao meu chefe.- isso definitivamente não é bom.
Puxo o garoto para dentro do prédio e me sento com ele na poltrona mais próxima e mesmo sem permissão começo a ler a carta que o pequeno garoto carregava, até porque meu chefe costuma dizer que sou eu quem devo cuidar dos problemas e isso é um problema certo? Talvez não, mas de qualquer forma agradeço por ter sido eu a encontrar o garoto ao invés de qualquer outro funcionário capaz de apresenta-lo á um jornalista qualquer.
Bom a carta foi escrita por uma senhora que se diz avó do garoto, pelo que ela relata John foi fruto de um relacionamento do Christian, meu chefe e Heloisa, sua filha, segundo a mesma, assim que descobriu sobre a gravidez a filha enlouqueceu, pois se considerava jovem e bonita demais pra estragar seu futuro então procurou ajuda a única pessoa que concordaria com ela, o pai de Chris, que por sua vez ofereceu dinheiro para Heloisa abortar a criança, Rose por sua vez intercedeu pela criança proibindo a filha de fazer qualquer mal ao bebê ameaçando procurar Chris e expor tudo. Então a mãe de John deu a luz ao garoto partindo em seguida sem sequer amamentar o filho, Rose o criou como seu neto escondendo fatos sobre sua mãe apenas dizendo que ela não voltaria, quanto a seu pai, segundo o fim da carta, se o garoto chegou até ele é porque sua missão já foi cumprida e agora cabe a Chris decidir o futuro de seu neto.
Meu Deus não consegui terminar de ler a carta sem deixar algumas lágrimas rolarem, parei para reparar no garoto a minha frente de maneira mais intensa e então pude perceber o quão parecido com Christian ele era, não havia dúvida, pelo menos não pra mim.
- John. - o chamei pelo nome e ele me encarou acanhado. - você sabe porque está aqui?
- a vovó disse que eu vou conhecer meu pai. - disse sem emoção. - se ele quiser. - completa dando de ombros.
- nós vamos subir eu preciso conversar com uma pessoa, tudo bem? - o garoto novamente apenas concorda com um gesto de cabeça.- aproposito me chamo Sam, Samanta na verdade, mas pode me chamar de Sam.
A cada passo que damos em direção a sala da presidência mais meu coração acelera, não é uma coisa normal chegar para seu chefe no meio do expediente e dizer que encontrou o filho que ele nem mesmo sabe da existência perdido no saguão. O jeito é respirar fundo e criar coragem.
- me espere naquele sofá certo? - indico o lugar para ele e sigo para sala do Sr. Storch.
Duas batidas depois e ele diz seu breve "entre" que soa mais como uma ordem do que uma autorização, respiro fundo uma última vez antes de finalmente entrar e encarar a situação.
- se esta com essa cara por causa do atraso, tudo bem já passamos dessa fase, mas você sabe que se for preciso irá ficar até mais tarde. - sorri.
- não è exatamente por isso, eu me atrasei, como sempre, mas não tanto assim. - respiro fundo e resolvo falar de uma vez. - acontece que eu encontrei um garoto e ele parecia perdido deve ter uns oito anos por aí, então ele de deu um envelope endereçado a você e pelo que está escrito na carta Christian ele é seu filho. - meu Deus como è que se respira mesmo?
Terminei de falar sem ter certeza se ele entendeu o que eu disse, a expressão de Christian era seria e incrédula. Depositei o envelope em sua mesa e o deixei só para que pudesse entender essa loucura toda.
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Em sua vida...
RomanceEles se completam, são perfeitos um para o outro o que falta em um o outro tem sobra, mas são cuidadosos demais, profissionais demais para investirem em algo que ultrapasse a barreira da amizade.
