1.323 a. C., Egito Antigo
- Faraó - disse o vizir atrás de Tutancamon - eles estão chegando.
O rei egípcio se virou e acenou positivamente ao homem, indo em direção a sala de armas.
Se armou com o arco de chifres de antílope e seguiu para o carro de suas rodas, o qual usava para as batalhas.
- Gurrreiros - o faraó chamou a atenção do seu exército - os Assírios tem homens muito fortes e eficiente, mas Amon estará conosco nos protegendo. Fiquem atentos para mantermos as posições.
Após seu discurso, todos foram para sua divisões. Quando estavam saindo da cidade de Menphis, todos os egípcios saíram as ruas para prestigia-los e invocar os deuses para confirmar a vitória que viria. Porém, Tutancamon não estava tão confiante. Ele sentia em seu peito que algo estava errado, mas não poderia abandonar a batalha. Era nele que o exercito confiava; era por ele que os egípcios pediam aos deus a vitória; e era ele a responsabilidade de ser o representante dos deuses na terra.
O exercito se dividiu em quatro grupos: grupo Amon, grupo Tá, grupo Ptah e grupo Sabek. O primeiro grupo, guiando os outros, estava Tutancamon liderando e observando o deserto infinito ao seu redor.
Andaram por cerca de 5 quilômetros r não avistar nada, então o faraó disse ao seu grupo:
- Guerreiros de Amon, nossos inimigos voltaram para suas terras! Os deuses lutaram por nós e nós abençoaram - disse ele sorrindo e os gritos dos soldados encheram o local, fazendo com que a tensão flautecesse como areia sendo levada pelo vento.
- Atenção, atenção - disse Tutancamon - vamos acampar aqui e esperar os guerreiros de Tá chegarem.
Dessa forma, todos retiraram suas armas e sentaram na areia para esperar. Enquanto isso, envolta da fogueira que construíram, contavam histórias sobre os deuses e enalteciam o faraó.
Horas mais tarde a próxima divisão chegou e percebendo a vitória, se juntaram para festejar.
Os gritos animados dos egípcios se misturaram com os gritos de fúria. Todos ficaram em silêncio, até que menos de 50 metros de distância deles, surgiu das dunas de areia o exercito Assírio.
O tempo era muito curto para se armarem e o desespero tomou conta de todos:
- Eles são muitos - um dos egípcios diziam.
- Eles tem armas diferentes das nossas - outro egípcio dizia.
- O que faremos meu senhor? - diz um dos guerreiros ao faraó.
Mesmo em choque Tutancamon ergueu a cabeça e disse:
- Defendam nossas terras com suas vidas! - e assim fizeram.
Todos foram de encontro ao exército oponente, mesmo estando em uma proporção de 3 assirios para 1 egípcio.
Tutancamon não ficou para trás, pegou seu arco e seguiu os outros guerreiros. Infelizmente, o arco era muito pesado e por causa de sua doença na perna, atrapalhava seu andar. Então tomou a decisão de deixar o armamento para trás.
O faraó parecia o próprio Deus Horus lutando com suas mãos para manter o reino
Os guerreiros egípcios olhavam e ficavam fascinados com sua determinação em acabar com os assirios.
Após passar por dois homens do exército inimigo ele se separou com um homem muito alto e forte. Sua postura era superior a todos o que não deixou dúvidas: ele era o rei Assírio Enril-Nirari.
Apesar de não falarem a mesma língua, seus olhos negros como o céu em noite de eclipse deixava claro suas intenções.
O rei Assírio deixou sua lança de lado para que os dois lutassem de igual para igual.
Com os punhos tremendo pela adrenalina que dominava seu corpo, Tutancamon começou a correr em direção ao Assírio, que fez o mesmo. Com os músculos tencionados e a raiva emanando de seu corpo, o rei pula em cima do faraó fazendo-o ir de encontro ao chão de maneira violenta.
O faraó se levanta e vê o rei Assírio no chão, pois com o choque entre eles fez com que caíssem.
Então Tutancamon teve uma ideia rápida: ele foi em direção ao rei para pegar seu oponente desprevenido. No entanto, o rei Assírio foi mais rápido. Ainda no chão ele atacou um punhado de areia em seus olhos, fazendo com que cegasse o faraó. Com um golpe rápido Enril-Nirari deu um forte golpe no peito do seu inimigo, desiquilibrando-o.
Sem demora, o rei sobe em cima do corpo de Tutancamon, que estava estudando na areia, e inicia uma série de socos em seu rosto. Cada soco que o rei dava, aumentava sua sede de sangue, até que ele viu uma pedra singela e pequena. Sem pensar duas vezes, a pegou e golpeou a cabeça do faraó.
No momento, Tutancamon ficou tonto e foi sentindo sua vida se esvairando do seu corpo. Antes de suas vistas ficarem escuras, ele viu um de seus soldados atingir uma lança nas costas do rei Assírio, que caiu em cima do corpo de Tutancamon.
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O Faraó e a filha de Amon
RomanceFaraó Tutancamon foi encontrado em 1922 por Howard Carter no Vale dos Reis. Segundo ele, ao entrar na tumba não havia nada, mas ao adentrar cada vez mais, as formas foram aparecendo. Várias riquezas e maravilhas descoberts, e mais a fundo o sarcófag...
