Num dia de chuva como aquele.
O que precisava era parar, parar no tempo, na historia, parar os pensamentos e sentar naquele divã do lado de uma janela enorme na sala.
Lá ficava, e observava cada som, cada movimento, cada gota de chuva.
O silencio era completo só a chuva enchia me os ouvidos.
Um som que se tornava paralisante e transportava-me para outro lugar.
***
_"Táxi!!- gritava - TÁXI!!" - o som saira tão alto que começara a tossir por sentir a garganta seca e áspera.
Como se uma cidade no dia de chuva não fosse suficiente, um homem apreçado aproveitou a situação e entrou no táxi que tinha parado mesmo ali há frente dela.
_"Oh! Ei esse táxi é meu!" - alertou ela ao homem que já estava a fechar a porta do táxi, olhou de relance há espera de uma ajuda do motorista e este só encolhera os ombros.
_"Grrrr!! Maldito sejas Já não há cavalheiros. Os homens são todos iguais!"- desabafou ela.
E nesse mesmo instante quando pensava chamar outro táxi, uma mota passou mesmo há sua frente atirando lhe agua de uma possa, que estava perto do passeio. O seu saco de compras de papel molhado rasga-se e tudo cai no chão.
_"Não, não, não! Isto não me está a acontecer." - baixou-se e tentou pegar tudo ate que uma mão surgiu com um dos vegetais que provavelmente tinha rolado pelo chão.
Os olhos foram seguindo a mão até ao braço, ate ao ombro, até ao tronco largo, pescoço, levantou se para agradecer e viu, o rosto de um rapaz que lhe susteve a respiração. A boca dele era perfeita e movia se depressa, a sua pele era clara e parecia suave, estava com um olhar assustado...a sua boca continuava a mexer se depressa, foi quando se apercebeu que estava ali a olhar para ele sem dizer nada e ele chamava por ela.
_"Ai desculpe desculpe." - disse lhe sem pensar.
_"Estás a pedir desculpa porque? fui eu que te molhei, olha não te vi lamento mesmo!" - e sorrio ao mesmo tempo subiu o braço e esfregou a cabeça desajeitadamente.
_"Hum? devias ter mais cuidado."- falei sem pensar outra vez. - "eu ... quero dizer hoje não é o meu dia"- disse desistindo de contestar os últimos acontecimentos.
_"Eu tenho um saco na mota espera." - saiu a correr ate há mota, e voltou com um saco de pano com alças, começou a colocar as coisas dentro e esticou-lho, e mais uma vez ela não se conseguia mexer, ficou a observar lhe o cabelo o sorriso, ele parecia tímido.
_"O-obrigada."- disse lhe ela sorrindo.
_"Olha para ti estás toda encharcada. Precisas que te leve a algum lado, isto é tudo culpa minha." - disse preocupado.
_"Não eu só queria um táxi, mas assim que um parou, passaram me há frente."- explicou "Hum, que falta de consideração, já não há cavalheiros nesta cidade" -falou em tom de troça e riu-se.
_"Foi o que eu..." - e corou por perceber que ele tinha ouvido - "eu só preciso chegar a casa, foi uma péssima ideia sair neste temporal" - pronunciou em tom derrotista.Muito depressa o jovem levantou o braço direito e assobiou muito alto e um táxi, parou como que por magia. Abriu a porta e fez lhe um gesto cortês para que ela entrasse.
_"ÃH, como é que tu... " - olhou para ele e para o táxi abismada, sorriu e preparou-se para entrar quando ele segurou a pelo braço.
A sua atenção seguiu para os olhos amendoados e castanhos e prenderam-se la por instantes ela sentiu-se encantada.
"Sou o João, como te chamas?" - sussurrou levemente mais baixo que o tom de voz normal.
_"Sou uma estranha." - o sorriso dele fechou se dando lugar a um ar triste e logo de seguida esperançoso - "Nunca mais nos vamos ver provavelmente!" - falou friamente embora não fosse o que ela esperava.
_"Então o que perdes em dizer o nome." - piscou o olho e sorriu novamente.
Avançou, libertando o braço da mão dele, deslizando pelo seu braço ate que segurou-a pela a mão e beijou-lhe suavemente a pele das costas da mão fazendo a sua mão suar e um arrepio subir lhe pela espinha.
_"Chamo-me feliz coincidência " - sorriu lhe fechou a porta do carro deu-lhe adeus, e o taxista seguiu.
Sentiu-se arrependida por lhe ter negado o nome. Então baixinho como se tivesse a falar consigo sussurrou - "Chamo me Inês, se te voltar a ver prometo que te digo." - fechou os olhos e desejou chegar a casa depressa para poder tomar um banho e beber um capuchinho quente.
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Sem titulo -
Fantasyè ainda o esboço Conta a historia de Inés filha de pessoas influentes, ela pouco ou nada sabe do seu passado, mas em breve vai descobrir. Um amor pode ser revelador, quando duas almas estão mais ligadas do que pensam.
