a último suspiro

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Klaatu é um alienígena enviado à Terra. Sua função é salvar o planeta. Sim, o planeta, não os humanos. Esse conceito reverbera na ficção científica desde a primeira versão de O Dia em que a Terra Parou e encontrou portavozes famosos como o agente Smith, em Matrix, que nos compara a um vírus destruidor. Agora a mensagem original retorna aos cinemas, com nova roupagem, elenco de famosos e todo seu discurso de urgência. Na primeira versão, o perigo era o holocausto nuclear, que tanto influenciou o mundo por conta da Guerra Fria. Mas agora não há armas ou guerras envolvidas. O erro está mesmo em nossa raça. 

Por isso, uma raça mais inteligente decide preservar o ecossistema terrestre. E estamos no caminho. Ótimo argumento para colocar todo mundo em risco logo de cara. A sempre linda Jennifer Connelly surge como uma das cientistas envolvidas na investigação sobre um objeto prestes a se chocar com a Terra. Mas em vez de uma grande explosão apocalíptica, somos confrontados com um emissário. Como bom emissário, há uma mensagem, uma necessidade de contato, mas todas as tentativas são infrutíferas, por conta da postura militar norte-americana, que faz o que bem entende em prol da segurança nacional. Crítica direta e atual, mas curiosamente reciclada do roteiro original de Edmund H. North. Algumas coisas realmente não mudam, para azar dos norteamericanos que se vêem incapazes de fazer qualquer coisa para evitar a tragédia. temos apenas uma arma capaz de impedir o fim do mundo: a compaixão e a inteligência. Por mais que Jaden Smith e Jennifer Connelly se esforcem para mostrar a Klaatu que merecemos outra chance, o melhor momento do filme envolve Keanu Reeves e John Cleese, num diálogo fantástico, mas sem palavras. 

o último suspiro da humanidadeWhere stories live. Discover now