Capítulo 01 .

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*. Maju Anderson.*

Me chamo Maria Júlia Anderson, mais conhecida como Maju. Minha vida basicamente falando, era um máximo pra mim, como filha do delegado mais conhecido da região, eu vivia na delegacia com meu pai, principalmente depois que minha mãe morreu. Eu achava aquele lugar incrível e emocionante, e assim fui crescendo, vendo eles prenderem bandidos e fui me apaixonando aos poucos. Hoje tenho 20 anos e estou me formando como policial, afinal, nem todas querem ser bailarinas não é mesmo ?

- Maju, seu pai quer te ver na sala dele .- Um policial diz da porta .

- Ok, obrigada .- Falo e ele se retira .

Suspiro em ter que deixar as coisas que eu estava fazendo pra depois e me levanto indo pra sala do meu querido pai. Caminho calmamente com a pistola em minha cintura e bato na porta quando chego em sua sala .

- Entra .- Ele diz alto .- Oi filha .- Diz assim que me vê na porta .

- Oque foi dessa vez ?.- Falo me sentando na cadeira a sua frente .

Sem falar nada, ele joga uns relatórios na mesa e respira fundo. Pego eles na mão e já de cara leio o nome bem conhecido entre a gente. "Rodrigo Paiva" mais conhecido como RP. Ele é dono de um morro ai, bem perigoso por sinal, já estávamos atrás dele a um tempo tentando ter alguma informação dele, mas sempre é inútil .

- Soube que ele ta tramando algo contra o batalhão .

- Porque não mata logo ele ?.- Falo já de saco cheio .

- Não é assim que as coisas acontecem Maju, e sabe disso .- Diz me olhando .- Temos que ter informações dele, estamos sem nada, de mãos atadas .

- Posso conseguir isso rápido .- Falo o fazendo me encarar sem entender .- Posso me infiltrar .

- Não quero você se infiltrando nisso, você sabe bem oque houve com a Rebecca .

A Rebecca era uma informante, ela se passou como moradora do morro por umas três semanas, mas então ele descobriu ela, e a matou .

- Não sou a Rebecca pai, sabe que eu consigo .- Falo nervosa .

- Sabe que se acontecer alguma coisa com você, aquele morro vai faltar espaço de tanto policial lá .- Diz também nervoso .

- Por isso não vai acontecer nada comigo, sabe que sou boa nisso .

Ele me encara pensativo, eu realmente era boa nisso, sabia encorporar o papel perfeitamente, e caso aconteça algo, eu sei me livrar de caras assim numa boa com minhas habilidades .

- Não sei não Maju .- Diz coçando a cabeça .- Te chamei pra vermos outras formas de conseguir informação sobre ele .

- Pai já tentamos de várias maneiras, e agora única forma de saber mais dele, e prendendo esse desgraçado .- Rosno .

- Ouça bem...Se ele por um segundo desconfiar disso, você não volta mais lá, está me ouvindo ?

- Sim senhor .- Falo sorrindo .

Mais uma vez, eu estava no caso, e eu amava isso. Gostava da adrenalina em minhas veias, e o perigo era uma paixão .

Eu queria saber do porque o tal Rodrigo odiava tanto meu pai, soube que ele era doido pra mata-lo com suas próprias mãos. Quem vai cabacar morrendo é ele, e se eu tiver sorte, será por minhas próprias mãos .

(...)

No ensino médio, eu tinha uma melhor amiga que morava naquele morro, e acho que essa seria uma boa hora pra ressuscitar nossa amizade. Precisava começar essa operação o quanto antes.

A filha do Delegado . ((DEGUSTAÇÃO))Stories to obsess over. Discover now