A Carta

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Em determinada cidade no Sul do Brasil, naquele mesmo dia de sol, Keize abre a janela de sua casa numa manhã de sábado e percebe que no chão da sua varanda, no lado inferior direito da porta da sala, havia um envelope vermelho com bordas prateadas e um selo atípico. Ele volta sua existência para dentro de casa, movimenta seu corpo em direção a porta, que por sua vez era de gergelim, envernizada e de cor pastel, coloca suas mãos robustas e brancas sobre a maçaneta prateada e ao torcer a mesma ele se dá conta de que a porta está trancada. Sua mente é invadida por vários pensamentos, os quais ele nunca se recordara que habitara em sí.
Em sua mente, uma incerteza.
Um sentimento observável, a dor, a morte.
Ele desperta, vai em direção a estante onde fica o chaveiro e  o pega.
Sem se dar conta do que estava acontecendo, Keize então se vira lentamente e quando olha no portal da sala, era Isa sua filha.
- Você quase me matou de sono querida.
- Não quis te assustar papai, é que levantei com fome e percebi que o senhor já tinha acordado.
- Tudo bem, olha minha linda, quem quer café da manhã dos campeões!?
- Eu, eu, eu papai.
- Mas, será que você merece?
- Claro que sim papai, com olhar de insatisfação e frustração.
Então seus pensamentos foram roubados por certa palavras.

Eu não consigo me mexer
Eu não consigo te ajudar
Não estou mais do seu lado
Meu ombro está sozinho

O ano começou agora
Nova vida um história
Você andou pra trás
Foi eu que não quis mais

Meus amigos não querem ouvir
O que sinto o que passei
As questões que levaram
A ruína até o renascimento

Eu tenho que trabalhar
Tento é viver correr atrás
A fim de ajudar a mim mesmo
Alguém que só eu conheço.

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⏰ Última atualização: Jan 02, 2017 ⏰

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