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A rua estava calma, poucas pessoas passavam por ali, meu turno terminava as 00:00 horas. Decidi arrumar um trabalho de meio espediente aos meus 17 anos para que eu nao me tornasse um peso para meis pais dotivos:Charlie e Cassandra. Atualmente eu moro em Paris, nos mudamos a pouco tempo. A gente veio de NY, não sei porque eles quiseram vir pra cá, foi uma mudança repentina. Cada memória que tenho são só deles, não lembro da minha mãe ou pai biológico , Eles me disseram que minha verdadeira mãe morreu no meu parto e mais nada me disseram.

Meus pelos se arrepiam, a noite estava melancólica, sombria até. Olho para os lados um pouco cautelosa, não havia ninguém me seguindo era o que parecia mas o que eu sentia era como se alguém estivesse me observando nas sombras. Não gosto nenhum pouco me sentir como a caça e não o predador, me sinto encurralada. Apresso meus passos, até que finalmente vejo minha casa, suspiro de um alívio contido. Entro em casa fecho a porta e solto a respiração que estava prendendo. Essa não era a primeira vez que que sinto que estou sendo perseguida. Não contei nada para meus pais para não se preocuparem.

Coloco minha bolsa no sofá e vou a procura da minha mãe.

-Mãe ? Já cheguei ! - subo as escadas. A casa está bem silenciosa, o que era estranho, já que minha mãe é sempre Alegre e andava por ai cantarolando . Escuto um choro contido vindo do quarto dos meus pais, vou diretamente pra lá.
Vejo minha mãe chorando e meu coração se aperta a ver essa cena. Ela estava vendo algumas fotos e chorava sem parar.

-Mãe, não chore. Eu estou aqui.- olho para ela, seu cabelo estava meio bagunçado. Passo a mão ajeitando seus cabelos lisos e loiros, olhos seus olhos e sempre me surpreende o quanto são vivos e brilhantes. Eu e minha mãe somos diferentes ja que ela é a mais calma e eu a mais temperamental.

-Mãe o que houve ?

-Ah minha filha querida. Te amo tanto, mesmo que não tenha saído de mim.

- Vamos mãe esqueça isso. Eu também te amo muito, você que me criou como eu não poderia amar você e o papai? Em falar nele, já deve estar chegando.
Puxei ela pela mão e desci as escadas com ela, começamos a preparar o jantar.
Minha mãe não conseguia ter filhos, então eles só tinham a mim. O que as vezes para ela era devastador. Me machuca toda vez que ela fica assim melancólica.
Ouvimos uma partida na porta. Gritei um já vai e atendi a porta. Era meu, pai. Estava com um terno, e parecia cansado. Dei um beijo no seu rosto e o cumprimentei.

-A mamãe está lá na cozinha.

-Ah sim querida, vou dar um beijo nela.

Como todo marido e mulher, meus pais adotivos brigam mas sempre se resolvem, e voltam cada vez mais Unidos. Era bom ver um relacionamento assim. Sei que sou meio explosiva e vai ser difícil achar alguém que um dia me queira do jeito que eu sou, mas sempre vou ter esperança. Pode parecer tolo eu sei.

Encontro meus pais conversando aos sussurros, como se estivessem conversando sobre algum segredo . Estavam sérios e com as expressões estranhas.

- O que foi pai ?

-Nada filha. Não precisa se preocupar.

Minha mãe me deu um sorriso fraternal, sorri de volta mas as dúvidas ja ficaram na minha mente.
Durante o jantar eles continuavam com os olhares um para o outro e depois pra mim. Não aguentava mais esses olhares, por fim quando terminamos de jantar resolvi perguntar o que estava acontecendo :

-Mãe, pai, alguém pode me dizer o que está acontecendo?

-Está na hora Charlie, já passamos da hora de falar para ela.

MEU pai olhou indeciso pra mim, por fim deu um suspiro.

-O Nome da sua mãe biológica era Elizabeth Colins, a conheci no acampamento meio sangue, onde abrigam semi deuses... - interrompo meu pai antes mesmo que ele pudesse terminar de falar.

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⏰ Last updated: Jun 19, 2017 ⏰

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A filha de Hades (Repostando)Stories to obsess over. Discover now