Encaro meu terceiro copo de uisque. Bebo ou não. Bebo ou não. Me perguntando se deveria ou não. Um barulho me desperta do meu devaneio. Droga. É meu celular. Pego-o na bolsa. Há uma mensagem de voz. É dele. Não me dou o trabalho de escutar. Desligo o celular e jogo de volta na bolsa.
Encaro meus dedos que passeiam ao redor do copo.
Ele me deixou e eu não fiz nada, apenas levantei e fui embora, talvez a culpa tenha sido minha, nunca fui boa com pessoas. Lincon era o meu namorado a um ano, nos conhecemos logo que eu terminei a faculdade, ele era o garoto que todas queriam, menos eu, até então. No começo eu o achava um cafajeste sem caráter mas mudou quando eu o conheci melhor.
Iriamos fazer um ano e dois meses hoje, fomos a um restaurante, e estava tudo muito bem até ele dizer:
- Charlote - ele me chama.Ergo meu olhar ao encontro seu. Ele continua.- Preciso te dizer algo.
- Diz - digo com o couro cabeludo já coçando.
- Precisamos terminar - Ele diz meio receoso. Encaro-o pasma e ele continua. - Eu conheci outra pessoa, e eu gosto dessa pessoa. - ele diz
Agora estou atônita.
- Como ? - pergunto em um fiasco de voz.
- Eu conheci uma pessoa, no começo era só amizade mas ai eu me apaixonei por ele, foi rolando e acabou .... Que eu ... Bom ... Eu te trai. - Ele diz encarando seus dedos.
Abro a boca pra falar, mas nada sai, ele continua.
- Eu gosto dele Charlote e é por isso que não pode mais existir um nós. - Ele ergue seu olhar pra mim e franze a testa. Apenas o encaro pensando em mil palavras para dizer a ele, mas por fim , apenas me levanto e vou embora.
Bom, e isso me trás ao agora. Engulo meu ultimo gole de uisque e olho em volta. O Jhon's é um dos meus lugares preferidos, é um bar perto de uma fraternidade, com paredes escuras um palco pequeno mesas espalhadas pelos cantos e um enorme balcão de mogno escuro.
Hoje está mais cheio que o normal, olho meu copo vazio e me obrigo a não pensar em Lincon, mas falhando miseravelmente. Lembro de sua cara com uma expressão confusa, ele achava que eu iria fazer mil e um chingamentos a ele, eu o surpreendi quando levantei e fui embora daquele restaurante.
Eu não o amava.
E é por isso que estou em um bar bebendo e não em casa chorando.
- Mais uma! - Grito ao garçom
- É por minha conta Kellan, e me vê um com bastante gelo. - Diz uma voz grossa.Viro me imediatamente dando de cara com um Deus Grego em pessoa.
Puta que pariu.
Meus olhos percorrem seu abdômen definido marcado por sua camiseta preta, subo meu olhar para seus ombros cobertos por uma jaqueta de couro preta. Por fim ergo meu olhar a seu rosto.
Puta que pariu!
O cara é lindo.
Encaro seus olhos cinzas e puta merda são os olhos mais bonitos, intensos e sombrios que eu já vi.
Seu olhar está preso ao meu e isso é desconcertante pra caralho.
Quebro o contato visual quando o garçom deposita dois copos de uisque no balcão.
Automaticamente me viro e bebo um gole.
Encaro o deus grego que agora esta sentado ao meu lado me encarando.
Seu rosto tem uma barba por fazer, pele branca, sobrancelhas bem definidas, boca levemente carnuda, e um rosto muito bem definido.o cara exala sensualidade,puta merda.
- Noite Ruim ?. - pergunta olhando sua bebida
- Não - respondo omitindo.
Então ele me encara, volto meu olhar para o meu copo. E de repente me pego sorrindo da minha mentira, eu sempre odiei mentiras e cá estou eu mentindo pra um estranho extremamente bonito.
Viro-me para ele e digo.
- Talvez - Ele me encara com a expressão neutra.
- Sinto muito. - Ele diz prendendo seu olhar ao meu.
- Não sinta - digo bebendo mais um gole da minha bebida.
- Não sinto - diz ele simplesmente. Encaro-o instantaneamente. Ele tem uma expressão sombria no rosto. É melhor eu ir, engulo o resto da minha bebida e jogo uma nota de vinte no balcão, viro me para descer do banco e esbarro meu corpo no seu, e uma onda de eletricidade me percorre. Encaro-o perplexa e ele me olha, podia jurar que uma expressão de surpresa atingiu brevemente seu rosto, mas ele logo se recompõe. Tenho que ir digo ao meu inconsciente.
- Tenho... Que ir - digo com a voz trêmula.
Viro me e começo a andar, mas paro ao sentir uma mão tocando meu braço. Olho para ele. Seus olhos estão fixos no meu.
- Seu nome ?- pergunta com uma leve expressão curiosa.
- Charlote. - digo olhando-o
Ele me solta.
Aceno brevemente e empurro a porta de saída. Entro no primeiro táxi e dou meu endereço, apoio a cabeça na janela e me permito pensar no meu dia.
CITEȘTI
Together
DragosteEles nunca quiseram tanto algo antes. Eles vão lutar por seu amor. Contra tudo e todos, até mesmo contra seus demônios.
