O começo do meu fim

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...Acidente de carro na Dover com a Jonson..
...Vítima em estado crítico,jovem, aproximadamente 1,65 de altura,pele branca,cabelos pretos,olhos verdes,pupila dilatada,encontrada inconsciente próxima ao carro,atravessou o parabrisas, vários cortes e hematomas pelo corpo...

*****
-Vamos Luna!Já estamos atrasadas
"Essa era a Lydia me chamando-minha melhor amiga desde o quinto ano do fundamental-pela décima vez.
Aliás,meu nome é Bond,Luna Bond
Brincadeira,acho que até entre a vida e a morte o humor sobrevive.Sou Luna Delmonte,aluna do segundo ano do ensino médio,no congratulado colégio Sant.German "formando jovens educados, inteligentes,e comportados para o nosso futuro!"
-Luna!Vamos logo caralho,a festa começou tem vinte minutos, não matei a aula de esgrima para ficar te esperando do lado de fora dá casa!
"É,como podem ver,fracassaram nesse quesito,pelo menos com a gente"
- Calma Lydia, é agora que a festa vai começar a esquentar, e se atrasar nesses "eventos" é um charme. - digo sorrindo pegando as chaves do carro,e trancando a porta da minha casa,sim,moro sozinha aos dezessete anos de idade,fui emancipada aos dezesseis, não tinha uma boa relação com minha família.
Entro no carro e seguimos para a festa,ou melhor,o evento de exposição de obras de arte,no museu nacional de Sidney, é para onde os pais dá Lydia acham que vamos.
-Ali,para. É essa casa
- A que está com luzes neon,cheia de adolescentes do lado de fora,brincando na piscina de Briga de galo?Eu nem tinha percebido-digo com um sorriso bobo no rosto,Lydia ri e me dá um empurrão,estaciono o carro e entramos

*****

- estamos chegando no hospital,aguente firme querida.
Ela segurava minha mão com uma das suas,e a outra verificava o meu tubo de oxigênio.
Chegamos ao hospital,um lugar bonito porém com um semblante triste, também como um hospital não poderia ser um local triste? Ninguém está lá porque quer.
Eles me instalam em um quarto,que logo se transforma em um borrão,e só consigo ouvir isso, antes de apagar por tempo indeterminado:
-...Quadro dá vítima piorando, batimentos cardíacos diminuindo...

*****
-uhuuuul!
"Esse é o grito de um dos garotos do meu colégio,pulando de um tobogã,isso mesmo,pulando, não escorregando por ele. É assim que esses caras acham que se chama a atenção das garotas,e pior que sempre funcionava com algumas"
Estaciono o carro um pouco longe dá casa,pois todas as vagas estão lotadas, saímos do carro,aceno para os conhecidos, não tão conhecidos assim,entramos na casa e Lydia diz:
-vou pegar uma bebida para nós,já volto
Concordo com a cabeça ,e digo tentado falar mais alto que a música,o que é impossível.
- Só não me deixe aqui por um garoto qualquer,pelo menos troque cinco palavras,antes de começarem a se beijar!
Lydia me manda um dedo do meio,entre a multidão,sei que ela está sorrindo,e eu fico rindo da reação dela.

*****

Acordo rapidamente. ,assustada,em um quarto branco,num local onde sei onde é,e também não sei,algo não me deixa dizer onde fica exatamente.
Saio pelo corredor,com a visão ainda embasada,vou tateando com as palmas dá mão,o corredor não é muito largo, só preciso extender um pouco os braços,tem uma outra porta no final,parece ter luz dentro do tal local,chego na porta,seguro a maçaneta,minha mão se retrai automaticamente,ela está muito fria,congelando quase,a seguro novamente,esse é o único local que tenho para ir,olho para trás para me certificar,o quarto não está mais lá, só um corredor sem fim,e não quero descobrir o que tem mais para lá, abro a porta.


Olá,espero que tenham gostado do enredo da história,qualquer erro ortográfico podem corrigir,que depois irei fazer o mesmo.Essa é a minha primeira história no app,aceito críticas construtivas,de todos os tipos,e obrigada só por terem me dado uma chance ao lerem esse capítulo :3

Não posso mais voltarHistorias para obsesionarse. Descúbrelo ahora