Música:
Instruções ( pode ou não ser usadas): música para escuta enquanto lê o capítulo.
V.P: visão do personagem.
V.P Evangeline
Nem percebi que a aula de história tinha acabado, mesmo sendo anjo não sou tão velha. Deus cria milhares para diversas funções e por isso as aulas são importantes, para aprender sua devida função e a história do mundo.
Mas não foi pela aula esta interessante que passou rápido e sim, porque não consegui tira os olhos de Nathaniel. Sei que para muitos ele é um zero a esquerda, como diz os humanos, mas para mim, ele é perfeito do jeito que é. Por fala em humanos, invejo eles. São livres para ama, livres para deseja e livres para se unir de uma forma carnal. O amor também é algo invejado, não só por mim, mas por muitos anjos. Amor entre anjos estragada a funcionalidade. Distraídos demais acabam deixando de fazer as suas tarefas com perfeição. O que não acontece com os humanos, ou melhor, sua punição é bem menor e ainda a liberdade.
Saio da da minha linha de pensamento, com um gesto de Miguel. Ele estava me fuzilando com os olhos. Sei bem de seu interesse em relação a mim, e ele sabe perfeitamente que gosto de Nathaniel. Que por sinal não estava na sala. Me levanto e vou em sua direção tentando manter uma distância boa, não quero que me toque, pois quero continuar acreditando que é só coisa da minha imaginação.
- Evangelina... - um segundo de silêncio se formou. Apenas olhei para ele e me inclinei levemente para frente, como um sinal que podia continuar. - Posso falar contigo um instante?- perguntou, apenas acenei com a cabeça em demostração de sim. Miguel colocou a mão no meu queixo o levantando, fazendo com que não tivesse jeito de escapar de olha em seus olhos. Meu corpo começa a pensa em um jeito de escapa.
- Por quê não esquece o Nathaniel e fica comigo? Esquece aquele anjo que só te da trabalho.- Disse com uma voz melancólica, essa era sua fama, as vezes ia para terra apenas para satisfazer seus desejos.
Senti um aperto no peito, como um sinal de alerta. Um nome veio a minha mente. Empurrei Miguel e sai correndo, ou melhor, voando. Estou tentando captar a frequência de Nathaniel, mas tive que desacelera assim que vi Rafael. Enquanto tento recupera meu fôlego, Rafa me questiona.
- Evangelina, o que foi? - perguntou com um sorriso e por algum motivo senti que devia me preocupar. Algo bom não ia sair dai.
- Nathaniel?! - minha pergunta soou como uma afirmação.
- Aquela praga? Foi para o inferno.- Disse com um ar de desprezo e ódio.
Sei bem do que se refere, a uma abertura que da acesso ao inferno. No passado Deus usou para jogar Lucifer e sua legião de anjo. Não podia perde mais tempo, começei a voar em direção ao local.
Deserto... Não a ninguém. Pensei que pudesse ser apenas como da última vez, uma sura, mas não. Eles jogaram Nathaniel pra fora, jogaram ele para o inferno. Meu corpo, agiu sem pensa. Quando me dei conta ja estava em queda livre. Tentando me aproxima do seu corpo. Uma coisa que nunca fez sentido, corpos pequenos adquire velocidade bem mais rápido. Assim que avistei seu corpo tentei por um impulso.
- NAAATHHAANIEEEEEELLLL - Assim que gritei seu nome vi seus olhos abrirem e meu corpo se aproximou do dele. Meu coração se partiu quando vi o que tinha acontecido. Abri minhas asas para tenta diminuir a velocidade.
- Te peguei! Esta tudo bem, vamos ficar bem! - Disse.
- Você, não devia se sacrificar tanto por mim. Por quê fez isso?- Seu questionamento me fez ficar vermelha. Acho que foi o suficiente para ele entender. - Também te amo, Evangelina! - Assim que terminou de dizer me beijou.
P.V Nathaniel
Senti o impacto, me impressiono por ainda esta vivo. Abri os olhos lentamente. Observo o lugar a minha volta. É visível a diferença do céu pro inferno. Apenas nuvens do céu com um tom frio, pois os tons daqui é preto, vermelho e laranja.
Até onde sei, no inferno a cidades espalhadas, pequenas vilas e a cidade principal. Onde se encontra o castelo da família real. Olho em volta para me certifica se a uma cidade ou alguém para pedir ajuda, mas não a nada.
Lembro do meu doce anjo. Mesmo com muita dor faço cafuné em seu cabelo cor da noite.
Evangelina tem razão, finalmente estamos livres. Livres para sermos nós mesmo. No inferno o amor é livre, entre demônios, anjos caídos e humanos.
- Evangelina. - A chamei, mas não obtive resposta. Dei uma leve sacudida, mas nada.
Fui me sentando com delicadeza para não deixar que seu corpo caia. Admiro suas curvas e isso me faz ri. Desde sua formação estava lá, vi cada detalhe ser escolhido. Sua pele branca como a neve, seus lábios rosados e seu longo cabelo preto. Meus olhos repousam no decote de seu vestido azul claro.
Minhas bochechas queimam por pensa que finalmente posso te-la para mim. Assumi-la com a posição que realmente merece.
Passo a mão pelo seu rosto e me surpreendo com o quão gelada ela esta. Balanço um pouco, mas nada e então resolvo usar um pouco mais de força. Um pensamento vem a minha cabeça. Ela esta morta. Uma dor esmagadora no peito. Me levanto e pego ela.
Me levanto e pego o pequeno corpo, seria muito injusto deixa-la ali. Então começo a andar para qualquer lado, pois como já ouvi uma vez "quem não sabe o que quer, qualquer caminho é válido".
Algo agarra minha perna, puxo com força e consigo me livra, mas a situação volta a ocorrer. Quando me dou conta estou sendo puxado para dentro to terreno feito de esqueleto.
Acordei num pulo, a sensação de sufocamento era tão real, o sonho era real. Aquela dor no peito, aquela tristeza que me abateu e a dúvida do motivo do sonho ter mudado. É muita coisa e muita informação ao mesmo tempo, mas o mais surpreendente era a sensação de amar aquele homem ou melhor anjo.
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demon: Ayla
Fantasy"O amor pode ter deixar louco ou pode ser sua salvação" Se dois anjos se apaixonam isso é um pecado, se um anjo se apaixona por um demônio também é um pecado. Do ponto de vista de quem? Eu sou Salem, um gato preto, que acompanhou uma estória de amor...
