Capítulo 1 (O Encontro)

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Elizabeth P.O.V

Estou na rua a rapar um frio do caral*o, já não como comida consistente há três dias. A minha vida virou merd* há quatorze anos atrás, com o que aconteceu ao meu pai. Mal me lembro dele e da minha mãe. Outra história que gostava de esquecer. Depois de tudo o que passei, a minha vida conseguiu piorar drasticamente, após a minha adopção. Quando as pessoas me diziam «vê o lado positivo da vida», quase que me apetecia enfiar um soco na cara de quem mo disse. Aqui estou eu, quinze anos depois, a viver na rua. E porquê na rua? Porque o camelo do meu "pai" adoptivo é um alcoólico e a cabra da minha "mãe" adoptiva culpava-me por isso, batendo-me com o que encontrava à mão.

Já não aguentava mais aquele inferno. Era uma tortura e eu tinha de sair de lá e para ser sincera estes têm sido dos melhores dias da minha vida.

William P.O.V

Venho de casa da minha namorada, quer dizer ex-namorada, descobri que fui encornad*. Andava com ela há um ano e meio e pelos vistos era o único sério sobre a relação. Nem acredito que consegui ser enganado todo este tempo e pela pessoa que mais amava. Não quero ir para casa ser interrogado pelos meus amigos que já devem saber da situação, prefiro ir meter-me num bar e beber para esquecer... Que maturidade, vinte anos e continuo a agir como uma criança. Também sempre fui assim... Afogar as mágoas em álcool sempre foi o meu forte. Bem, agora viro aqui à esquerda e chego ao meu bar, ao meu porto seguro. Talvez tenha sorte e consiga fazer com que ela sinta o que eu estou a sentir neste momento.

Elizabeth P.O.V

Já são três da manhã e ainda não consegui pregar olho. Só passam bêbedos, realmente a minha vida não podia ser pior... Jajão, a verdade é que esta rua é mil vezes melhor do que aquela casa. E lá vem mais um bêbedo, talvez desta vez ele não abra a boca (...) Raios! Para aqui não... Vai te embora!

"Oi, que fazes?" diz o bêbedo.

Fodasse... Nem como sem abrigo tenho descanso.

"O que é que a menina faz numa rua como esta? Precisas de companhia?" disse ele enquanto se baixava, ficando ao meu nível.

Por momentos esqueci que estava bêbedo, pois aqueles olhos cor de mel me estavam a hipnotizar. Voltei a realidade quando ouvi perguntar pelos meus pais.

"Discussão com os pais? Não me digas que a menina levou o primeiro não na vida!"

Filho da mãe, mas quem é que ele pensa que é para estar a falar daquela maneira sobre a minha vida.

"Acho que estás a precisar de lavar essa boca." disse enquanto lhe despejava com uma garrafa de água nas trombas. "Melhor agora?"

William P.O.V

Caí em mim, estou molhado e não sei porquê, a ultima coisa que me lembro é do sétimo shot que emborquei. Porque é que está uma rapariga mais nova que eu e com aspecto de sem abrigo à minha frente? Oh não, o que é que eu fiz?

"Estás bem?" pergunto dirigindo-me a ela.

É impressão minha ou ela está para chorar. Estou a ficar realmente preocupado.

"Porque é que estás a chorar?" Disse-lhe pondo a minha mão no seu rosto, "Não me digas que fui eu, o que fiz?"

"Estou na merd*, não tenho nada e não sei o que fazer, nem sequer tenho para onde ir." disse ela olhando-me fixamente com aqueles olhos verdes, que deixavam transparecer toda a sua mágoa. Mesmo assim sorria ironicamente para mim.

Não pude deixar de me sentir culpado, não a posso deixar aqui. Ela parece ser tão corajosa. É tão nova e deve ter passado por muito, mais do que eu talvez.

"Não te preocupes, vai correr tudo bem." disse-lhe colocando a mão na cabeça, por cima do capuche. "Ouve, partilho um apartamento não muito longe daqui com uns amigos, não te obrigo a nada, mas se quiseres podes passar lá a noite, vê-se mesmo que já estás a precisar de um abrigo."

Elizabeth P.O.V

Este gajo bebeu demais, mas para ser sincera acho que vou aceitar a sua oferta, a minha vida já não pode piorar muito mais do que isto.

"Estás a falar a sério?" perguntei.

"Sinto-me mal por te ver aqui na rua. Posso te fazer uma pergunta?" pergunta ele.

"Força"

"Que idade tens?" perguntou ele seguindo-se um grande momento de silêncio, "Não quero estar a parecer um tarado, mas pareces demasiado nova para estares na rua."

"Tenho dezoito anos e chamo-me Jane, e tu?"

Óbvio que menti, não ia dizer nem o meu nome verdadeiro nem a minha idade a alguém que acabei de conhecer.

"Tenho 20 e o nome é William." disse ele "Não quero acabar com as apresentações desta maneira, mas está frio e parece que vai chover, por isso preciso de saber agora, vens ou não?"

"Já me habituei ao frio, mas aceito a proposta, vamos?"

Sinto uma certa confiança com sua presença. Estranho... Acabei de o conhecer e no entanto sinto-me segura. Levantei-me, arrumei as coisas e seguimos, juntos, o caminho para o seu apartamento. Mal eu sabia o que me esperava.

OIOI XUXUS, DAQUI FALAM AS DUAS AUTORAS

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OIOI XUXUS, DAQUI FALAM AS DUAS AUTORAS. MUITAS AVENTURAS EXCITANTES VÊM AI ENTRE ESTES DOIS E MUITOS MAIS! ESPERO QUE GOSTEM E CONTINUEM A LER. BEIJO NA BUNDA E ATÉ SEGUNDA!

(Todas as imagens foram desenhadas por nós. Queremos opiniões!!)

Salva-meWhere stories live. Discover now