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Em 728 D.C em um mundo onde guerras eram travadas entre o mundo dos humanos.
O mundo dos humanos estava repleto de ódio, rancor e brigas, mas em ao meio do caos uma mulher vivia em um lugar mais afastado da vila de NorthWater, era uma casa simples no meio da floresta onde poucas pessoas tinham acesso.
Elife viva uma vida sem regras, onde nada nem ninguém poderia mandar nela, ela vivia sozinha e não se importava com isso. A guerra só fez com que ela se aprofundasse mais em sua solidão e se escondesse cada vez mais.
Certo dia, por volta do meio dia Elife ouviu um estrondo na parte de fora de sua casa, e foi verificar. Ao abrir a porta viu que os soldados da guerra estavam se aproximando rapidamente.
Ao ver que não teria como fugir resolveu esperar e torcer para que eles não achassem sua cabana, cerca de uns cinco minutos depois ela ouve alguém em sua porta, e gentilmente a abre.
- General á que devo a honra de sua visita em minha humilde cabana?
- Senhorita Elife peso que venha conosco, aqui não é mais seguro, e temo que sua vida esteja em risco.
- Não se preocupe comigo general Willeg, aqui estou a salvo, nada poderá me fazer mal enquanto estiver que em minha casa.
- Se a senhorita se opõe a sair terei que deixar um de meus soldados para que a proteja, não me sentirei bem se eu souber que está no meio da floresta sem nenhum tipo de proteção, a nossa vila terá que se mudar, está toda devastada por causa da guerra.
- Se faz tanta questão eu aceito, mas peço que o mantenha distante da minha porta.
Descendo assim General Willeg deixa seu mais bravo e mais corajoso soldado, Pleteus, para tomar conta de Elife.
No começo tudo era muito estranho, Elife estava acostumada om a solidão, e se sentia bem desta forma, mas o tempo foi passando e ela foi aprendendo a conviver e a gostar de Pleteus.
Pleteus eram um homem de seus 23 anos, era alto, rosto com seus cabelos e olhos negros como a noite, enquanto Elife era uma moça muito bela, ela tinha longos e cacheados cabelos ruivos, olhos verdes como a mata.
Ambos não passavam um dia sem ficarem horas sentados à beira do rio conversando, falavam sobre tudo, mas principalmente sobre um futuro pós-guerra.
Com o passar do tempo Elife e Pleteus foram se aproximando não só fisicamente, mas emocionalmente.
Após anos se escondendo de tudo e de todos, tentando não amar, não entregar seu coração a mais ninguém, se escondendo no abismo da solidão aparece Pleteus um homem calmo, gentil, atencioso, amoroso e acima de tudo amoroso para com os outros.
Tinham certeza que todo aquele sentimento não poderia ser passageiro, mas o medo de se entregarem um para o outro fazia com que os dois se fechassem cada vez mais para as coisas do mundo.
Certa manhã Pleteus foi a beira do Rio pegar um pouco e água e pescar peixes frescos para o almoço, após horas sem sucesso Pleteus resolveu sentar se a sombra de uma grande árvore, e acabou adormecendo.
Horas depois ele acorda com o cesto cheio de peixes o balde cheio de água, e um bilhete dizendo " Cuide bem dela, ela é tudo o que temos”, sem entender muito bem o que havia acontecer ele balbuciou " Dou minha vida por ela se preciso", levantou se e foi em direção a cabana.
- Já era hora de chegar, estava começando a ficar preocupada com você, sai ainda cedo e já passa do meio dia e nada de chegar ia mandar a guarda atrás de você Pleteus, não suma mais assim.
- Minha queria Elife não iria a lugar algum se não fortes comigo, fui apenas até o rio pegar nosso almoço e um pouco de água para nos refrescarmos.
- Se a ideia é nos refrescar, após o almoço podemos ir até o rio e nadar um pouco, sentarmos há sombra do meu velo e querido carvalho.
- Ótima ideia, minha querida!
E então Elife pegou os peixes e os preparou com o maior carinho, mas sabia que aquela não tinha sido apenas uma pescaria comum, pois sentia que havia algo diferente nele.
Após o almoço Elife e Pleteus saíram da cabana e foram descendo em direção ao rio conversando e rindo muito. Quando estavam chegando perto do rio Elife tremeu ao ver que a água do rio estava vermelha.
Elife ficou branca como um fantasma, pois sabia que a cor daquelas águas eram um mau presságio, e o futuro que estava por vir seria muito sofrido.
