Capítulo 1 Sonho

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                         Capítulo 1

O mundo dos sonhos nos mostra uma outra faceta da realidade, além do que é apreendido pelos sentidos e considerado concreto. Jung dizia que o sonho não é resultado de uma continuidade da experiência mas o resíduo de uma atividade que se exerce durante o sono.

Segundo psicóloga da Abrape Jussara Bispo Dantas do Nascimento nos diz que na visão neurofisiológica do sono com sonhos, estes representam simplesmente uma manifestação elétrica do cérebro, usando o material do passado recente ou remoto para construir histórias bizarras e sem nexo e que desempenham múltiplas funções: memória, plasticidade neuronal, ou seja, reconstrução das ligações entre os neurônios, e desenvolvimento cerebral. Porém, na psicologia são muito importantes.

Atualmente os sonhos se tornaram alvo de estudos não só dos psicólogos mas também de cientistas e do público em geral. Sempre se mostraram um fascínio para as pessoas, e sua única testemunha é o próprio sonhador. Na primeira metade da vida costumam se referir ao mundo exterior ao processo de adaptação e fortalecimento do ego.

Na segunda metade se referem à vida interior e necessidade de entender seu significado. Prestar atenção a eles poderá sentir à vida das pessoas e se compreender melhor os processos de autoconhecimento e autodescobrimento, a fim de alcançar nossa evolução. Os sonhos refletem o passado, o presente e o futuro, e também situações atemporais. Não seguem a sequência de nossa consciência. São um recado do self para o ego, tendo assim um papel orientador e regulador da relação do inconsciente e do consciente.

Não temos a preocupação em provar que os sonhos são de origem espiritual ou que alguns deles apresentam aspectos inerentes àquela concepção. Os sonhos podem ser divididos em: sonhos etéreos ou espirituais.

Jung alerta para não desprezarmos os avisos provenientes deles, pois se o fizermos podem ocorrer acidentes reais. Vemos assim a visão do sonho com caráter premonitório e preventivo. Sendo nem sempre uma forma de previsão, mas pode tratar-se de um desejo secreto do sonhador que o fato se realize. Para a psique não há tempo ou espaço, as coisas ocorrem num mesmo instante.

O sonho premonitório se caracteriza pelo conhecimento prévio dos fatos, que depois de vistos ou vivenciados, durante o sono se confirmam, num período, mais ou menos longo, durante a vigília.

Os sonhos realmente premonitórios são raros e como espírita acredito que só ocorrem com a permissão de Deus. A Bíblia é um repositório de experiências dessa natureza. Um exemplo são os sonhos do faraó, interpretado por José, filho de Jacó, sobre anos de fartura e de escassez que se aproximavam.

Temos conhecimentos de sonhos que ocorrem antes da morte que parecem realmente preparar a pessoa para o fenômeno.

Como ocorreu comigo, minha avó foi internada para fazer exames porque havia aparecido um caroço no pescoço e perto do ouvido. Durante os exames, constatou que ela estava com leucemia. E teria que fazer a primeira quimioterapia. Nos falamos a noite, e fui dormir. Sonhei durante a noite, a imagem que me apareceu foi ela deitada em um caixão. O telefone tocou bem de manhã cedo e era a notícia de que ela havia falecido. Psicologicamente os sonhos com a morte são indicadores de transformações das personas e a imagem do ego, mas neste caso foi aviso e preparação.

Há a mediunidade, faculdade que permite ao ser humano perceber a interexistencialidade da vida, e que permite também as pessoas que a possuem sonhar frequentemente com pessoas mortas e delas recebem orientações diversas. Pode-se receber as informações de diversas formas, como por exemplo, por um amigo, parente ou protetor, em linguagem encenada ou figurada. De outras vezes, fora do corpo, temporariamente, se recordados fatos importantes que deverão ocorrer.

O DespertarWhere stories live. Discover now