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Capítulo I

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Katy e sua filha Amy faziam tudo sempre juntas. As duas empacotaram tudo o que iriam precisar em sua nova casa e cidade.
A pequena Amy estava feliz em ir morar em outro lugar, talvez lá conseguisse fazer novos amigos. Os seus colegas não gostavam da garota por ela ser quieta e a chamavam de estranha. Ela nunca entendeu o porquê. Pra ela, ela era como todos e bem normal por sinal.

— Mamãe, lá irá ter novos amigos? — Pergunta Amy ajudando sua mãe com as caixas da mudança.

— Claro, meu amor, lá você vai ter muitas amiguinhas para brincar de festa do chá com você, a Bia e o Ted.

— E se todos me deixar sozinha como fazem aqui? — Falou Amy com Uma voz tristonha.

— Não pensa assim, querida, vamos pensar positivo. Quando chegarmos em Minneapolis, prometo brincar de festa do chá com você. — falou Katy tentando animar sua filha.

— Tá bom, Mamãe. — Falou Amy com um meio sorriso no rosto.
— Última caixa, mamãe, podemos ir agora? — Perguntou a mesma pegando seus ursinhos.

— Claro, meu amor.

As duas guardaram todas as caixas no caminhão de mudanças e seguiram para a sua nova casa.

Katy narrando


Finalmente uma vida nova.
Estava me mudando para ver se algo melhorava. As coisas estavam muito difíceis, eu fingia ser forte na frente da minha filha para que ela ficasse feliz.
A Amy precisa de uma educação melhor. Ela nunca conseguiu fazer amigos, talvez na nova cidade ela consiga amiguinhas para brincar com ela.

Chegando na nova casa, como sempre, a Amy me ajudou e arrumamos tudo. Ela estava feliz por sinal.

Fui até o quarto da mesma e ela estava brincando. Abri a porta do quarto e entrei no mesmo.

— Amy, querida, hora de dormir, amanhã você brinca mais com a bia e o Ted. — Falei arrumando a sua cama.

— Tá, Mamãe. — Falou Amy deitando em sua cama.

— Boa noite, meu amor. — Dei um beijo de boa noite na mesma e sai.

Entrei no meu quarto e me deitei. Eu estava exausta, precisava descansar.

Estava quase cochilando quando ouço um grito da Amy.
Corro para o quarto dela e a vejo no chão chorando e com muito medo.

— O que aconteceu, meu amor? — Falo abraçando ela.

— Eu vi, mamãe, eu vi. — Falou ela sem forças.

— O que, filha? — Pergunto

— Uma menina, mamãe.
Ela estava com um ursinho parecido com o Ted nas mãos e chorava algo preto. — Falou ela em meio a soluços.

— Calma, querida, foi só um sonho. Quer dormir com a mamãe essa noite? — Pergunto.

Ela balança a cabeça em sinal de afirmação e a levo para o meu quarto. Deito com ela e logo ela adormece.

Amy narrando

— Ted, quer mais chá? — Pergunto esticando minha mão com o bule de chá.

— Estou cheio de tomar chá, Amy. — Fala o Ted.

— Tudo bem, Ted. — Falei pondo o bule sobre a mesa.

— Deixa de ser insensível, Ted. — Falou Bia.

O Ted continuou calado.

— Amy, querida, hora de dormir. Amanhã você brinca mais com a Bia e o Ted. — Falou a Mamãe entrando no quarto e logo a Bia paralisa.

— Tá, mamãe. — Falei e me deitei.

Ela me deu boa noite, apagou as luzes do meu quarto, fechou a porta e saiu.

A Bia começou a cantar uma música para que eu pudesse dormir e assim eu fiz.

[...]

Acordo com um barulho no meu quarto e imediatamente fico com medo. Olho para todos os cantos do quarto e não vejo nada. Sinto uma sombra passar em minha frente e me arrepio toda.

— Ted? Bia? — Chamo e eles não me atendem, eles não estão no quarto.

Começo a chorar e rapidamente deito em minha cama me cubrindo da cabeça aos pés. Vejo uma sombra se aproximar de mim através do tecido fino do lençol.

Algo puxa o cobertor de mim e o joga no chão. Ouço batidas no vidro da janela e achei estranho, pois era impossível alguém subir alí e não havia galhos de árvores por perto.

As batidas aumentam sua densidade e começo a ouvir choro seguidos de gritos de crianças. Escuto alguém respirar no meu ouvido, olho para os lados e não havia nada lá.

Me viro novamente e vejo uma menina. Ela estava com um vestido branco e segurava um ursinho um tanto parecido com o Ted. A mesma chorava algo da cor preta e me olhava com um olhar estranho não piscando nenhum segundo, apenas me encarava.

Não saio do lugar. - Na verdade nem me mecho e quase não respiro. - quando ela sorri pra mim.

— Quer brincar, Amy? — Ela fala ainda sorrindo.

Eu paraliso e sem querer solto um grito. Começo a chorar e soluçar, estava com muito medo.

A Mamãe rapidamente entra no quarto e a garota some logo em seguida.

Ela me pergunta o que havia acontecido e eu explico o que vi.

Ela diz que foi apenas um sonho. Tá mais para um pesadelo.
Mamãe me pergunta se quero dormir com ela e eu apenas balanço a cabeça.

Deito-me com Mamãe e em instantes, adormeço.

Continua..

Quer Brincar, Amy?Stories to obsess over. Discover now