Na vida, temos que escolher atalhos diferentes conforme a sociedade nos molda, temos que escolher diretamente as palavras que usamos, o que vestimos, o que dizemos. Eu não fui feita basicamente para isso.
-Pai? onde você está? -digo descendo as escadas
Olho e ele estava matando uma galinha no quintal, moramos em uma cidade grande, mas ele prefere fazer tudo sozinho.
-Estou ocupado, Amber... e não me chame de Pai - ele murmura
-Certo...Richard..-volto para dentro e vejo a geladeira com um papel de tarefas.
1.Afie as facas.
2.Prepare-se se exercitando.
3.Cuidado com os detalhes.
4.Limpe tudo que sujou.
5.Limpe as armas.
6.Lembre-se o que eu fiz por você.
Richard sempre me tratou estranho, ele diz ser meu pai mas não me trata como tal, eu não ligo para isso, mas me sinto desconfortável morando em uma casa com alguém que tecnicamente mal falo.
Amanhã é a volta as aulas, e eu nunca tive amigos nos quais eu não tenho vontade de matar, ele sempre me diz que não é para confiar em ninguém além de si mesmo, melhor ouvir do que desobedecer.
Eu e meu pai nunca fomos basicamente próximos, eu nem sei bem o porquê, mas creio eu que é pela morte da minha mãe, nos deixou frios e ele diz que faz as coisas que.. ele faz por ela, e eu sigo essa regra. Ele não tem fotos minhas, não tem fotos da mamãe, eu acredito no que ele diz e me ensinou durante 16 anos.
Pego as facas de cima da mesa e passo no afiador, vejo as lâminas prateadas e radiantes brilhar quando entra a vista do sol saindo da janela. Desmonto as armas e arrumo os limpadores e deixo travada para não ter perigo de algum acidente conosco. Tenho que arrumar minha mochila, eu coleciono canivetes e sempre levo um para a escola, porém escondido na minha cintura caso aconteça algo comigo eu tenho que agir para me defender, amanhã será um longo dia.
Deito no chão e faço abdominais até 100 e ouço Richard entrar pela porta segurando dois frangos ensanguentados e ele sujo de sangue também, ele joga na pia e diz:
-Faça o jantar Amber, eu vou tonar banho. -ele fala com um tom de cansaço e tira suas blusa cheia de sangue e suas botas de lenhador.
-Tudo bem. -me levanto e vou lavar as as mãos, pego as facas e começo a desossar os frangos, vejo ele subindo as escadas e dou um grito
-Vai querer o quê?
-Qualquer coisa Amber, uma sopa, um assado, se vira. -diz de uma maneira ignorante
-Tudo bem.. -sussurro olhando para aquelas peças de frango.
1 hora depois.
Estou fazendo uma canja depois daquele sofrimento total, Richard desse as escadas e diz:
-Não vou jantar aqui, tenho que buscar uma companhia.
-Mas.. - eu sabia que ele ia matar alguém aqui hoje.
-Você precisa treinar Amber, você precisa. -ele pega as chaves do carro e sai sem dizer mais nada.
-Droga Richard.
Desligo o fogo da panela, e pego os plásticos do armário e coloco na sala, forro tudo de um jeito bem cuidadoso, pego minha maleta de canivetes, facas, injeções, bisturis e coloco tudo sobre a bancada.
Uma parte de mim odeia fazer isso, mas a outra parte se sente obrigada.
Ligo a televisão e no nela estava passando o jornal, estavam relatando os casos de desaparecidos na região e mostraram algumas fotos...meu pai matou metade.
Eu sentia que aquilo era errado, mas era Eu ou eles, o que me pressionava mais ainda.
Não demora muito e ele chega com o carro dele com uma garota loira, amarrada com fita, ela estava sangrando muito, ele tinha batido nela demais já.
-SOCORRO -ela resmungava, não podia gritar por que tinha uma mordaça em sua boca.
Ele a joga nos plásticos, e disse que iria subir e pegar a "faca da sorte" dele.
Eu vejo o desespero dela e me aproximo dela e sussurro em seu ouvido:
-Me perdoe, eu não quero fazer isso, eu sou obrigada, me desculpe mesmo.
Ela chora mais e resmunga mais depois de ouvir isso, eu tiro a mordaça dela e ela pergunta:
-E-eu vo-vou morrer? -ela fala quase sem voz
-Eu sinto muito -digo colocando a mordaça novamente na boca dela, ela parecia ter a mesma idade que eu, loira dos olhos verdes, jovem e pouco aproveito da vida.
-Está pronta Amber? -fala Richard com um sorriso enorme em seu rosto
-Injete o remédio nela para ela não acordar - ele ri e encara a garota com gosto
Pego a seringa com agulha e pego um pouco do líquido que apaga as pessoas, assim terá menos sofrimento e não vai mais se preocupar com a dor.. eu sussurro para ele não perceber : Me perdoe.. e injeto em seu pescoço, fazendo ela apagar direto.
Uma quantidade dessa injeção já apaga a pessoa por dias, ela não está mais viva a partir de agora.
Richard segue seus passos e tira os dentes da garota para dificultar reconhecimento, e corta as pontas dos seus dedos também, o sangue começa a infestar o plástico.
-Sua vez, pequena Amber. - ele me dá as opções de facas e me faz escolher, pego a menor e com maior precisão, passo meus dedos nos lindos cabelos longos da garota e cravo a faca em seu peito.
-Estou cansado pequena Amber, eu vou para a cama, termine o serviço. - ele fala bocejando tirando seu avental e subindo as escadas
Começo a chorar olhando aquela garota e dou um beijo em sua testa apenas repetindo a mesma palavra Me perdoe.
desfiguro seu rosto com cortes, minhas luvas já estavam grudenta de tanto sangue, faço cortes em todo seu corpo, corto com a tesoura um pedaço do seu cabelo e faço um laço e deixo em cima da mesa do escritório do Richard, ele guarda como troféu.
-Por favor...não me culpe.. eu queria que não pudesse ser desta maneira. -sussurro chorando no chão olhando para o corpo.
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Alone
HorrorAmber é uma garota que foi sequestrada quando pequena, foi criada por um psicopata e ela foi treinada para ser uma assassina a sangue frio, sem pensamento, sem dó, sem lágrimas. Seu coração não pulsava sentimentos profundos além de ódio, ela foi cr...
