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(Pires, Thiago A. 10-08- 2016)
Um rapaz e uma moça
Uma Dama e um Cavalheiro
Desde de a infância um com o outro
Todo dia, o dia inteiro
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Todos os dias na escola, se ajudando toda hora
Chegaram até a passar cola.
Cada empecilho novo
Cada novo problema
Juntos sentavam ao mar
E bolavam um novo esquema
.
Amizade de anos era
Tão velha, bela e sincera
Que criou mato a sua volta
Flores belas e forte hera
Um laço forte os unia
Que era amizade?
Isso já se sabia
Porém quando olhares cruzavam
Do olho a luz reluzia
.
Dois olhos castanhos pra ele
Dois olhos verdinhos pra ela
Ele tão belo e de profundo respeito
Doce e amável era a bela donzela
Assim se passaram os anos
Ele vinte e um, pra ela faltava um mês
Não se viam há tanto tempo
Nem lembravam da última vez
.
Mas o destino danado que é
Fez juntar outra vez
As duas pessoas tão cheias, que se encaixavam e transbordavam de afeto
Mas ainda amizade existia
Nada mais que isso, estou certo
Uma carta enviaram um ao outro
Ao som da chuva batendo no teto
.
As cartas, lindas poesias
Com estrofes e versos,
Das várias folhas com frente e verso.
Escreveram do tempo todo
Tudo o que passaram juntos
Também do tempo separados
Do quão doído foi
Não se terem lado a lado
Mas agora estavam bem
Com os corações sarados
.
A carta chegando ao fim
Aquela leitura da qual não se cansavam
Se perdiam nas letras embaçadas
Pelas lágrimas que escorriam nas caras
Um num canto do mundo e o outro pra lá do Saara
.
Como toda carta bonita
No rodapé escrito “OBS”
Seguido de um par de versos
Logo abaixo escrito “PS”
Seguido por dois pontos
Após isso eu entro
Forte assim como o ódio
Meu irmão, rival sentimento
Cabe ao destino escolher
Se serão amigos ou amantes
Se assistirão Star Wars ou Água Para Elefantes
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O que deixam a entender no final
Me faria passar mal
Ficar tonto sem meu norte
Seria uma pré-morte
Pois nessa hora o batimento acelera
Fazendo a cabeça doer
O sangue correr
O estômago se remexer
E não saber o que fazer
.
Aquele “PS” tão simples
Que dizia tanto com tão pouco
Os fez gritar de alegria
Gritar até ficar rouco
A última palavra sou eu
Aquele que não tem cor
Cheiro ou sabor
A frase se declarava
Tão clara em cada palavra
No rosto aparece o rubor
“O que sinto por ti é AMOR”

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⏰ Last updated: Oct 16, 2016 ⏰

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