Rio de Janeiro
7 de Maio de 2016
Era uma tarde comum, como qualquer outra, filha pequena dormindo, contratos assinados, roupa lavada, janta feita, lanche na mesa esperando as meninas acordarem. Anahi estava largada no sofá do jeitinho que gostava de ficar enquanto tinha um de seus raros dias de descanso, mas depois de tudo que acontecera nos últimos meses precisava se recompor. Colocar sua cabeça e seu psicológico em ordem era primordial, até porque, tinham duas meninas que precisavam ter o exemplo de alguém forte, e esse exemplo ela sabia que teria que sair dela. Assistia ao seu programa favorito, um reality qualquer na televisão por assinatura com a cabeça em outro lugar, até que de repente uma voizinha a trouxe novamente para aquele apartamento, que estranhamente estava calmo e silencioso demais para uma mulher com uma criança de 3 anos em casa e uma adolescente de 13.
Carol era esperta não tinha mais que 85 cm de altura, tinha grandes, curiosos e brilhantes olhos verdes, cabelos retinhos , lembrava o pai, mas com o sorriso e o dengo da mãe. Anahi sai de seus pensamentos, senta no sofá e vê a pequena agarrada a seu polvo de pelúcia dado pela madrinha, o bichinho inseparável e fiel da filha. Com um leve sorriso a loira a chama para seus braços, a menina anda devagar até ela como uma criança acuada, com medo de algo. Sabia o quanto a filha estava abalada com tudo que aconteceu, ainda mais porque muitas coisas foram vistas pelas filhas.
Anahi pegou a menina nos braços e se deitou no sofá, lhe dando um cheirinho que só mãe sabe dar, com seu pijama rosa de unicórnios a menina se aconchega na mãe e logo se apressa em perguntar.
Carol: Mamãe, o papai estava bravo comigo ?
Aquela pergunta partiu o coração da loira ainda mais, se estava em pedaços antes agora estava estilhaçado por ver o sofrimento da pequena.
Anahi : Não meu amor, papai estava bravo com a mamãe, não se preocupe com isso. Ele te ama muito, prometo que logo logo ele vem lhe lhe ver. - Sabia que isso não era tão verdade, apesar dele amar a pequena.
Carol: Mas então por que ele saiu daqui blavo com as malas dele ? Ele não me deu beijo, nem falou comigo, ele foi viajar ? Foi para onde ? Quero falar com o papai, o Lulu pode tirar a tisteza dele, papai sempre fala pra eu que quando tive tiste pedi pro Lulu levar a tisteza embora.
Anahi suspirou ao ouvir aquilo, sua briga com Alfonso afetou demaisa filha. Podia perceber a esperteza da menina aflorar cada dia que passava. Ao abraçar a filha percebe que a pequena está febril, com o emocional abalado, a abraça e a enche de beijos.
Anahi : Seu papai está triste sim meu amor, ele viajou mas logo está de volta. Vamos cuidar dessa febre antes que fique pior, prometo ligar para ele assim que der ta bem ?
Carol : Ta bem mamãe. - Se agarra na mãe e no polvinho roxo e ambas vão para a cozinha ali perto, Annie prepara um remédio para a filha e logo começa a briga para conseguir que a menina tome o remédio.
Anahi : Carol meu amor, toma o remedinho, a mamãe vai ficar triste se não me ajudar.- Segurava a tampinha de xarope com cuidado.
Carol : É ruim, não quelo, quelo o papai. - Falava com a mão na boca e o polvo no colo, não estava nem um pouco disposta a ceder, nem parecia estar amuada de febre.
Anahi: Se você não tomar, vou fazer o Lulu tomar para você, se ele tomar você vai ficar sem ver ele uma semana, porque vou ter que lava-lo. - diz a loira após pegar o polvo do colo da filha.
Carol : Não mamãezinha, o Lulu não pode tomar. Ecati não, da o Lulu pra eu ? - Estendia os bracinhos para pegar o ursinho, mas estava longe e sentada no balcão alto não podia sair sozinha dali.
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No Digas Nada
FanfictionJá se perguntou, como deve ser a vida caótica de uma adolescente na visão dela ? Em meio aos problemas que enfrenta ao longo de sua adolescencia Alana vai nos mostrar que muitas vezes uma brisa para mim pode ser um vendaval para ela. Uma menina com...
