Prólogo

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(Personagem Giulia)

Trimmm.

Sim, era ele o sinal de recreio. Ela olhou ao redor despertando de seu sono durante a aula e teve certeza. Levantou relutante a sair daquela sala era difícil, sua preguiça falava mais alto que tudo ao seu redor. Aposto que estava com a pior cara amassada do mundo. Mais afinal, porque se importar com tal fato? Ela era uma menina sem amigos, sem ninguém naquela escola. Sim, era ela contra aquele mundo cruel, aquelas crianças assustavam tal como o bicho papão que cismava morar de baixo de sua cama. Sem ânimo para nada aquela pobre criança solitária, pegou sua pequena lancheira que na mesma tinha estampado um menino loiro de olhos azuis, uma menina de cabelos rosas e um outro menino de cabelos negros com olhos vermelhos, e bem em cima deles estava escrito Naruto. Ela não era uma menina normal como qualquer outra que em sua idade estaria com uma bolsa da barbie ou outro tipo de boneca. Não. Ela gostava de coisas que tivesse história que fizesse despertar sentimentos, e o que melhor pra arrancar sentimentos dela do que a história de Naruto, um menino sem os pais que é rejeitado por sua aldeia por possuir um demônio de nove caldas dentro de si. Ele luta pra ser reconhecido, perde seu melhor amigo pra escuridão e luta de todas as formas possíveis superando todos os seus limites para manter os laços com seu amigo e traze-lo de volta a luz. Ela realmente amava essa história e olhando a lancheira sorrio lembrando dos episódios que leu. Com isso ela põe a alça da mesma no ombro e começa a caminhar pra fora da sala. Apesar de só ter 5 anos é uma garota muito esperta. A mesma abre a porta bem devagar e escuta o ranger que faz e sai em direção aquele mundo cruel. Ela sai da olhando algumas crianças correndo e outras brigando por causa de alguma boneca estúpida, com um rápido suspiro e uma revirada de olhos ela  continua seu caminho em direção a saída da escola até o jardim, onde sempre lancha sozinha. Senta em um banco, suspira mais uma vez pensando em porque de ela ter que estar ali naquele mundo horrível? Põe a lancheira em sua perna e abre vendo um sanduíche de frango embrulhado com filme plástico, ao lado um suco de caixa de uva seu sabor favorito. A mesma come seu lanche olhando a paisagem que era na frente de sua escola, tinha muitas árvores, a grama bem aparada, algumas flores pelo chão. Olhando para cima viu o céu ele estava bem azul com poucas nuvens. Descendo sua cabeça ela encherga um carrinho de sorvete, lembra que sua mãe lhe deu dinheiro antes de sair de casa, o que faz com que ela de um pulo do banco indo em direção do carrinho. Pediu um sorvete de chocolate, Giulia como sua mãe a  chamava adorava sorvete de chocolate. Voltando para o banco onde estava, se sentou novamente tomando quieta seu precioso sorvete que tanto amava.

— Ora ora meninas vejam só a menino da escola. Hahahahah.

Três patricinhas minúsculas se aproximaram da Giulia ela se contorceu de ódio aquele apelido foi adquirido pela forma que ela se vestia que jugava ser confortável . Ela se manteve calma respirou profundamente levantando do banco bem calma ela não iria ficar calada dessa vez.

— Meninas vão pegar água com gás pra mim eu cuido dessa menino aqui.

Quando elas foram Giu aproveitou era muito mais fácil lidar assim uma contra uma, três contra uma seria injusto.

— Escuta aqui se tem algum menino aqui esse menino e você tá com tanta maquiagem que parece um palhaço de circo.
Prefiro me vestir assim do meu jeito do que igual a você com essa roupa ridícula cheia de pena parece uma galinha.

— Há ha prefiro ser uma galinha do que ser você. Aposto que ninguém gosta de ti  até sua mãe deve te achar um lixo. Há ha há .

A patricinha virou pra ir embora, mais Giu não ia deixar barato não dessa vez podia chinga-la quanto quisesse mais meter sua mãe nisso foi demais na mesma hora ela pensou teve uma brilhante idéia é sem hesitar ela pois em prática.  A mesma olhou o sorvete que ainda estava em sua mão derretendo aos poucos, segurou firme e lançou contra a patricinha nojenta que lhe deu as costas. No mesmo instante que a acerta e possível ouvir um grito muito alto e fino, muito, muito, mais muito irritante mais Giulia não ligou apenas caiu na gargalhada vendo ela sai correndo gritando toda suja.

SomewhereWhere stories live. Discover now