Notas da autora:
Ok, essa é a minha primeira fanfic terminada e postada em toda a minha história, então eu adoraria que deixassem suas opiniões, por favor.
PS: fui inspirada a escrever essa pequena fic pela música "Someone Like You" da Adele
Agora, a fanfic
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Lá estava ela, tão bela como sempre foi aos meus olhos. Seu vestido branco junto com os pequenos lírios que brotavam de seus longos cachos, escuros como uma noite sem luar, pareciam reluzir a pouca luz que provinha das nuvens que cobriam o céu daquele dia tão pálido.
Ao vê-la depois de tanto tempo, meu coração pareceu parar de bater por um instante ou dois, e uma pontada de dor em meu peito fez com que uma lágrima deixasse meus olhos cansados.
Ainda sim, um pequeno sorriso surgiu em meus lábios. Pareceu-me por um momento que o mundo havia se entristecido comigo, pois senti um pequeno floco de neve atingir meus dedos.
Encolhi em meus encardidos trajes negros e puxei meu capuz um pouco mais para baixo. Com rápidas passadas estava descendo as paredes da torre da Igreja. Não havia como ter pressa, somente a noite poderia esconder-me o suficiente para que pudesse aproximar-me de meu anjo.
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A neve caia, cobrindo as belas pétalas das flores que se acomodavam nas mesas. Embranquecendo ainda mais o jardim da pequena Igreja que há pouco encontrava-se esbanjando vida, repleto de risadas dos meus convidados que jamais se cansavam de brindar suas taças, desejando tudo de mais comum ao nosso futuro. Meu e de meu marido.
O fantasma de toda aquela animação ainda entrelaçava-se aos meus pensamentos enquanto olhava para a torre da Igreja. Um vulto negro parecia encolher-se lá no topo.
O baixo som de passos na neve me trouxe de volta ao presente. Virei-me para olhar o homem que mostrou-se o mais feliz de todos os presentes. Ele estava de pé, somente a alguns passos de distância. Seus cabelos dourados escureciam devido à umidade dos flocos de neve lá acomodados, seus olhos verdes me encaravam com preocupação. " Pequena Lotte?". Ele se aproximou e segurou meus braços que envolviam meu peito em uma vaga tentativa de me aquecer. " O que você está fazendo aqui fora?. Irá adoecer assim". Dei um sorrisinho e envolvi seu pescoço. Ele percebeu a minha intenção e puxou-me para mais perto. Eu o beijei profundamente e ele passou o braço por meus joelhos, levantando-me. Ele beijou o meu pescoço e senti seus lábios descerem para meus seios. Soltei um risinho devido às cócegas e trouxe seu rosto de volta para mim. "Vamos?". Ele assentiu e me carregou até a carruagem que nos levaria à nossa nova casa perto dali.
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A noite caiu e me encontrei na varanda do nosso quarto, sentada, observando as estrelas. Raoul dormia profundamente com efeito de todo o vinho que bebemos pela tarde. Estava um pouco decepcionada, devo admitir, a noite não se passava do jeito que eu havia imaginado. Nem ao menos chegamos a nos despir e meu mais novo companheiro caiu no sono. Agora estava ali solitária e tendo calafrios graças a brisa gélida que adentrava minhas vestes noturnas.
A carteira de cigarros na escrivaninha de repente pareceu-me muito atraente. Nunca havia fumado antes, mas aquele não se mostrava um mau momento para experimentar. Com cuidado, acendi um dos cigarros na pequena lamparina da varanda. Sentei-me novamente e traguei. Engasguei um pouco, mas logo me acostumei e minutos depois estava me distraindo com os desenhos formados pela fumaça que subia no ar frio da noite.
Em algum momento, pouco depois, meus pensamentos encontram o caminho de volta àquela figura negra do alto da torre. Não conseguia livrar-me da sensação de já tê-la visto antes. Em minha mente, aquela figura foi crescendo até se transformar no vulto de um homem encapuzado que rapidamente virou-se para mim, revelando a máscara branca que conheci tão bem.
