Por que ela estava ali? Se perguntou novamente. Presa naquela cadeira que não era nem tão confortável assim, aliás, o lugar inteiro tinha um cheiro insuportável de lavanda, quem tinha escolhido aquilo? Repassou as palavras emboladas baixinho respirou fundo, pensou que aquele devia ser o dia mais feliz da vida dela, não era, não passava nem perto, por que seria? Pensou que não devia ter vindo, pensou que não devia ter deixado Maya a convencer de uma loucura tão grande. O que diria? Não tinha preparado um grande discurso, não esperava ter de fazê-lo. "Comece do início" repetiu para si mesma, "conte como se conheceram" foi a muito tempo, ainda na primeira série, no halloween. Ele salvou sua vida. "Conte como ele te ajudou quando você gostava do Lucas" lembrou de Maya dizendo que não fazia sentido ele a ajudar já que ele a amava, e lembrou também dele respondendo que a queria feliz. "Conte dos sonhos malucos dele" pensou, mas logo se repreendeu "Não, guarde isso para você". Esse tinha que ser o melhor dia da sua vida. Mas por alguma razão, não era.
Doze anos antes...
Era sua festa de 18 anos, Farkle tinha tido aquela - péssima - ideia de ir a uma boate. Riley não era boa com boates, na verdade nunca tinha ido à uma, essa era a primeira vez apesar de Nova York te permitir entrar facilmente em uma antes dos 18, mas pior do que boates para ela era o alcóol. Riley nunca bebeu, não, de jeito nenhum. Maya já havia lhe oferecido uma coisa ou outra mas ela nunca aceitara, ela não gostava desse tipo de coisa. Mas agora tinha 18 e que outro jeito se não esse para entrar para essa nova fase? Resumindo, Riley estava bêbada, muito, muito, muito bêbada, falava alto e andava torto e Farkle tentava a acompanhar enquanto procurava Maya e Lucas, que tinham sumido a mais de uma hora, ele já havia mandado mensagem, ligado em seus celulares, sem resposta. Riley parou, Farkle tentou a segurar no lugar, ela sentou em um dos bancos do bar, se aproximou dele, Farkle a olhou nos olhos mas ela olhava para sua boca, ele estranhou mas já pensava nisso a tanto tempo, e então, ela lhe beijou. E então caiu. O pânico foi imediato, Farkle ligou para Maya, ela ainda não atendia, para Lucas, caixa postal, pensou em Smackle, em Zay, até no Charlie Gardner, Billy Ross ou Missy Bradford, ninguém o atenderia, já passava das 5 da manhã, pensou na sua mãe, não, ela o mataria sem pensar duas vezes. Foi então que ligou para sua única opção, Topanga Matthews, ela ficaria furiosa, Riley o odiaria, mas que opção ele tinha?
Riley acordou com uma dor insuportável de cabeça, não lembrava nada da noite anterior, exceto que tinha... queria esquecer aquilo também, não acreditou no que fez e checou o celular, muitas ligações perdidas de Maya, pensou em retornar mas estava muito cansada e a claridade fazia sua cabeça latejar. Ouviu os passos nas escadas de incendio e dois toques na janela
- Entra, Farkle. - falou o mais alto que conseguiu
- Como sabia que era eu? - ouviu enquanto se escondia da claridade que o movimento nas cortinas trouxe e tentou olhar só para observar o sorriso sarcastico do menino que entrava rápido pela janela
- Depois do que aconteceu ontem? Não tinha dúvida de que você viria correndo - Riley riu e colocou o travisseiro no rosto.
Farkle arregalou os olhos mas logo deu um sorriso simpático e se deitou na cama ao seu lado.
- Podemos só esquecer de tudo que houve ontem? - pediu Riley
- Tudo? - Farkle pareceu chateado mas fez que sim
- Tudo! Como podemos fazer aquilo? - Riley riu e cobriu o rosto novamente, dessa vez, envergonhada.
- Não sei - Farkle deu uma risada envergonhada - De qualquer forma não vim falar disso.
- E por que está aqui?
- Bem sabe, acho que não serei mais um menino virgem. - Farkle riu alto
- Que? Quem? - Riley tirou a coberta do rosto e se sentou rápido
- Missy Bradford - Farkle disse malicioso e a menina gargalhou
- Farkle, Missy Bradford nunca vai acontecer pra você - Ela riu e Farkle jogou uma almofada em seu rosto
- Se você quer saber, ela tem me olhado bastante, ok? - Ele riu e a menina se vingou jogando a almofada de volta nele.
CZYTASZ
Love, Riley.
Fanfiction"love"; [luhv] um sentimento profundo impossível de ser esquecido. Adaptação de "Love, Rosie" (ou "Simplesmente acontece") para o ship Riarkle de Girl Meets World, portanto, a história não é minha e personagens, a escrita, por outro lado, sim. As...
