"Não me lembro muito de quantos dias bons tive na vida, mas lembro de um dia em especial, o dia que conheci Vinícius, o dono dos olhos mais lindos e hipnotizantes que ja tinha visto."
Me chamo Nina, tenho 17 anos e o que vocês acabaram de ler foi um trecho do meu "caderno de anotações/desenho", sim eu amo desenhar, ouvir música, e ler como todo adolescente da minha idade. E tenho que contar pra vocês agora sobre esse dia!
Vamos lá...
Uns 6 meses antes de escrever isso no meu caderno, digamos que... Bem, eu nunca fui muito sociável, gostava mesmo de ficar na minha, só eu e meus desenhos. Sentia que as pessoas me olhavam como se pensassem "quem é essa estranha?" E tenho que confessar que isso me incomodava muito, e me deixava triste, desacreditada das pessoas. Pensava comigo mesma: Por que tão cruéis? Tão egocêntricas? Sempre julgando as pessoas e as intitulado, enfim...
Meus desenhos e meus fones sempre foram minhas melhores companhias, principalmente depois que entrei no curso novo de desenho técnico.
Não sou muito de puxar assunto, mas foi lá que conheci uma das pessoas mais legais, a Elis, ela era uma pessoa muito divertida e foi a única que não teve medo de mim quando pisei o pé na sala de aula. Sim! As pessoas tinham medo de mim!
Como nunca fui de fazer muitas amizades, ficava observando as pessoas, e em uma dessas "observações" eu acabei fitando uma pessoa sem querer, digamos que teve um pouco de querer sim, mas foi totalmente inocente a forma que eu fiquei observando aquela pessoa, foi a primeira vez que me sentir quase na obrigação de me aproximar, como meu signo é forte, não fui de cara, sem contar que morro de vergonha!
Fui pra casa com aquilo na cabeça, não podia acreditar que uma pessoa ia me deixar tão perdida assim. Nesse dia não prestei atenção em mais nada, só ficava imaginando o por que de tudo aquilo, as horas se passaram e eu fui pra minha cama, ouvindo música pra tentar me distrair acabei pegando no sono.
No dia seguinte o despertador não deu sinal de vida e quase perdi a hora. "Que ótimo, atrasada no segundo dia de aula" pensei.
Ao chegar na sala, a qual corri o corredor inteiro pra tentar chegar a tempo, o professor me fez voltar e pedir uma autorização pra entrar.
-Ora, ora atrasada no segundo dia de aula! Como é seu nome, minha jovem?
-Nina
Respondi como se tivesse aprendido a falar naquela hora e morrendo de vergonha.
-Nina, minha jovem, vou ter que pedir que você se dirija a orientação de estudantes e pegue uma autorização para assistir minha aula
-Sim, senhor!
Quando eu estava saindo da porta da sala, sentir uma mão no meu ombro, era o professor me puxando de volta pra falar mais alguma coisa, logo ele me virou para a sala de aula e bem mais alto que antes disse...
- Espero que isso aqui sirva de exemplo para que não cheguem atrasados na minha aula, agora vai lá Nina, busque sua autorização!
Falou ele com o sorriso mais irônico e debochado, podia sentir minhas bochechas quentes, estava morta de vergonha.
Quando me virei, pudi ver uma pessoa sentada, parecia esperar a tal autorização também. Fui calada até onde eu tinha que ir, chegando lá fiquei de cabeça baixa e calada, como sempre.
Quando chegou minha vez, entrei em disparada na sala, mal reparei que alguém tava saindo dela, quando voltei pra mim bati de frente com o cara mais sério e lindo da sala. A única coisa que saiu foi:
-Foi mal!
Ele continuou sério e balançou a cabeça!
Antes que eu conseguisse pegar minha autorização, a moça que trabalhava lá me pediu que chamasse a pessoa que tinha acabado de sair
-Me faz um favor, chama o rapaz que acabou de sair!
Disse ela, e eu fiquei paralisada só de pensar. Não sei o que me deu naquela hora!
A moça continuou:
- O nome dele é Vinícius!
Não sei como, mas saí da sala e chamei pelo nome dele, minha voz tava toda travada quase não saiu as palavras direito.
-Vinícius!
Chamei ele, o eco do corredor ajudou para que ele escutasse e virasse pra mim, fiquei em choque, era como se eu não sentisse uma parte do meu corpo, ele se virou e me encarou tão confuso quanto eu...