Levantei-me
Joguei o cigarro para o jardim lá embaixo e senti meu corpo gelar novamente. Suspirei. Precisava sair um pouco para afastar aquela lembrança.
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A noite caiu enquanto rondava o jardim da casa que guardava o meu amor e seu novo companheiro.
Colhi algumas rosas e as enlacei com fitas de cetim pretas. Perdido em pensamentos, as espalhei pelos cantos mais escondidos do pequeno bosque que envolvia a casa, onde julguei que nenhum Visconde as encontraria.
Eu a observei de longe, tomando cuidado para que não me visse. Ponderei por um bom tempo se me atreveria a chamá-la, porém não tive coragem para fazê-lo. E se ela sufocasse um grito e corresse para o seu maldito amante? Eu não suportaria que fugisse de mim outra vez.
Quando a vi adentrar seu quarto novamente, me atrevi a sentar em um dos bancos cobertos de neve, perto de uma minúscula fonte destinada a servir de bebedouro aos pássaros.
Acariciei a rosa que restava em minhas mãos, mergulhando em lembranças de um passado tão recente, porém tão distante. Lembrei-me de sua voz, poderosa como a tempestade e ao mesmo tempo doce como a do rouxinol, que cantava com toda a vida as letras de ' Think of me'. Mas, inevitavelmente, logo a vi dançando ao lado do garoto, as mãos dele em sua cintura e as dela em seu rosto durante o beijo que partilharam nas alturas do meu lar.
Esmaguei a rosa.
O som de pés firmes se enterrando na neve fez com que eu levantasse o olhar.
Ela estava de pé ao lado da fonte, vestida com a mesma capa que usara no cemitério em sua última visita ao túmulo de seu pai. Segurava um lampião na altura de seu rosto, a chama da vela refletia-se em seus olhos, dando a ilusão de que estes queimavam ao me encarar." O que faz aqui?". Sua voz, outrora tão doce e tímida, soara tão fria quanto o gelo que nos envolvia. " Christine". Eu me levantei e dei um passo em sua direção. "Eu...". Outro passo. "Eu vim pedir o seu perdão". Ela abaixou o lampião lentamente, sua expressão suavizou um pouco. Suspirou."Não guardo rancor por tudo o que você fez... e , por mais que você tenha merecido, eu nunca consegui odiá-lo, apenas teme-lo". Eu estremeci e tentei tocar seu braço. "Não ". Ela se afastou um pouco." Por favor...". Ela sussurrou. Não pude me conter. Respirei fundo e tomei seu rosto em minhas mãos."Christine-"." Eu não o temo mais". Ela me interrompeu. " Temo apenas o que sentimos um pelo outro".
Gentilmente, ela colocou suas mãos sobre as minhas, forçando-as levemente para baixo, mas minhas mãos permaneceram imóveis."Fantasma?". Ela me encarou novamente, seus olhos ameaçando voltar a sua rigidez."Anjo". Eu disse, minhas mãos deslizando para a sua cintura. Senti ela ficar tensa sob meu toque."Fantasma, por favor, não me obrigue a expulsa-lo daqui. Eu já disse que te perdoo, pode ir embora. O que mais você quer?". Eu não respondi. Devagar, ela tirou o meu capuz e tocou a parte descoberta do meu rosto."Meu anjo". Eu a encarei, meus olhos queimando de desejo e a apreensão. " Você sempre me deu tanto e eu retribui com tão pouco..." Seus olhos se estreitaram e ela se afastou rapidamente, ameaçando dar as costas para mim. " Lamento não poder dar a única coisa que pediu de mim".
