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Todos nós temos aquele amor que já nos marcou de alguma forma. Se você disser não, você está mentindo. Lembro ainda com clareza, os meus 10 anos, quando eu gostava de um coleguinha e aquele sentimento que aos seus olhos seria algo tão pequeno comparado algo que um adulto poderia sentir, já foi de alguma forma, o "amor da minha vida". Mas posso dizer que eu só fui conhecer oque é amar alguém, quase completando meus 15 anos.
Faltando dois meses para o tão sonhado 15, estava eu e mais duas amigas, Ana e Priscila. Estamos rindo falando sobre garotos. Ana estava com o celular na mão perguntando pra mim e pra Priscila, quais meninos teríamos coragem de beijar. A única pessoa que ficava respondendo Ana em relação aos "pretendentes" era eu. Era impressionante como nenhum homem atraia Priscila, mas só fui entender isso nove meses depois, quando Priscila saiu definitivamente do armário.
Um dos meninos era Miguel, ele não me era estranho, já havia ficado com uma prima minha bem íntima. Ana foi clara e direta quando perguntou se eu queria beija-lo. Apesar dele ter tido uma relação com uma prima minha à um ano e dois meses, e ela ter falado coisas sobre como o gênio de Miguel era complicado, e como seu orgulho era que nem pedra, eu não hesitei. E disse que sim.
Mas considerei aquilo apenas como uma enquete sem fundamento, mal sabia eu, que Ana havia falado com Miguel.
Naquele mesmo dia, Miguel me chamou, conversamos... Foi bom, foi diferente. E então resolvemos marcar de beijar dois dias depois logo após a minha aula que acabava exatamente 17:15 (saudades ficadas depois da escola).



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⏰ Last updated: Apr 20, 2017 ⏰

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