Primeiro Episódio

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Viver em uma cidade como Lacricity, não é fácil para quem não é rico.

No ano de 1998 a fome tomava conta da nossa pequena cidade Mooncity.

Estava eu sentado nas escadas à entrada de casa olhando o movimento das pessoas no meu bairro, uma linda manhã de verão as sombras bem desenhadas no solo, minha favorita camisa xadrez qual eu trazia seguia o forte vento que parecia ser trazido pelas arvores que inclinavam sem equilíbrio algum, no interior da casa minha mãe e avó discutiam bem baixinho.

— com uma voz triste questionou minha mãe. - como faremos para ganhar um pouco de dinheiro?

— cheia de arrogância reclamou minha avó - eu não sei você foi a minha desgraça nunca trouxe-me um genro rico.

- não escolhi apaixonar-me por aquele desgraçado que abandonou-me gravida, 😢😢. — entristeceu-se minha mãe.

— respondeu minha avó dizendo. - apenas lute para dar de comer ao seu filho Lúcio, a fome está a devorar minha cidade. 😢😢

Eu sempre achei que minha avó olhava para mim e via um erro, mesmo com os meus cinco anos já entendia sua implicância comigo, eu ainda sentado no segundo degrau das escadas á entrada de casa onde ainda olhava para as pessoas e tudo ao redor, já fazia-se quase meio dia em Mooncity.
Ouvi de seguida minha mãe a chamar-me:

- Lúcioo...

Apressado fui ate ao interior de casa, ao comando de minha mãe segui ao banho para poder assentar-me à mesa e almoçar mais uma vez de pão e sopa, 10 minutos de banho já pronto lá estava eu. Almoçava e ouvia o rádio velho da minha avó, meu avô de herança deixou a casa e aquele velho rádio.

O dia rapidamente deu lugar à noite acompanhado pelo canto dos grilos e estrelas vivas

Levantei-me para buscar água na cozinha e alguém batia forte na porta que fez-me parar de curiosidade, enquanto minha avó resmungava baixinho.

- quem é? ―Com a voz miúda disse― Já são 20 horas esses vizinhos não têm relógios em suas casas?

Minha mãe saiu do quarto enquanto arranjava seus cabelos longos, abrindo a porta viu sua melhor amiga eufórica e ansiosa para dizer-lhe o que entalava a sua garganta.

- Ana... Ana... Teu sofrimento pode ter fim.

Minha avó esticou o braço direito sem fixar o olhar desligou o rádio, eu da água esqueci-me voltei à mesa como quem não quer tocar o chão.

— com o pescoço esticado disse minha avó - Ana... Não atenda suas visitas na porta, diga a Isabel que entre e sente-se para nos falar desse mistério.

Assim fez a tia Isabel, sentada cumprimentou minha avó dizendo.

- Boa noite avó Paula.

com muita arrogância minha avó já respondeu.

- então que mistério é esse de fim do sofrimento da Ana?

- é assim. Na cidade vizinha de Lacricity... — tentava explicar a tia Isabel.

— quase engasgada interrompeu minha avó. - O quê? A cidade dos ricos? Hamm?...

Muda Meu SANGUE (EM CONSTRUÇÃO) قصص لتهوسّ بها. اكتشف الآن