EL REGO
O PULSAR DE UM CORAÇÃO
ROMANCE DA VIDA REAL BASEADO NA VIDA DO AUTOR
O CORAÇÃO é uma máquina um tanto tosca, com formato ambíguo, sendo uma espécie de bomba, que suga e expulsa o sangue no corpo de um animal.
O interessante é que ele reage aos impulsos nervosos do cérebro, o que lhe dá uma característica de sintonia com os sentimentos.
Nestes anos que venho vivendo tenho pensado muito em meu coração, que muitos dizem que sendo ele sadio a gente não sente seu trabalho, um coração doente porém, seu possuidor vive a senti-lo. Ele é o gestor da vida de um corpo animal, por conseguinte se ele parar de pulsar a vida se acaba.
Escrevi este romance tendo por base as dores, os cansaços, as emoções, enfim pensando nos diversos aspectos nos quais meu coração tem se apresentado através dos tempos.
Não entendo muito de medicina, mas segundo eu soube, o coração começa seu trabalho quando nosso corpo começa a ser formatado no ventre de nossa mãe, embora sem fazer o trabalho da circulação, mas já tendo o fator da vida nele fundamentado. Ao nascermos ocorre nossa primeira respiração e com ela um sistema valvular do dito órgão, muda sua posição circulatória, iniciando então o movimento em que o coração recebe o sangue venoso, manda-o para os pulmões, que por sua vez o filtra e o oxigena. Dali o sangue retorna ao órgão pulsante,
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que o impele para corpo inteiro através das artérias e capilares.
dando condições das células serem alimentadas, e portanto energizadas.
Pretendo fundamentar este romance na trabalho que meu coração tem feito através dos anos, mas certamente o leitor identificará muitos fatores associados ao seu próprio coração. Reitero que o funcionamento desse órgão é estreitamente relacionado com nosso estado de espírito. Assim a maioria dos trechos literários estarão preenchidos com pequenos relatos das diversas situações em razão das quais o pulsar do meu coração, as vezes acelerou, as vezes se acalmou, sofreu choques, sustos, as vezes ocorrendo até lapsos e breves paradas, oriundas dos fatores externos ocorridos no momento.
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Eu tinha seis anos. Transcorria-se uma época em que minha vida era absorvida pelas infantilidades. Tais ações ocorriam na maior parte do tempo, pela admiração que eu tinha por um rego d'água limpa que passava aos fundos do quintal, e pelos carinhos de um gato rajado, ainda jovem. Digo isto devido seu modo esperto e atencioso para comigo, dei-lhe o nome de PULYN.. Baseado em conhecimentos que as pessoas tinham sobre aquela raça de gatos, eu pensava que ele era um pequeno tigre, que eu nem sabia o que era.
Na época minha família morava na terceira casa de uma fileira lado a lado, era uma espécie de colônia, contendo sete moradias. Ao fundo dos quintais passava rego, que por ter bastante água, servia para rodar um moinho de fubá e um gerador de eletricidade aos fundos da sede da fazenda. Tal sede se localizava depois dos currais de ordenhas, porém no mesmo alinhamento das casas da colônia. Meu passatempo predileto era ver PULYN tentando pegar alguma borboleta, pelo que ele dava magistrais pulos. Algumas vezes ele chegava a cair dentro do rego e saia todo murcho, correndo, e sem graça pelo fato acontecido.
A inspiração dessa história real de minha vida nasceu dias atrás, dia 20 de julho de 2015, após eu ter passado cerca de sessenta e seis anos, desde que mudamos daquela região. Naquele dia 20 de julho desejei fazer um giro por lá, parando por duas horas à sombra de uma árvore, que em tempos passados, por ela conter um oco em seu tronco, era um local de procriação de gambás. Nas horas que fiquei sob a árvore meus pensamentos voaram no tempo, dentro daquele espaço, onde vivi alguns anos em meu tempo de criança. Primeiramente lembrei-me do gatinho PULYN, pois era amoroso e muito traquinas. O rego d'agua no qual, as vezes com suas traquinagens PULYN caia dentro, além de tocar o moinho de fubá e a roda do dínamo que fornecia eletricidade, (unicamente para a sede) seguia por um km adiante, margeando um morro e repartindo suas águas num terreno inclinado, próprio para o cultivo de batatas. Minha história pelas lembranças, ocorre dentro do trecho onde o rego captava a água, até o ponto em que as remanescentes correntes desaguavam no rio Santa Bárbara,
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EL REGO
RandomA ausência de um regato, cuja existência terminou com o tempo, talvez em razão da diminuição das chuvas no planeta Terra, foi a fonte de inspiração deste histórico livro, cujos relatos são lembranças de uma época não muito distante, vividas pelo...
