Funeral

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  Diah narrando
  
   Esta um dia nublado em Maureen, essa cidadezinha imprevisível, nem mesmo os metereologistas conseguem dizer se o dia vai ser chuvoso ou ensolarado.
  Ás vezes o dia está lindo, ensolarado, e do nada, do nada mesmo começa a chover, aquela chuva intensa, sem esse negócio de chuviscos e garoa, chove tanto que encomoda ouvir o barulho da chuva. As estradas se enchem de buracos, as ruas se alagam, muros se entortam e as casas desmoronam.
  Hoje é um dia triste para mim, na verdade, para minha mãe. Uma vizinha nossa morreu hoje pela manhã, o nome dela era Aimée, o nome era esquisito e ela era bem velha e ranzinza, morreu pela idade mesmo porque nada a matava.
   Lembro-me vagamente do dia em que ela estava atravessando a rua e um carro muito veloz quase a atropelou, e ela tinha uns noventa anos naquela época, o carro só não a atropelou por que um homem que passava por lá naquele exato momento pulou e a salvou.
  Aimée ficou bem, sem nenhum arranhão, já o homem, ficou todo esfolado tadinho, Aimée nem foi ao hospital para agradece-lo. Tenho pena desse homem, se fosse comigo, nem pensava em salva-la, ja pensou? Salvar a velhinha e ela nem agradecer? Acho isso um insulto!
  Pra falar a verdade, eu nem gostava de Aimée, ela era muito grossa e mal educada. Um dia, eu estava no Jardim e Aimée me chamou.
- Ei, menina, venha cá! - ela ordenou- Leve esse lixo para fora.- ela ordenou novamente.
   Então, eu pequena e ingênua, fiz o que ela pediu, e no fim, fiquei olhando  a cara dela esperando  por um  'obrigada', mas tudo que ganhei foi um  'o que esta olhando? Volte a brincar'.
  Sinceramente, fiquei muito magoada pela atitude dela, e por isso sempre que conversavamos tratava ela de forma fria e respondona, as vezes, minha mãe me olhava com um olhar de reprovação, mas eu nem ligava, mesmo sabendo que iria receber uma bronca quando chegasse em casa.
   E lá estava eu, ao lado de seu caixão olhando sua pele pálida e flácida. Eu havia pensado em simplesmente não ir ao seu velório, mas seria muita falta de educação.
   Mesmo assim, não gostava de ficar naquela pequena salinha, olhando rostos de pessoas que nunca tinha visto na minha vida se encherem de lágrimas, não aguentava mais aquele silencio que só era preechido com fungadas e passos que podiam ser ouvidos dentro daquela salinha.
   Quando vi, ja estava fora daquele lugar cheio de pessoas, resolvi ir até o grande lugar onde as enterram, poderia ter bem mais caixões ali, mas pelo menos era aberto, e não tinha tantas pessoas juntas que nem naquela salinha.
  Vou passando de túmulo em túmulo e olhando os nomes de alguns mortos. Havia nomes conhecidos entre toda aquela estrutura, outros nomes nunca ouvi falar ou então, nem sabia que aquele nome existisse. Enquanto eu  andava destraida com aquelas covas, acabei esbarrando em alguém, na verdade, em algumas pessoas.

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⏰ Última actualización: Apr 09, 2017 ⏰

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