Rapidamente as águas do rio tornaram a sua cor original, mas o semblante de Elife ainda era aterrorizante, mas ela sabia que não poderia contar sua visão a ninguém, pois quem acreditaria em tal fato?
A vida estava calma demais, pensou, mas a vida é uma série de coisas ruins seguida por breves intervalos de felicidade, e como ela estava feliz.
Pleteus sem entender nada caminha até Elife para ver o que estava acontecendo, e se espanta ao ver seu rosto tão aterrorizado.
- O que houve Elife?
- Não sei muito bem, as coisas ficaram meio turvas, não sei o que houve.
- Mas esta aterrorizada o que viu que te assustou tanto?
- Não foi nada pensei ter visto uma cobra só isso.
- Não estou convencido que tenha sido isso, mas não insistirei!
- Você não entenderia se eu te contasse, acharia que estou louca.
- Jamais acharia isso de você minha querida, é a pessoa mais sensata que eu conheço.
- Não acho que esse seja o melhor momento para falarmos sobre isso, quem sabe uma outra vez.
E assim voltaram para casa, para que Elife pudesse descansar e ser recuperar do susto que tomou ao ver as águas vermelhas.
Algum tempo depois, o susto de Elife já estava no esquecido e ambos haviam retomado suas vidas normalmente, passando horas conversando sobre o futuro e seus benefícios.
Certa manhã Elife acordou cedo, foi até a floresta colher alguns frutos para o café da manhã, foi até o rio para pegar água, e até o curral para pegar leite.
Sentados à mesa Elife começa a explicar o que houve no dia e que foram até o rio.
- Pleteus, sei o que vou lhe dizer não é de fácil compreensão, mas tente me entender, só guardei este segredo para te proteger de tudo o que poderá acontecer daqui para a frente. Há muitos e muitos anos minha família vem protegendo esta floresta, e tudo que habita nela, desde amomais, árvores, cada flor, cada pedacinho viemos protegendo com nossas vidas se preciso.
- Eu entendo que não quer sair daqui, pois há um legado de sua família, mas a vida continua fora daqui, tem que entender que se ficar aqui viverá em mundo só seu, sem ninguém isolada de tudo e de todos.
- Eu sei disso, e aceito meu destino! Mas não é só isso, está floresta não é como as outras há vidas aqui que ninguém acreditaria que existe, há seres que para muitos não passa de fantasia, mas são reais, eu sei que são.
- Seres místicos é o que você está me dizendo que habitam esta floresta?
- Sim meu querido Pleteus, quando era criança vinha passar minhas férias com a minha avó, e ela me contava histórias lindas sobre fadas, duendes, gnomos, seres que até então achava que não eram reais, o tempo foi passando e as histórias da minha avó ficam cada vez mais difíceis de acreditar, então em uma noite, ela me levou para dar u passei pela floresta, e começou a me explicar que nossa família vinha de uma linhagem de guardiãs de um lindo portal, que nos leva até um jardim secreto.
Fiquei muito curiosa para saber a localização desse portal mágico, mas ela nunca me revelou seu verdadeiro local, o que ela sempre me dizia era que meu coração iria me guiar até sua entrada, no momento em que eu mais precisasse, e que nesse dia eu iria entender todos os segredos de ser uma guardiã.
- Isso me parece um pouco improvável de ser real, um portal? Onde já se viu um portal existir fora de um livro?
- Sei que é difícil de se acreditar, eu mesma não acreditei no começo, foi quando minha apercebeu minha descrença e me levou até esse tal portal, a única coisa que me lembro deste dia, foi de ter ido dormir em minha cama junto a lareia e ter acordado em um lindo jardim.
- Besteira devia estar sonhando, não consigo acreditar em uma só palavra dessa história, seria melhor ter me dito que não queria me contar o que estava acontecendo, pois não confia em mim, para me contar de seu sentimento, seria melhor do que ficar inventando mentiras.
Levantou se enfurecido e saiu batendo o pé em direção a porta.
- Se não confias em mim vou me embora e não voltarei direi ao general Willeg que estará mais segura sem mim por perto, pois ficará melhor sozinha, pois está mais que acostumada.
Antes que Elife pudesse falar qualquer coisa Pleteus subiu em seu belo cavalo e saiu a galopes por entre as árvores.
Elife preferiu não reagir, não saberia que fazer de agora em diante, mas de uma coisa ela tinha certeza não iria deixar aquela casa por nada, sua missão era cuidar da floresta e era isso que ela voltaria a fazer com todo ardor.

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