"Christine". Mais uma vez, eu me aproximei dela e envolvi sua cintura por trás. " Por favor, não me evite". Cuidadosamente, enterrei meu rosto em seus cabelos, sentindo o leve aroma de lírios. Apertei-a mais forte. "Você já me dá aquilo que eu quero, em pequenas doses, sem perceber". Encostei meus lábios em seu ouvido." O verdadeiro problema é que eu já te dei tudo que tinha e agora estou desesperado, apressado demais para receber de volta o sentimento...". Senti sua respiração parar, ela ficou imóvel. "Fantasma...Eu nem mesmo sei o seu nome...". Virei-a para que olhasse em meus olhos."Me chamo Erik". "Erik". Ela disse hesitante, o som do meu nome na sua boca tilintou em meus ouvidos e não resisti ao impulso de chegar mais perto e brincar com suas mechas. " Eu sinto muito por fazê-lo sofrer tanto, mas eu não posso ... eu pertenço a outro".
A dor em meu peito fez com que eu segurasse seus ombros e deixasse minha cabeça cair para frente. O desespero que roubava o ar de meus pulmões lentamente transformava-se em ódio. Suspirei profundamente e fixei meus olhos nos dela. Ela mantinha os olhos fechados, seus lábios comprimidos. Franzi o cenho e abri minha boca para sussurrar seu nome, mas logo a fechei. Lentamente, beijei sua testa. Ela sorriu um pouco e as lágrimas começaram a descer por suas bochechas. Ela me abraçou."Erik, sentirei tanto a sua falta". Lágrimas também desceram por minha face. Deixei cegar-me, eu a beijei com força, enterrei minhas mãos em seus cabelos e a puxei para mim. Primeiramente, ela permaneceu estática, mas logo retribuiu o beijo de uma forma doce e lenta que quase me levou a loucura.
As lágrimas mornas continuaram a escorregar por nossos rostos."Christine...Anjo". Eu disse entre beijos. Minha mão deslizou por suas costas." Eu amo você". Ela sorriu e agarrou ou meus cabelos, seus dedos desfazendo as amarras da minha máscara. Eu a parei. Seus olhos me suplicaram. A máscara caiu. Ela beijou a parte deformada da minha face." Eu também amo você". Ela fitou meus olhos vermelhos. " Você foi meu professor, meu amigo". As pontas de seus dedos acariciaram meus lábios, ela franziu as sobrancelhas." E admito que não quis ver no que você ameaçava transformar-se...Acho que tive medo demais". Seus pequenos dedos gelados entrelaçaram-se nos meus." Ah, Erik". Ela sorriu por um momento enquanto desviava o olhar para o horizonte. "Eu ainda me odeio por desejar a sua guarda, desejar que não me esqueça. Seria melhor que me esquecesse, anjo". Eu sacudi a cabeça em exaspero. "Você sabe muito bem que eu não posso". Abaixei-me para pegar a máscara. Ela foi mais rápida." Christine...". Meu anjo observava a minha máscara, porém, seu olhar estava perdido. " Eu também temo que jamais serei capaz de esquecer".
Eu ri um riso sem vida e estiquei a mão para a máscara. "Nunca mais encontrarei alguém como você, Christine. Você estará sempre me assombrando e eu a você". Recoloquei a máscara." Você ainda me pertence e eu a você". Senti seu corpo gelar. " Fantasma...."." Shh...". Eu a silencie e me afastei em direção ao bosque. " Adeus, por enquanto...". Deixei com que a noite me engolisse.
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Ele desapareceu e, por um instante, duvidei de que não fora realmente um fantasma que viera me visitar. Não sei por quanto tempo fiquei ali, incapaz de mover-me. Em algum momento tive o impulso de juntar as pétalas caídas ao meu peito. Então o fiz e as joguei para o ar. Enquanto as observava cair, Raoul chamou por mim. Olhei para os arbustos uma última vez e então o segui.
A neve já derretia com o calor da manhã e as pétalas de rosa se perderam dentre tantas flores que o manto branco havia escondido. Mas a fita de cetim negra permaneceu ali, recusando-se a ser engolida pelo colorido ao redor, recusando-se a ser esquecida.
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Sempre comigo ( Fantasma da Ópera one shot)
RomancePouco depois do ocorrido na Ópera, Christine segue sua vida com Raoul, tentando esquecer. Entretanto, o fantasma do seu passado vem visitá-la.
